thumb|Sede da Petrobras no Rio de Janeiro O Brasil é o 7º maior consumidor de energia do mundo e o maior da América do Sul, assim como um grande produtor de petróleo e gás natural na região e o segundo maior produtor de etanol combustível do mundo.

As agências governamentais responsáveis ​​pela política de energia são o Ministério de Minas e Energia (MME), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).OECD/IEA. World Energy Outlook 2006.

A matriz energética do Brasil é tida como uma das mais limpas do mundo (ver: Energia sustentável e Lista de países por produção de eletricidade renovável).

Matriz energética A principal característica da matriz energética brasileira é ser muito mais renovável do que a mundial. Enquanto em 2019 a matriz mundial era de apenas 14% de energias renováveis, a brasileira era de 45%. Petróleo e derivados representaram 34,3% da matriz; derivados da cana-de-açúcar, 18%; energia hidráulica, 12,4%; gás natural, 12,2%; lenha e carvão, 8,8%; energias renováveis variadas, 7%; carvão mineral, 5,3%; nuclear, 1,4%, e outras energias não renováveis, 0,6%.Energética e Elétrica

Na matriz elétrica, a diferença entre o Brasil e o mundo é ainda maior: enquanto o mundo tinha apenas 25% da energia elétrica renovável em 2019, o Brasil tinha 83%. A matriz elétrica brasileira era composta por: energia hidráulica, 64,9%; biomassa, 8,4%; energia eólica, 8,6%; energia solar, 1%; gás natural, 9,3%; derivados de petróleo, 2%; nuclear, 2,5%; carvão e derivados, 3,3%.

Atualmente, alguns empreendimentos tencionam produzir o chamado hidrogênio verde. O hidrogênio é classificado como "marrom", "cinza", "azul", "verde" de acordo com a fonte de energia usada para produzi-lo. O H2 "verde", é aquele produzido de fontes renováveis e/ou não poluentes.

O setor energético brasileiro é composto principalmente por corporações de economia mista ou empresas públicas, com gestão direta ou indireta, como resultado de algumas desnacionalizações ou composição acionária estrangeira significativa.

Comparações internacionais A Agência Internacional de Energia posiciona o Brasil entre os principais países do mundo em diversos indicadores:

+ Posição do Brasil no ranking mundial Fonte de energia indicador classificação ano quantid unidade % mundo comentários Petróleo brutoProdução 9º 2019p 145 Mt 3,3% 1º: Estados Unidos 742 Mt, 2º: Rússia 560 Mt, 3º: Arábia Saudita 546 Mt EletricidadeProdução 8º 2018 601 TWh 2,3% 1º: China 7149 TWh, 2º: Estados Unidos 4434 TWh Importação líquida 3º 2018 35 TWh 9,3% 1º: Estados Unidos 44 TWh, 2º: Itália 44 TWh Produção de eletricidade por fonte Renováveis 3º 2018 495 TWh 7,4% 1º: China 1833 TWh, 2º: Estados Unidos 743 TWh HidroeletricidadeProdução 2º 2018 389 TWh 9,0% 1º: China 1232 TWh, 3º: Canadá 386 TWh Potência instalada 2º 2018 105 GW 8,1% 1º: China 352 GW, 3º: Estados Unidos 103 GW% hidro / elet * 2º 2018 64,7 % 1º: Noruega (95,0%) Energia eólica Produção de eletricidade 7º 2018 48 TWh 3,8% 1º: China 366 TWh, 2º: Estados Unidos 276 TWh Potência instalada 8º 2018 14,4 GW 2,6% 1º: China 184,3 GW% eólico / elet * 4º 2018 8,1 % 1º: Espanha (18,5%) Biomassa Produção de eletricidade 3º 2018 53,9 TWh 10,4% 1º: China 90,6 TWh, 2º: Estados Unidos 59,5 TWh* % hidro/eletr : participação da hidroeletricidade na produção de eletricidade (classificação entre os 10 maiores produtores) 2019p = estimativa provisória para 2019.

