O acesso à Internet refere-se aos meios pelos quais os usuários podem conectar-se à Internet. É a capacidade de indivíduos e organizações se conectarem usando terminais de computador, computadores e outros dispositivos para acessar serviços como e-mail e a . O acesso à Internet é vendido por provedores de serviços de Internet (ISPs), fornecendo conectividade em uma ampla gama de taxas de transferência de dados por meio de várias tecnologias de rede. Muitas organizações, incluindo um número crescente de entidades municipais, também fornecem acesso sem fio e linhas fixas gratuitas.

A disponibilidade de acesso à Internet antes era limitada, mas cresceu rapidamente. Em 1995, apenas 0,04% da população mundial tinha acesso (com bem mais da metade das pessoas vivendo nos Estados Unidos da América) e o uso do consumidor era por meio de discagem. Na primeira década do vigésimo primeiro século, muitos consumidores em países desenvolvidos usavam tecnologia de banda larga mais rápida e, em 2014, 41 por cento da população mundial tinha acesso. A banda larga era quase que onipresente em todo o mundo e as velocidades de conexão média global ultrapassavam um por segundo.

História

A Internet se desenvolveu a partir da ARPANET, que foi fundada pelo governo dos Estados Unidos da América para apoiar projetos dentro do governo e em universidades e laboratórios de pesquisa nos Estados Unidos da América mas cresceu com o tempo para incluir a maioria das grandes universidades do mundo e os braços de pesquisa de muitas empresas de tecnologia.Redes IP europeias (RIPE) O uso por um público mais amplo só veio em 1995, quando as restrições ao uso da Internet para transportar tráfego comercial foram suspensas.

Do início até aos meados da década de 1980, a maior parte do acesso à Internet vinha de computadores pessoais e estações de trabalho diretamente conectadas à redes locais ou de conexões usando modems e linhas telefônicas analógicas. As LANs normalmente operavam a 10 por segundo , enquanto as taxas de transferência de dados do aumentaram de 1200 por segundo, no início dos anos 1980, para 56 por segundo, no final dos anos 1990. Inicialmente, as conexões eram feitas de terminais ou computadores executando de emulação de terminal para servidores de terminal em LANs. Essas conexões não suportavam o uso dos protocolos de Internet de ponta a ponta e forneciam apenas conexões de terminal para . A introdução de servidores de acesso à rede que suportam o protocolo de Internet de linha serial (SLIP) e posteriormente o protocolo ponto a ponto (PPP) ampliou os protocolos de Internet e disponibilizou toda a gama de serviços de Internet aos usuários (embora mais lento, devido às taxas de transferência de dados disponíveis, usando conexões , mais baixas).

Um fator importante no rápido aumento da velocidade de acesso à Internet tem sido os avanços na tecnologia MOSFET (transistor MOS). O MOSFET, originalmente inventado por Mohamed Atalla e Dawon Kahng em 1959, é o bloco de construção das redes de telecomunicações da Internet. O laser, originalmente demonstrado por Charles H. Townes e Arthur Leonard Schawlow em 1960, foi adotado para sistemas de ondas de luz MOS por volta de 1980, o que levou a um crescimento exponencial da largura de banda da Internet. O contínuo escalonamento MOSFET, desde então, levou à duplicação da largura de banda a cada 18 meses (lei de Edholm, que está relacionada à lei de Moore), com as larguras de banda das redes de comunicação aumentando de por segundo para por segundo.

O acesso à Internet banda larga, muitas vezes abreviado para apenas banda larga, é simplesmente definido como "acesso à Internet que está sempre ativado e mais rápido do que o acesso tradicional" e, portanto, cobre uma ampla gama de tecnologias. O núcleo dessas tecnologias de Internet de banda larga são circuitos digitais MOS complementares (CMOS), cujas capacidades de velocidade foram estendidas com técnicas de inovadoras. As conexões de banda larga são normalmente feitas usando os recursos de rede ethernet integrados do computador ou usando uma placa de expansão NIC.

A maioria dos serviços de banda larga fornece uma conexão contínua "sempre ativa". Não há processo de discagem necessário e não interfere no uso de voz das linhas telefônicas. A banda larga fornece acesso aprimorado a serviços de Internet, como:

Navegação mais rápida na . mais rápido de documentos, fotografias, vídeos e outros arquivos grandes. Telefonia, rádio, televisão e videoconferência. Redes privadas virtuais e administração de sistema remoto. Jogos , especialmente jogos de RPG multijogador que exigem muita interação.

Na década de 1990, a iniciativa de proteção à infraestrutura da informação nacional, nos E.U.A., tornou o acesso à Internet banda larga uma questão de política pública. Em 2000, a maior parte do acesso à Internet para residências era fornecida por discagem, enquanto muitas empresas e escolas usavam conexões de banda larga. Em 2000, haviam pouco menos de 150 milhões de assinaturas discadas nos 34 países membros da OECD (na época)Os 34 países da OECD, na época, eram: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Países Baixos, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, Eslováquia, Chéquia, Suécia, Suíça e Turquia.Membros da OECD , acessado dia 01 de maio de 2012 e menos de 20 milhões de assinaturas de banda larga. Em 2005, a banda larga cresceu e a diminuiu, de modo que o número de assinaturas era aproximadamente igual a 130 milhões de cada. Em 2010, nos países membros da OECD, mais de 90% das assinaturas de acesso à Internet eram banda larga. A banda larga cresceu para mais de 300 milhões de assinaturas e as assinaturas diminuíram para menos de 30 milhões.O futuro da economia da Internet: um perfil estatístico , Organização para cooperação e desenvolvimento econômico (OECD), junho de 2011

As tecnologias de banda larga mais utilizadas são a ADSL e o acesso à Internet por cabo. As tecnologias mais recentes incluem a VDSL e a fibra ótica estendida para mais perto do assinante em ambas as instalações (telefone e cabo). A comunicação por fibra óptica, embora só recentemente tenha sido usada em esquemas FTTx, desempenhou um papel crucial ao permitir o acesso à Internet de banda larga, tornando a transmissão de informações à taxas de dados muito altas, em distâncias mais longas, muito mais econômica do que a tecnologia de fio de cobre.

