As relações entre Benim e Brasil são as relações diplomáticas estabelecidas entre a República do Benim e a República Federativa do Brasil. O Brasil possui uma embaixada em Cotonou e o Benim possui uma embaixada em Brasília.
thumb|O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe os cumprimentos do presidente do Benim, Mathieu Kérékou, na chegada ao Palácio Presidencial. thumb|O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente do Benim, Yayi Boni, em cerimônia oficial de boas-vindas no Palácio do Planalto.
História
As relações entre ambos os países podem ser descritas como históricas, econômicas e culturais. Mesmo estando do outro lado do Oceano Atlântico e sendo pouco conhecido no Brasil, o Benim possui manifestações culturais e bens históricos que carregam traços da identidade brasileira. O famoso acarajé, que é uma comida tipicamente baiana, só se difere do prato feito no país do noroeste da África pela grafia, pois lá se chama "carajé".
O Benim foi o país da África que mais exportou escravos para o Brasil. Na época da escravidão, inúmeros beninenses vieram trabalhar nas minas de ouro e nas lavouras de café, e, quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 1888, libertando os escravos, eles voltaram para a sua terra natal. Mas as suas raízes culturais já tinham se misturado com as brasileiras.
Agudás Os Agudás são os descendentes de escravos brasileiros ou de mercadores de escravos de Salvador, que começaram a emigrar para a costa Ocidental da África, a partir do Século XIX. A maioria se fixou na cidade de Uidá, no então Reino de Daomé, atualmente República do Benim, que era um centro do comércio de escravos para o continente americano. Nos dias atuais, representam entre 5% e 10% da população do Benim.Agudás, um pedaço do Brasil no Benim
Ver também Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul Escravidão na América Latina Afro-brasileiros Casa do Benin
Ligações externas