Fontes de energia primária

Petróleo

thumb|Ao longo dos anos, o Brasil passou de importador à exportador de petróleo thumb|Cerimônia de lançamento da plataforma de petróleo P-52, que opera na Bacia de Campos. thumb|Usina termelétrica à base de óleo em Camaçari, Bahia

O Brasil é o 8º maior produtor de petróleo do mundo. Até 1997, o monopólio do setor pertencia a Petróleo Brasileiro SA (Petrobras). Atualmente, mais de 50 companhias petrolíferas estão envolvidas na exploração de petróleo no país. O único produtor mundial de petróleo é a Petrobras, com saída de mais de 2 milhões de barris (320.000 m³) equivalentes por dia. A empresa estatal também é uma grande distribuidora de produtos petrolíferos e possui refinarias e navios petroleiros. Em 2006, o Brasil tinha 11,2 bilhões de barris (1,78 × 109 m³), a segunda maior reserva provada na América do Sul, depois da Venezuela. A maior parte das reservas comprovadas estão localizadas nas bacias marítima de Campos e Santos na costa sudeste do Brasil.Country Analysis Brief. Brazil, US Energy Information Agency, Agosto de 2006 Em novembro de 2007, a Petrobras anunciou uma estimativa de que o Campo de Tupi tenha entre 5 e 8 bilhões de barris (1,3 × 109 m³) de campos de petróleo leve recuperável e campos vizinhos que podem conter reservas ainda maiores, o que poderia tornar o Brasil um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

O país é um exportador líquido de petróleo desde 2011. No entanto, o Brasil ainda importa petróleo leve do Oriente Médio, porque várias refinarias, construídas nos anos 1960 e 1970 durante a ditadura militar, não são adequadas para processar o petróleo pesado das reservas brasileiras, descobertas posteriormente.Brasil se tornará exportador líquido de petróleo em 2011, diz AIE A Transpetro, subsidiária da Petrobras, opera uma rede de transporte de petróleo bruto. O sistema é composto de 6.000 quilômetros oleodutos , terminais de importação costeiros e instalações de armazenamento no interior.

Em 2017, a produção de petróleo foi de 957 milhões de barris, com média diária de 2,622 milhões de bbl/d. Trata-se de um aumento de 4% em relação à produção de 2016. Em dezembro, a produção de petróleo e gás no pré-sal brasileiro atingiu, pela primeira vez, mais da metade da produção nacional. A produção total do Brasil foi de 3,325 milhões em barris de óleo equivalente por dia (boe/d, soma das produções de óleo e de gás natural), sendo 1,685 milhão de boe/d (50,7%) do pré-sal. O Campo de Tupi (no pré-sal), na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural. Produziu, em média, 803 mil bbl/d de petróleo e 33,1 milhões de m3/d de gás natural. Os campos marítimos produziram 95,5% do petróleo e 79,8% do gás natural. A produção ocorreu em 7.990 poços, sendo 743 marítimos e 7.247 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,7% do petróleo e gás natural.

Gás natural thumb|esquerda|Carros movidos a gás natural, como este Fiat Siena, são comuns no Brasil. thumb|esquerda|O consumo de gás natural aumentou drasticamente a partir do ano 2000

As principais reservas estão em uso estão localizadas nas bacias de Campos e Santos. Outras bacias de gás natural incluem Foz do Amazonas, Ceará e Potiguar, Pernambuco e Paraíba, Sergipe/Alagoas, Amazonas, Espírito Santo (onshore) e bacia do Parnaíba (Maranhão). A Petrobras controla mais de 90% das reservas de gás natural do Brasil.

Em 2005, a produção de gás foi de 18,7 x 109 m³, menor que o consumo brasileiro de gás natural. As importações de gás vêm principalmente da bacia do rio Grande na Bolívia, através do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol); da Argentina através de o gasoduto Transportadora de Gás do Mercosul (também conhecido como Paraná–Uruguaiana) e da importação de GNL. O país também tem mantido conversações com a Venezuela e a Argentina para construir um novo sistema de gasodutos denominado Grande Gasoduto do Sul, que ligaria os três países; porém, o plano não foi além do cronograma inicial. No final de 2005, as reservas provadas de gás natural do Brasil foram estimadas em 306 x 109 m³, com reservas que se espera serem ser 15 vezes maiores. Até recentemente, o gás natural era produzida como um subproduto da indústria do petróleo.

