COHAB é um bairro da zona sul do Recife, pertencente a RPA 6, que faz limite com o Ibura (ao leste), o Jordão (a sudeste), o Barro (ao norte) e ao município de Jaboatão dos Guararapes (ao sul e ao oeste), com os bairros da UR-6, UR-11, Zumbi do Pacheco, Alto Dois Carneiros, Dois Carneiros e Sucupira.

O bairro da COHAB é composto pelas seguintes localidades: UR-1, UR-2, UR-3, UR-4, UR-5, UR-10,UR-12, Lagoa Encantada, Vila das Aeromoças, Vila das Crianças, Pantanal, 27 de Novembro, Três Carneiros, Jardim Monte Verde e apenas uma pequena parte da Vila dos Milagres, mais precisamente a parte que fica entre a UR-3 e a BR-101 Sul. Portanto, a maior parte da comunidade Vila dos Milagres (nas proximidades da água milagrosa) pertence, na realidade, ao bairro do Barro, zona oeste do Recife.

A BR-101 Sul é a fronteira entre a Cohab e o Ibura e entre a COHAB e o Jordão. Até o ano de 1988 a área que hoje é a COHAB fazia parte do Ibura, mais precisamente do chamado Ibura de Cima. Porém, uma lei municipal desse mesmo ano (1988) promoveu algumas mudanças em bairros do Recife e uma dessas mudanças foi o desmembramento do Ibura de Baixo do Ibura de Cima, onde este último deu origem ao bairro da Cohab. Portanto, hoje a COHAB é um bairro independente do Ibura, que faz fronteira com o Município de Jaboatão dos Guararapes.

Atualmente as unidades residenciais - como são chamados os bairros do COHAB - são vizinhos, no entanto, separados pela rodovia BR-101 Sul. Dentre as unidades residenciais destaca-se a UR-1(UR = Unidade Residencial), que é a primeira vila da antiga COHAB (Companhia de Habitação do Brasil) construída no país, entre os anos 1950 e 1960,FIDEM, PCR, IBGE. onde está situado a Policlínica de saúde, serviço este muito utilizado pela população.

Nome O nome COHAB provém de Companhia de Habitação Popular, entidade voltada para incrementar habitação popular que se distribui por todo o território nacional, com administrações regionais estaduais e municipais.

Unidade residencial é uma denominação comum para loteamento, condomínio residencial, parque residencial, jardim residencial, vila, localidade, quilombo, cohab, desmembramento, planta, etc; de modo que um conjunto de unidades residenciais forma uma unidade de vizinhança e não importam os seus limites (se tiver) e sua colocação dentro das divisas oficiais de um município, mas sim, sua existência em si. A COHAB pode ser designada também como um conjunto habitacional financiado pelo governo brasileiro para a população de baixa renda.

Se dentro de uma unidade residencial surgir outra, não se diz que essa unidade residencial faz parte daquela, mas sim que passou a existir uma nova unidade residencial. Portanto, uma unidade residencial não tem subdivisões.

Unidade residencial pode também significar 1 residência (casa) dependendo do contexto em que está inserida. Deste modo, houve uma incorporação de novas vilas que surgiram a partir dos anos 80 e 90 aos arredores das unidades habitacionais da COHAB. Nas vilas que surgiram, as casas não seguem o mesmo padrão de construção das unidades e não possuem acesso aos serviços de saúde, educação, transporte público, saneamento, esgotamento sanitário, iluminação e asfalto que as demais unidades residenciais. O comércio é pouco desenvolvido e há uma imensa demanda por serviços públicos e privados, tais como bancos, correios, cartórios e outros, de modo semelhante as unidades residencial.

Em períodos de chuva, algumas unidades residenciais e as vilas são prejudicadas por problemas de infraestrutura e construções irregulares nas unidades residenciais e as vilas ao entorno das unidades, além das questões ambientais e de saneamento básico.

Quarteirão É a quarta parte de 100 e um conjunto de casas formando um quadrado e limitado por quatro ruas.

