Beta-alanina (ou β-alanina) é um beta-aminoácido, isômero de posição da alanina. Ocorre naturalmente, sendo um aminoácido no qual o grupo amino encontra-se na posição β do grupo carboxilato (dois átomos afastados). O nome IUPAC para a β-alanina é ácido 3-aminopropanóico. Diferentemente de sua contraparte normal, a α-alanina, a β-alanina não tem estereocentro.

A β-alanina não é usada na biossíntese de qualquer proteína ou enzima importante. É formada in vivo pela degradação de diidrouracila e carnosina. É um componente dos peptídeos carnosina e anserina, que ocorrem naturalmente e também do ácido pantotênico (vitamina B5), o qual é um componente da coenzima A. sob condições normais, β-alanina é metabolizada em ácido acético.

β-alanina é o precursor limitante de taxa da carnosina, o que significa dizer que os níveis de carnosina estão limitadas pela quantidade de β-alanina disponível. A suplementação com β-alanina tem sido evidenciada como propiciando o aumento da concentração de carnosina nos músculos, reduzindo a fadiga em atletas e aumentando o trabalho muscular total realizado.

thumb|Comparação de β-alanina (direita) com o aminoácido mais costumeiro (quiral), a L-α-alanina (esquerda)|borda

Tipicamente, estudos tem usado estratégias de suplementação de múltiplas doses de 400 mg ou 800 mg, administradas em intervalos regulares de até oito horas, em períodos variando de 4 a 10 semanas. Após uma estratégia de suplementação de dez semanas, o incremento relatado da carnosina intramuscular ficou numa média de 80,1% (variando de 18 a 205%).

Biossíntese e rota industrial É biossintetizado pela degradação de di-hidrouracilo e carnosina. éster etílico de β-alanina é o éster do grupo etilo que é hidrolisado dentro do organismo para formar β-alanina. É produzido industrialmente pela reação de amoníaco com β-propiolactona.

Entre as fontes de β-alanina estão o catabolismo da pirimidina da citosina e do uracilo.

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