Claudio Lemos Fonteles (Rio de Janeiro, ) é um professor e jurista brasileiro. Foi procurador-Geral da República do Brasil entre 30 de junho de 2003 e 29 de janeiro de 2005.

Carreira Formação acadêmica e docência Claudio Fonteles graduou-se em direito pela Universidade de Brasília (UnB) em 1969, e na mesma universidade concluiu o mestrado em 1983.

Exerceu o magistério por quase 40 anos, primeiro como professor de inglês no ensino fundamental (1966-68), depois como professor de direito penal e direito processual penal (1971-2002), na UnB, no UniCeub, na Escola Superior da Magistratura do Distrito Federal e na Fundação Escola Superior do Ministério Público do DF e Territórios. Também lecionou a doutrina social da Igreja no curso de teologia da Arquidiocese de Brasília.

Ministério Público Federal Sua primeira passagem pelo Ministério Público foi como assessor jurídico. Em 1973, tornou-se membro da instituição ao ser aprovado no concurso público para o cargo de procurador da República.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir da lista tríplice eleita pelos membros do Ministério Público para a função de procurador-geral da República, tomou posse no dia 30 de junho de 2003 e desempenhou um mandato de dois anos. Em 2004, foi admitido pelo presidente Lula ao grau de Grande-Oficial especial da Ordem do Mérito Militar.

Aposentou-se do Ministério Público em 15 de agosto de 2008.

Política Em sua juventude, Fonteles atuou politicamente como secundarista e universitário, tendo sido membro da Ação Popular (AP), movimento estudantil ligado à esquerda cristã que comandou a União Nacional dos Estudantes (UNE) na década de 60 .

Após sua aposentadoria como subprocurador-geral da República, Fonteles integrou a Comissão Nacional da Verdade (CNV) de maio de 2012 a 17 de junho de 2013, quando renunciou ao cargo. Foi o segundo coordenador da Comissão, de setembro de 2012 a fevereiro de 2013.

Em 2017, junto ao professor Marcelo Neves, apresentou pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de praticar atividade político-partidária, o que é vedado a magistrados.

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