A quadra ou o quarteirão é a menor área do espaço urbano delimitada por ruas, rios ou avenidas, caracterizando a unidade básica de formação destes espaços que costumam medir 10.000 metros quadrados (100 metros em cada lado).

O tipo de empreendimento a ser implementando no centro do quarteirão geralmente é decidido pela comunidade local. Exemplos de uso da quadra são: quadras esportivas ou poliesportivas, praças com brinquedos, bancos e arborização, um jardim com diversidade de espécies de flores, uma pista de corridas ou uma área para atividades culturais, artísticas ou religiosas.

História O que se conhece atualmente como COHAB foi fundada por antigos moradores que viviam em uma área em torno de um açude natural, que hoje é de proteção ambiental. A vila em torno do açude se mantém até hoje, seguindo o modelo do período colonial inspirado em ruas de Belém em Lisboa e de Aveiro na Região Centro de Portugal, conforme o Plano Diretor (PD) da vila da COHAB.

No Período Republicano houve a conexão da vila com a rodovia que conhecemos atualmente como a BR-101, período marcado pelo surgimento de fábricas, que durante o Estado Novo se tornaram indústrias de grande porte nas proximidades de Prazeres, no município de Jaboatão dos Guararapes, construção do viaduto na BR-101 cortando o Ibura de baixo na Av. Dois Rios, surgimento dos primeiros veículos e transportes públicos e a instauração do Serviço Social da Indústria, o SESI. E, ainda, a construção de um canal na Lagoa Encantada e a chegada da luz elétrica nas residências.

No governo Juscelino Kubitschek houve uma tentativa de se estabelecer uma conexão com o Aeroporto Internacional dos Guararapes e com o ginásio Geraldão por meio das ondas do rádio e do transporte público.

A expansão das primeiras vilas se deu com a criação das políticas federais de habitação durante os governos federais do período de 1964/1998 período este marcado por disputas em torno de uma definição da Política Monetária Nacional, tendo sido estas fundamentadas no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e justificadas pelo crescimento explosivo da demanda por habitação urbana, em um panorama econômico hostil ao investimento na área, sendo marcado por forte aceleração inflacionária, taxas de juros nominais fixas e leis populistas no mercado de aluguéis, que acabou por gerar um déficit habitacional estimado em oito milhões de habitações.

Neste cenário se criou naquela área um projeto para a urbanização em larga escala, composto por unidades residenciais em torno de quarteirões transformados em quadras esportivas ou parques.

As fontes de recursos do órgão financiador das habitações, o SFH, eram basicamente: 1) a arrecadação do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) e, a partir de 1967, 2) do Fundo de Garantia por tempo de serviço (FGTS), gerado a partir de contribuições compulsórias dos trabalhadores empregados no setor formal da economia.

O órgão central do SFH era o Banco Nacional de Habitação (BNH), responsável pelo gerenciamento do FGTS, pela normatização e fiscalização da aplicação dos recursos das cadernetas de poupança, e pela definição das condições de financiamento das moradias para os consumidores finais.

De acordo com Azevedo (1988) os principais responsáveis pela construção destas unidades eram as Companhias de Habitação (COHAB), ou seja, empresas mistas sob o controle acionário dos governos estaduais e municipais.

Com está política, uma parcela significativa da população passou a ter suas moradias próprias, sendo estas organizadas por meio das unidades residenciais. Nas gestões dos governos estaduais e municipais, a população passou a ter direito aos serviços básicos como educação, asfalto, saúde, policiamento e saneamento básico, mas de um modo geral foram poucos e tímidos os avanços.

Um fato importante na história da COHAB é o seu desmembramento do Ibura, se tornando um bairro próprio com características únicas e especiais, e com o aumento populacional e de poder de compra significativo, muitas pessoas passaram a pertencer a grupos de classes sociais baseadas no IDH (Índice do Desenvolvimento Humano) e pelo potencial de consumo. E por fim, com as políticas de distribuição renda, muitos moradores do COHAB passaram a fazer parte do Cadastro Único e se tornaram beneficiários de várias políticas assistencialistas e de redução de taxas sob veículos, como o IPVA.

