Gilberto Carvalho (Londrina, 21 de janeiro de 1951) é um filósofo e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil.

Biografia Nascido no município de Londrina, no Paraná, Gilberto Carvalho é um dos três filhos de Antônio Carvalho e Geracy Ballarotti Carvalho. Cursou e concluiu o curso de filosofia pela Universidade Federal do Paraná. Estudou teologia pela Pontifícia Universidade Católica do ParanáLondrina.pr.gov.br, mas deixou o curso antes da conclusão. Fez especialização em gerenciamento público, em instituições de Venezuela, México e Espanha. Ele foi ligado à Pastoral Operária (movimento da Igreja Católica) e desempenhou diversas funções no Partido dos Trabalhadores (PT). Exerceu o cargo de Secretário de Comunicação e de Governo na prefeitura municipal de Santo André e foi o chefe de Gabinete Presidencial durante os oito anos de Lula na Presidência da República, além de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Assessor e conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo por vezes chamado de "o novo Golbery" ou de "o novo Chalaça", remetendo-se aos tempos do presidente Ernesto Geisel e do imperador Dom Pedro I. Em 2003, foi admitido por Lula à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial.

Foi casado com Maria do Carmo Alves de Albuquerque, com quem teve três filhos: Samuel, Gabriel e Myriam. Do segundo casamento, com Floripis dos Santos, teve duas filhas: Bruna e Brenda.

Governo Dilma Rousseff Em 3 de dezembro de 2010, foi anunciado pela equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff como o futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Em sua primeira entrevista, disse que sua primeira meta seria enviar ao Congresso um projeto de lei para criar o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, cujo propósito é flexibilizar repasses de verbas para ONGs. Sua função como secretário-geral da presidência é negociar com organizações sociais da sociedade civil, bem como negociar reajustes de salário de diferentes categorias trabalhistas.

Controvérsias Celso Daniel Os irmãos de Celso Daniel acusaram Gilberto Carvalho de participar de um suposto esquema de arrecadação de propina no ABC Paulista: "Os irmãos do prefeito dizem que Carvalho chegou a confessar que certa vez levou no seu Chevrolet Corsa preto uma mala com 1,2 milhão de reais para o então presidente do PT, José Dirceu". As acusações que foram rechaçadas quando Gilberto e os irmãos de Celso Daniel estiveram frente a frente na CPI dos bingos, no final de 2005. A socióloga Ivone Santana, que além de ser a namorada de Celso Daniel na época do assassinato, era a mãe da única filha do ex-Prefeito de Santo André, também nunca confiou na versão apresentada pelos seus cunhados para o assassinato, visto que eles não eram próximos do irmão Prefeito e não acompanhavam o dia a dia da administração.

FARCs Em junho de 2008, teve o seu nome, assim como os de outros integrantes do governo federal, citado por um veículo da imprensa colombiana, repercutindo reportagens da Folha de S.Paulo, após a apreensão do laptop de Raúl Reyes, número 2 do grupo guerrilheiro FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que fora morto pelo governo colombiano em março de 2008. O então Ministro da Defesa Nelson Jobim ao saber das mensagens que mencionavam integrantes do Governo Federal procurou o Presidente Lula para informá-lo da existência de tais mensagens. O Presidente então encaminhou o material para ser periciado pela Interpol e pela ABIN e condenou os sequestros praticados pelo grupo guerrilheiro colombiano. Gilberto Carvalho disse nunca ter tido contato ou trocado mensagens eletrônicas com Olivério Medina, limitando-se a ter intercedido para que melhorassem as condições da prisão onde ele estava. O ex-padre Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como 'Oliverio Medina' era considerado 'embaixador' do grupo guerrilheiro no Brasil.

Operação Zelotes No centro da operação da Polícia Federal denominada Zelotes, em 2015, foi acusado de fazer acordos secretos com lobistas, que desejavam obter benefícios fiscais, a partir do período do governo Lula. No dia 21 de junho de 2021 foi absolvido junto do ex-presidente Lula e outros cinco réus das acusações apresentadas pelo MPF.

Ver também Caso Celso Daniel

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