Em áreas não servidas por ADSL ou cabo, algumas organizações comunitárias e governos locais estão instalando redes Wi-Fi. O acesso à Internet sem fio, via satélite e microondas é frequentemente usada em áreas rurais, subdesenvolvidas ou outras áreas de difícil atendimento, onde o acesso à Internet com fio não está, prontamente, disponível.

As tecnologias mais recentes sendo implantadas para o acesso por banda larga fixa (estacionária) e móvel incluem WiMAX, LTE e wireless fixo.

A partir de aproximadamente 2006, o acesso à banda larga móvel ficou cada vez mais disponível no nível do consumidor utilizando tecnologias "3G" e "4G", como HSPA, EV-DO, HSPA+ e LTE.

Disponibilidade

Além do acesso em casa, na escola e no local de trabalho, o acesso à Internet pode estar disponível em locais públicos, como bibliotecas e cibercafés, onde computadores com conexão à Internet estão disponíveis. Algumas bibliotecas fornecem estações para conectar fisicamente os dos usuários às redes locais (LANs).

Os pontos de acesso à Internet sem fio estão disponíveis em locais públicos (como saguões de aeroportos), em alguns casos apenas para uso breve em pé. Alguns pontos de acesso também podem fornecer computadores operados por moedas. Vários termos são usados, como "quiosque público de ", "terminal de acesso público" e "telefone público da ". Muitos hotéis também possuem terminais públicos, geralmente, pagos.

Cafés, e outros locais oferecem cada vez mais acesso sem fio às redes de computador para usuários que trazem seus próprios dispositivos habilitados para acesso sem fio, como ou s. Esses serviços, conhecidos como , podem ser gratuitos para todos, gratuitos apenas para clientes ou pagos. Um ponto de acesso Wi-Fi não precisa ser limitado à um local confinado, pois vários pontos combinados podem cobrir inteiramente um campus, um parque e, até mesmo, uma cidade inteira.

Além disso, o acesso à banda larga móvel permite que e outros dispositivos digitais se conectem à Internet a partir de qualquer local do qual uma chamada de telefone celular possa ser feita, limitados apenas às capacidades e recursos dessa rede móvel.

Velocidade

+ Unidades de taxa de dados (SI) unidade símbolo bits (b) bytes (B) kilobit por segundo (103) kbit/s 1.000 bit/s 125 B/s megabit por segundo (106) Mbit/s 1.000 kbit/s 125 kB/s gigabit por segundo (109) Gbit/s 1.000 Mbit/s 125 MB/s terabit por segundo (1012) Tbit/s 1.000 Gbit/s 125 GB/s petabit por segundo (1015) Pbit/s 1.000 Tbit/s 125 TB/s unidade símbolo bits (b) bytes (B) kilobyte por segundo (103) kB/s 8.000 bit/s 1,000 B/s megabyte por segundo (106) MB/s 8.000 kbit/s 1.000 kB/s gigabyte por segundo (109) GB/s 8.000 Mbit/s 1.000 MB/s terabyte por segundo (1012) TB/s 8.000 Gbit/s 1.000 GB/s petabyte por segundo (1015) PB/s 8.000 Tbit/s 1.000 TB/s

As taxas de para variam de 110 por segundo (no final da década de 1950) à um máximo de 33 à 64 por segundo (V.90 e V.92) (no final da década de 1990). As conexões , geralmente, requerem o uso dedicado de uma linha telefônica. A compressão de dados pode aumentar a taxa de efetiva para uma conexão de de 220 (V.42bis) para 320 (V.44) por segundo. No entanto, a eficácia da compactação de dados é bastante variável, dependendo dos tipos de dados que estão sendo enviados, da condição da linha telefônica e de vários outros fatores. Na realidade, a taxa geral de dados, raramente, ultrapassa 150 por segundo.

As tecnologias de banda larga fornecem taxas de consideravelmente mais altas do que a , geralmente, sem interromper o uso regular do telefone. Várias taxas mínimas de dados e latências máximas foram usadas nas definições de banda larga, variando de 64 por segundo até 4 por segundo. Em 1988, a sociedade de padrões CCITT definiu como "serviço de banda larga" canais de transmissão capazes de suportar taxas de bits maiores do que a taxa primária, que variava de cerca de 1,5 a 2 megabits por segundo. Um relatório de 2006 da OECD definiu a banda larga como tendo taxas de transferência de de dados iguais ou superiores a 256 por segundo. Em 2015, a FCC dos Estados Unidos da América definiu como "banda larga básica" velocidades de transmissão de dados de pelo menos 25 por segundo (da Internet para o computador do usuário) e 3 por segundo (do computador do usuário para o Internet). A tendência é aumentar o limiar da definição de banda larga à medida que serviços com taxas de dados mais altas se tornam disponíveis.

Os com taxas de dados mais altas e muitos serviços de banda larga são "assimétricos", suportando taxas de dados muito mais altas para (para o usuário) do que para (para a Internet).