Dados Demográficos Localização: RPA: 6, Microrregião: 6.3, Distância do Marco Zero (km)1 :10,92

Área Territorial  (hectare)Calculada a partir da agregação da área da base cartográfica dos Setores Censitários do Censo Demográfico, 2010.: 426 

População Residente: 67.284 habitantes População por sexo

% Masculina 31.584 46,94 Feminina 35.699 53,06

População por faixa etária hab % 0 – 4 anos 4.607 6,7 5 – 14 anos 11.271 16,75 15 – 17 anos 3.599 5,35 18 – 24  anos 8.458 12,57 25 – 59 anos 32.726 48,64 60 anos e mais 6.722 9,99

População por cor ou raçaExclusive sem declaração que corresponde a 0,001 % do Município. % Branca 32,17 Preta 8,49 Parda 58,19 Amarela 0,96 Indígena 0,19

Taxa de Alfabetização da População de 10 anos e mais (%)Dada pelo percentual das pessoas de 10 anos ou mais de idade capazes de ler ou escrever pelo menos um bilhete simples.: 92,6

Taxa Média Geométrica de Crescimento Anual da População (2000/2010): -0,27 %

Densidade Demográfica (habitante/hectare): 157,97

Domicílios (nº)Considerou-se o total de Domicílios Particulares Permanentes (Domicílios construídos para fins habitacionais e usados como moradia na data de referência do Censo Demográfico, 2010 pelo IBGE).: 19,534 Média de moradores por domicilio (habitante/domicílio): 3,4 Proporção de Mulheres Responsáveis pelo Domicílio: 45,03 Valor do Rendimento Nominal Médio Mensal dos DomicíliosExclusive informações dos domicílios sem declaração de rendimento nominal mensal. (Os dados de rendimento são preliminares, segundo o IBGE): R$ 1.182,43. Domicílios Particulares Permanentes: 20.791População de Cohab no Recife População Residente: 67.283 População Homens: 31.584 População Mulheres: 35.699 Razão de Dependência Jovens: 33.6% Razão de Dependência Idosos: 9.6% Razão de Dependência Total: 43.2% Índice de Envelhecimento: 28.7% Razão de Masculino x Feminino: 88.5% Razão Crianças-Mulheres: 25.3% Média de moradores por Domicílios: 3.4 Proporção de domicílios ocupados: 94% Proporção de domicílios não ocupados: 6%

Características das unidades residenciais UR-1 UR-2 UR-3 UR-4 UR-5 O modelo desta unidade foi inspirada em uma vila Portuguesa situada em Belém, Lisboa Portugal especificamente na R.5,População de Cohab no Recife se caracterizando por ser um bairro residencial e também comercial que surgiu para garantir o sustento dos habitantes.

As residências são de arquitetura do período colonial com traços quinhentistas e barrocos, semelhantes, mas não idênticas como as que podem ser encontradas no bairro de Belém. É cortada por um fio de água (lençol freático), localizado entre as ruas Francisco Vitoriano e Vale do Cariri e termina em Jaboatão dos Guararapes em uma área de proteção ambiental.

No quesito educação, a UR-5 possui quatro escolas públicas, as principais delas são: Escola Municipal Vila Sésamo,Cultiveduca Escola Cicero Franklin Cordeiro e Escola Municipal Artista Plástico Cícero Dias, Escola Municipal UR-5 e cerca de sete escolas particulares, sendo as principais: Colégio Movimento Criativo, Centro Educacional Singular e Colégio Futuro Cidadão e uma creche criada em 2015, batizada de Creche Escola Recife Governador Eduardo Campos.

A UR-5 possui dois supermercados, clínicas particulares, barbearias, academia de ginástica, farmácias, armazém de construção, um número considerável de restaurantes, pizzarias, padarias, lanchonetes e bares, lojas de utensílios domésticos e roupas, e principalmente igrejas protestantes e neopentecostais. Possui duas quadras poliesportivas (uma delas de basquetebol) e quadra Antônio Barbosa de Lima e duas praças para lazer e brincadeiras infantis.