Os sistemas de gasodutos do interior brasileiro são operados pela subsidiária Transpetro. Em 2005, começou a construção do gasoduto GASUN, que liga Mato Grosso do Sul, no centro-oeste do Brasil, ao Maranhão, no nordeste. O gasoduto Urucu-Coari-Manaus, que liga as reservas de gás de Urucu às usinas de energia no estado do Amazonas foi entregue em 2009. O GASENE, que liga a rede do Sudeste à rede do Nordeste, foi entregue em 2010.

Em 2017, a produção total de gás natural foi de 40 bilhões de m³, com média diária de 110 milhões de m³/d. Esse volume representa um aumento de 6% com relação a 2016. A geração termelétrica foi responsável por 46% da demanda total de gás natural no país, enquanto que a demanda industrial foi de 43% e a automotiva foi de 5%. A Petrobrás é proprietária de 53% da potência instalada de termelétricas a gás natural. O país produziu 69% da demanda interna pelo combustível. 27% do gás foi importado da Bolívia e 4% foi importação de GNL. O contrato de importação com a Bolívia prevê o fornecimento de até 30 milhões de metros cúbicos.

A produção de gás natural no Brasil em julho totalizou 115 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d) em 2017. Os campos marítimos produziram 95,2% do petróleo e 77,6% do gás natural. A produção do pré-sal correspondeu a 48,2% do total produzido no Brasil, com perspectivas de ampliação da produção de gás natural. Os maiores estados produtores são (2017): Rio de Janeiro (46%); São Paulo (17%); Amazonas (12%); Espírito Santo (9%); Bahia (6%); Maranhão (5%); Sergipe/Alagoas (3%); Ceará/Rio Grande do Norte (1%). Em 2018, 166 usinas termelétricas no Brasil utilizavam gás natural como combustível, sendo este principal a principal fonte do setor.

Carvão

O Brasil tem reservas totais de carvão de cerca de 30 trilhões de toneladas, mas os depósitos variam de acordo com a qualidade e quantidade. As reservas provadas recuperáveis ​​são cerca de 10 bilhões de toneladas. Em 2004, o Brasil produziu 5,4 milhões de toneladas de carvão, enquanto o consumo brasileiro de carvão alcançou 21,9 milhões de toneladas. Quase toda a produção de carvão do país é o carvão de vapor, o qual move cerca de 85% das estações de energia. As reservas de carvão sub-betuminoso estão localizadas principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, na região sul do país.

Urânio thumb|Centrífuga a gás para a extração de hexafluoreto de urânio em uma instalação militar em Iperó, São Paulo, construída com tecnologia brasileira.

O Brasil tem a 6ª maior reserva de urânio do mundo. Os depósitos de urânio são encontrados em oito estados diferentes do país. As reservas provadas são de 162 mil toneladas. A produção acumulada no final de 2002 era de menos de 1.400 toneladas. O centro de produção de Poços de Caldas, em Minas Gerais, foi encerrado em 1997 e substituído por uma nova fábrica em Lagoa Real, na Bahia. Há um plano para construir outro centro de produção em Itatiaia, Rio de Janeiro.

Xisto betuminoso

O Brasil tem a segunda maior reserva conhecida de xisto betuminoso do mundo (na Formação Irati, uma formação geológica Permiana da Bacia do Paraná) e tem a segunda maior produção de óleo de xisto depois da Estônia. As principais reservas de xisto betuminoso encontram-se em São Mateus do Sul, Paraná, e no Vale do Paraíba, em São Paulo. A Petrobras desenvolveu uma tecnologia para extrair óleo combustível das rochas de folhelho betuminoso, também chamado de xisto betuminoso, chamada Petrosix. A produção em 1999 foi de cerca de 200 mil toneladas.Review on oil shale data , by Jean Laherrere, September 2005

Eletricidade

As reformas em meados da década de 1990 e um novo quadro regulamentar aplicado em 2004 mudaram o setor de energia no país. Em 2004, o Brasil tinha 86,5 GW de capacidade instalada, tendo produzido 387 TWh de eletricidade. Cerca de 66% da distribuição e 28% da geração de energia é de propriedade de empresas privadas. Em 2004, 59 empresas operavam a geração de energia e 64 a distribuição de eletricidade.