O Aeroporto de Governador Valadares - Coronel Altino Machado de Oliveira é um aeroporto localizado no município brasileiro de Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, no interior do estado de Minas Gerais. O aeródromo desempenha um papel de polo estratégico para o leste mineiro, atendendo rotas da aviação geral e da aviação comercial.
História As origens da infraestrutura aeroviária do município remontam à metade do século XX. Por volta da década de 1950, o primeiro aeroporto de Governador Valadares foi construído e operava na área central da cidade, no bairro de Lourdes. Contudo, o rápido crescimento do tecido urbano ao redor da pista inviabilizou a expansão e a segurança das operações no local original.
O começo de um planejamento para a construção de um novo aeroporto para o município de Governador Valadares se iniciou em 1959, com a criação de um plano de metas que estabeleceu uma série de regras, posturas e futuras obras, incluindo a do novo aeroporto. Um novo aeroporto já estava em obras fora da zona urbana. A obra estava paralisada, porém foi retomada com o plano de metas estabelecido pela administração municipal. O atual Aeroporto Coronel Altino Machado de Oliveira foi inaugurado oficialmente em 1966, data em que o aeroporto antigo foi desativado e as operações aéreas foram transferidas para o novo local.
No dia 12 de março de 2024, a administração do aeroporto foi transferida pelo município de Governador Valadares para a estatal federal Infraero, após a prefeitura reconhecer que não possuía capacidade técnica para a gestão aeroportuária. A estatal também anunciou um investimento de 90 milhões de reais no aeroporto, que incluem a conclusão do novo terminal, a reforma do terminal atual e investimentos técnicos.
Reformas e Impacto Atual Visando a superação do teto operacional de 80.015 passageiros/ano, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), vinculada ao Ministério da Infraestrutura, assinou em dezembro de 2018 um contrato para um plano intensivo de modernização do sítio aeroportuário, recebendo injeções de capital com estimativas oficiais governamentais de aproximadamente R$ 60 milhões em repasses.
As frentes de obras contemplaram: recuperação de pavimentos, instalação de novos auxílios de navegação e construção de uma nova Seção Contra Incêndio (SCI). O projeto arquitetônico aprovado previu as seguintes evoluções de área, viabilizando a operação regular de jatos de médio porte (como o Airbus A319): Instalação AeroportuáriaÁrea Projetada (m²)Variação de Expansão (%)Novo Terminal de Passageiros (TPS)2.950,0 + 456,6%Novo Pátio de Aeronaves23.762,18 + 108,8%Ampliação de Pistas de Táxi4.741,2 + 192,6%Ampliação de Estacionamento7.908,0 + 154,4% Curiosidades e Manuais Operacionais
Engenharia Computacional Avançada: O complexo projeto de reconstrução e ampliação do aeroporto, implementado após 2018, utilizou de forma pioneira no estado a plataforma BIM (Building Information Modeling). A tecnologia tridimensional foi aplicada pelas empresas de engenharia licitadas para resolver os intensos desafios geográficos e operacionais ligados à logística da obra de ampliação da pista principal. Restrições Operacionais Aeronáuticas: Nos manuais de auxílio aos pilotos, o DECEA documenta expressamente a necessidade de cautela máxima no sítio devido ao risco de colisão aviária ("concentração de pássaros nas proximidades da cabeceira 07"). Além disso, por limitações técnicas de compactação asfáltica, o giro de manobra da aeronave de 180 graus (180DEG) só é autorizado de forma estrita nas extremidades (cabeceiras) da pista.
Bibliografia
Ligações externas
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