Francisco da Costa Pinto, padre Jesuíta, nascido em 1552, da cidade de Angra, Ilha de Terceira. Morto em 11 de janeiro de 1608, no atual município de Ibiapina, Ceará.Antropónimos FIGUEIRA, Luís, S.J. (1574/6 1643), acesso em 1º de novembro de 2016..
Biografia Angra, Pernambuco e Salvador Açoriano, veio para o Brasil, quando criança, acompanhando a família que imigrou para o Brasil. Aos 17 anos de idade, deixou o Estado de Pernambuco seguiu para a Bahia e em 31 de outubro de 1568 ingressou na Companhia de Jesus. Não chegou a completar o curso, recebendo a o título de Coadjutor espiritual formado. Em 1588 recebeu a ordens sacras, sendo considerado padre. Devido a seu conhecimento das línguas indígenas é indicado para a Missão do MaranhãoGirão, Raimundo. Três Documentos do Ceará Colonial. Fortaleza, Departamento de Imprensa Oficial, 1967. pág. 20 - 34.
Teria sido curado pelo Padre AnchietaOS PRIMEIROS MISSIONÁRIOS E DESCOBRIDORES DO MARANHÃO, acesso em 04 de novembro de 2016..
Amanaiara No dia 20 de janeiro de 1607, partiu do Recife, em uma embarcação que ia buscar sal coletado nas salinas na foz do Rio MossoróA RELAÇÃO DO MARANHÃO: A FÚRIA DE CONTRASTES ENTRE JESUÍTAS E NATIVOS NO CEARÁ DO SÉCULO XVII, acesso em 03 de novembro de 2016., juntamente com o padre Luís Figueira para o Siará Grande, com o intuito de catequizar os nativos daquele território.
Em 2 de fevereiro do 1607, celebraram a primeira missa no território do atual Estado do Ceará, na foz do Rio Jaguaribe.
Durante a viagem, esteve em um aldeamento denominado como Paupina, que corresponde atualmente ao centro de Messejana.
Os dois avançaram até a Chapada de Ibiapaba, chegando a habitar com os indígenas Tabajara, incluindo os morubixabas Irapuã e Juripariguaçu. Em 11 de janeiro de 1608, foi morto pelos indígenas Tacarijus, chamados genericamente pelos portugueses de "tapuias", instigados pelos franceses que mantinham contatos na região por meio da Feitoria da Ibiapaba. O martírio ocorreu, numa capela, onde, atualmente, está localizado o Município de Ibiapina, Ceará, sendo enterrado no sopé da Serra Grande.
Depois da sua morte e sepultamento recebeu o alcunha de Amanaiara (o senhor da chuva) em Tupi, entre a etnias indígenas, transformando-se assim numa entidade espiritual. Os seus restos mortais viraram amuletos para o combate à seca, sendo estes trasladados até a Parangaba pelos índios Potiguara.
Ver também
Missões religiosas na Amazônia Portuguesa Irapuã (morubixaba) Serra da Ibiapaba
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