O Rei afogado, empate por afogamento ou impasse é uma situação no xadrez onde o enxadrista tem a vez de jogar, não está em xeque, mas não tem movimentos válidos. O afogamento termina o jogo com um empate e está disposto nas leis do xadrez.
Durante a fase final da partida, o afogamento é um recurso que pode ser utilizado pelo enxadrista numa posição inferior para empatar o jogo. Em posições complicadas, o afogamento é muito raro, normalmente tomando a forma de uma armadilha que é bem-sucedida apenas se o lado com a posição superior não estiver atento. O afogamento também é um tema comum em estudos de finais e outros problemas de xadrez.
O resultado do afogamento como um empate foi padronizado no . Antes disso era tratado de várias formas incluindo uma vitória para o enxadrista afogar seu Rei, uma meia-vitória, derrota e até não sendo permitido; resultando no enxadrista afogado perdendo a vez de jogar.
Algumas variantes regionais do xadrez não permitem ao enxadrista executar um movimento de afogamento e em diferentes versões como o xadrez suicida o afogamento pode ser ou não tratado como um empate.
História da regra do afogamento A regra do afogamento tem uma história contorcida no xadrez.Murray (1913), p.61 Embora atualmente seja universalmente reconhecido como um empate, por muito tempo na história do jogo este não foi o caso. Nos antecessores do xadrez moderno, como o Xatranje, o afogamento era uma vitória para o lado que o administrou.Murray (1913), pp.229, 267 Esta prática persistiu no xadrez jogado no início do na Espanha.Murray (1913), p.781 Entretanto, em 1497 Lucena tratou o afogamento como uma forma inferior de vitória,Murray (1913), p.461 onde em jogos valendo dinheiro valia apenas metade da aposta o que continuou sendo praticado na Espanha até 1600.Murray (1913), p.833
A regra na Inglaterra de 1600 a 1800 era que o afogamento era uma derrota para o enxadrista que o executava, uma regra que o eminente historiador H. J. R. Murray acreditou ter sido adotado do xadrez praticado na Rússia.Murray (1913), pp.60-61,466 Esta regra desapareceu na Inglaterra depois de 1820, sendo substituída pela francesa e italiana que regravam o afogamento como um empate.Murray (1913), p.391
Assumindo que as pretas estão afogadas, através da história afogamento foi tratado de várias formas:
Vitória das brancas no na ArábiaDavidson (1981), p.65 e partes da Europa medieval.Murray (1913), p. 463-464, 781McCrary (2004), p.26 Uma meia-vitória para as brancas em jogos apostados, as brancas receberiam metade de aposta ( na Espanha). Uma vitória das pretas no na Índia,Murray (1913), pp.56-57, 60,61 no na Rússia,Davidson (1981), p. 65 na planície central da EuropaMurray (1913), pp.388-389 e séculos XVII e XVIII na InglaterraMurray (1913), pp.60-61, 466O livro Famous game of Chesse-play (Londres 1614) explicou a razão da regra do seguinte modo: ained the reason for this rule as follows: "Aquele que pôs o rei do adversário afogado, frustra o jogo, porque perturba o curso do jogo, que só pode terminar com o grande xeque-mate" Murray, p. 466 & n. 32. McCrary, p. 26. Murray ridiculariza a regra como "ilógica", Murray, p. 61, e a explicação um tanto "infantil", id., p. 466. Esta regra continuou sendo publicada em Hoyle's Games Improved em 1866.Sunnucks (1970), p.438Murray escreveu em 1913, "A regra continuou aparecendo em edições depois de 1857, e encontrei jogadores que ainda arguiam que a regra era essa" Murray, p. 391 n. 47.
Ver também Empate (xadrez) Leis do xadrez Xeque-mate
Notas
Bibliografia
Ligações externas
Categoria:Terminologia de xadrez