O R.550 Magic (retroacrônimo para Missile Auto-Guidé Interception et Combat - Míssil Auto-Guiado para Interceptação e Combate, em francês) é um míssil ar-ar de curto alcance, guiado por infravermelho, projetado em 1965 pela firma francesa Matra para competir com o míssil ar-ar norte americano AIM-9 Sidewinder.

Desenvolvimento esquerda|miniaturadaimagem|Um F-8 Crusader da Aviação Naval Francesa armado com mísseis Magic Desenvolvido originalmente como um míssil ar-ar de curto alcance guiado por infravermelho, o R.550 era para ser um míssil ar-ar leve, substituindo o pesado R.530. Seus requerimentos iniciais eram de um míssil capaz de ser disparado dentro de um setor de 140 graus à frente da aeronave, em qualquer velocidade de 0 a 1.300km/h, de altitudes muito baixas até 18 mil metros.

O projeto, que começou como um projeto privado da Matra, teve sua fase de desenvolvimento entre 1966 a 1968, tendo suas primeiras provas em 1971. Durante provas em 11 de janeiro de 1972, um Gloster Meteor de provas disparou o primeiro míssil Magic, abatendo um alvo aéreo Nord CT.20. O míssil foi adquirido inicialmente pela Força Aérea Francesa, tendo suas primeiras entregas em 1974 e seu serviço ativo iniciando em 1975. O míssil tinha capacidades similares ao AIM-9J/H. 7.000 unidades do Magic foram construídas.

Magic 2 Com a entrada em serviço do AIM-9L Sidewinder, com capacidade all-aspect (podendo ser disparado de qualquer ângulo contra a aeronave inimiga), motivou o desenvolvimento de um míssil com capacidades similares, substituindo o Magic original. O Magic 2 foi desenvolvido no início dos anos 80, sendo posto em serviço pela Força Aérea Francesa em 1985. 4.000 unidades do Magic 2 foram construídas.

Design O Magic tem a mesma configuração do Sidewinder. Com superfície de controle frontal e estabilizador traseiro, ambos em cruz e alinhados. A diferença é o canard duplo em fila frontal. Os canards frontais são fixos e os traseiros são usado para controle com atuação pneumática. Atuam no controle do giro, rotação e guinada e podem manter um grande ângulo de ataque graças aos aletas frontais. A cauda gira livre ao redor do bocal de escape para estabilizar a rotação.

Em 1978 entrou em serviço o Sidewinder AIM-9L com capacidade "all aspect". Foi um dos motivos para a criação da versão Magic 2 com a mesma capacidade, mas não a única como visto anteriormente. O Magic 2 entrou em serviço na França em 1985.

Em relação a versão Magic 1 o Magic 2 apresenta ogiva de 12,5 kg e usa uma espoleta radar no lugar da espoleta IR. O motor foguete sólido sem fumaça SNPE Richard queima por 10% mais tempo (2,2 segundos), aumentando o alcance prático para 5 km. O peso aumentou um pouco para 90 kg e as dimensões foram mantidas.

O Magic 2 recebeu um sensor AD3601 da SAT ou AD3633 multielemento mais sensível, com capacidade qualquer aspecto e com melhor capacidade de contra-contramedidas. O sensor podia ser apontado por outros sensores como o radar.

Recebeu um piloto automático digital e passou a ter capacidade de puxar 50 g´s. Podia ser lançado com a aeronave puxando até 7 g´s, mas em 1992 um Mirage 2000 disparou um Magic 2 enquanto puxava 9g´s.

O Magic foi o principal competidor ocidental do Sidewinderaté ser superado pelos Phyton israelenses. Em 1990 apareceu a versão Magic 2 Mk2. A produção cessou no fim da década de 90 após a fusão da Matra e Bae Dymamicas em 1996 para formar a MBDA.

Histórico Operacional O míssil Magic, em suas diferentes variantes, foi utilizado no Mirage III, Mirage 5, Mirage F1, Mirage 2000, Rafale, Jaguar e Super Étendard, além do F-8 Crusader (França), F-16 (Bélgica e Paquistão), MiG-21 (Iraque e Índia) e Sea Harrier (Índia), chegando a ser testado em caças MiG-23, na República Tcheca.

África do Sul A Força Aérea Sul-Africana (SAAF) recebeu uma quantidade desconhecida de mísseis Magic antes do embargo internacional a venda de armas ao país, em 1977, sendo operados pelo Mirage F1. Os Mirages sul-africanos dispararam mísseis Magic em combate sobre Angola, contra caças MiG-21 e MiG-23, porém, em quase todos os casos, os mísseis não conseguiram abater as aeronaves adversarias. Em um engajamento em 6 de novembro de 1981, um Mirage F1, pilotado pelo Major Aviador Rankin, da SAAF, disparou dois mísseis Magic, danificando um MiG-21 angolano. A performance limitada do Magic provocou o desenvolvimento de um míssil ar-ar próprio na África do Sul, o V3 Kukri.

Equador Segundo a versão equatoriana, em 1995 os Mirage F-1JA esquadrão de caça 2112 da Força Aérea do Equador armados com o Magic 2 Mk 2 derrubaram dois Su-22 Esquadrão de caça No 11 "Los Tigres" da Força Aérea do Peru durante o conflito de fronteira no vale do Cenepa. Os Mirage F-1 estavam em uma patrulha de combate aéreo e receberam alerta de radar em terra para interceptar os Su-22. O contato visual foi feito com os Sukhoi voando baixo a 600 metros e a 8 km de distância e mergulharam. Um Magic foi disparado a 90 graus que não engajou e se autodestruiu. Os Sukhois manobraram e aceleraram para fugir. Os dois foram derrubados posteriormente. Segundo a versão peruana, os Mirage F1 da Força Aérea do Equador abandonaram a zona de combate quando sentiram que tinham sido identificados pelo radar do Mirage2000 da Força Aérea do Peru. Os SU22 do Peru acabaram sendo impactados pela defesa antiaérea equatoriana quando os aviões peruanos estavam em missão de bombardeio se expondo ao fogo enemigo no processo de aproximação ao objetivo numa área montanhosa.

Grécia Em 8 de outubro de 1996, sete meses após a escala de conflito em Imia/Kardak, um Mirage 2000 grego disparou um Magic II e abateu um F-16D turco sobre o Mar Egeu. O piloto turco faleceu, enquanto seu copiloto ejetou e foi resgatado por forças gregas. Em agosto de 2012, após um RF-4E turco ser abatido na costa da Síria, em resposta a uma pergunta no parlamento, o ministro da defesa turco İsmet Yılmaz confirmou que o F-16 turco foi abatido por um Mirage 2000 grego em 1996, enquanto voava nas proximidades da Ilha de Chios.

Operadores

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Operadores Antigos

Ver também

Desenvolvimento relacionado

PL-7

Armas de função ou era comparável

AIM-9 Sidewinder Python

Bibilografia

Categoria:Mísseis ar-ar