A economia dos Estados Unidos é a maior do mundo, assim conhecida desde 1890. Atualmente, possui um produto interno bruto nominal (PIB) estimado em mais de US$ 27,36 trilhões em 2023, que equivale a 26.1% do PIB mundial.

Os Estados Unidos tem uma das economias mais desenvolvidas do mundo. O país tem acesso a abundantes recursos naturais, uma infraestrutura interna muito bem desenvolvida, altos níveis de produtividade e uma força de trabalho com bons índices de educação.Wright, Gavin, and Jesse Czelusta, "Resource-Based Growth Past and Present", in Natural Resources: Neither Curse Nor Destiny, ed. Daniel Lederman and William Maloney (World Bank, 2007), p. 185. . A economia americana mantém um alto nível de produção e seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita foi mais de $81 mil dólares, em 2023, a sétima melhor no mundo. Historicamente, a economia americana tem mantido uma taxa de crescimento do PIB estável, uma baixa taxa de desemprego e elevados níveis de pesquisa e de investimento financiados por capitais nacionais e, por causa da diminuição das taxas de poupança, cada vez mais pelos investidores estrangeiros. Em 2009, os gastos dos consumidores respondiam por 71% do PIB dos Estados Unidos.Can the World Stop the Slide, TIME, February 4, 2008, page 27. Desde 2011, a economia se mantém em recuperação após a recessão de 2007-08 e seus índices de crescimento e produtividade já superavam o período pré-crise. O país também é uma das civilizações mais desiguais da história.

Desde os anos 1970, a economia dos Estados Unidos tem absorvido poupanças a partir do resto do mundo, muito embora a participação do país na riqueza mundial tenha caído. O fenômeno é objeto de discussão entre os economistas. Assim como outros países desenvolvidos, os Estados Unidos enfrentam um baby boom retraído, o que já faz com que a população comece a retirar suas contas da Segurança Social, no entanto, a população Norte-Americana ainda é jovem e em crescimento, quando comparado a Europa ou Japão. A dívida pública dos Estados Unidos está em um excesso de US$ 13,5 trilhões e continua a crescer a uma taxa de cerca de 3,93 bilhões dólares por dia."U.S. Congress may raise debt ceiling to $1.8 trillion". DigitalJournal.com. December 11, 2009.

O mercado de trabalho norte-americano atrai imigrantes de todo o mundo e tem uma das taxas mais altas do mundo de migrações. Os Norte-Americanos têm o maior rendimento por hora trabalhada.http://www.conference-board.org/economics/downloads/ted09I.xls Os Estados Unidos figuram em quinto lugar no Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial.The Global Competitiveness Index 2011-2012 rankings O país tem o maior e mais influente mercado financeiro do mundo, casa de grandes e principais bolsas de valores e commodities como NASDAQ, NYSE, AMEX e CME.

Setor primário Agricultura + Setor primário dos Estados Unidos Atividade % PIB Agriculturae pecuária 0,9% Pesca 0,2% Silvicultura 0,8% Total 1,9% Trabalhadores % Empregos 4,2 milhões 2,5% 320 mil 0,2% 133 mil 0,3% 4 953 000 3% A indústria agrícola norte americana é uma das maiores do mundo. As fazendas norte americanas produzem grandes quantidades de produtos vegetais, que são quase suficientes para atender à demanda nacional sendo o excesso exportado. Os Estados Unidos são um dos maiores exportadores de produtos agrícolas e segundo maiores produtores de laranjas e limões do mundo, perdendo apenas para o Brasil. A maior parte da produção nacional está concentrada na Flórida. A Califórnia é também grande produtora de frutas cítricas. O país também é o maior produtor mundial de milho, soja, amendoim, trigo e algodão. O milho e a soja são cultivados na tão chamada Corn Belt. O amendoim é cultivado no sul do país. O trigo é cultivado no centro-norte do país, em Kansas (maior produtor nacional), Dakota do Norte, Dakota do Sul, Montana e Oklahoma. O algodão, é cultivado atualmente no sul do país, mas foi por séculos o produto mais importante da economia dos Estados do sudeste norte americano. O país também é o maior exportador dos produtos mencionados acima. Os Estados Unidos também cultivam cana de açúcar no sul do país. Já o nordeste do país é grande produtor de frutas tais como maçãs, morangos e uvas.

O uso de cada vez mais modernas técnicas de cultivo e de maquinário agrícola cada vez mais avançados contribuiu para que os Estados Unidos alcançassem a posição de maior potência agro-pecuária do mundo. Porém, isto também causa problemas para a indústria agrícola - bem como também para a indústria pecuária. O uso de tais técnicas e equipamentos é caro - embora a longo prazo diminua os preços dos produtos produzidos. Fazendeiros que não possuem fundos suficientes para arcar com as despesas destas técnicas e equipamentos não conseguem vender seus produtos - por serem mais caros do que produtos produzidos através do uso de modernos equipamentos e técnicas - são forçados a vender sua terra e buscar emprego nas cidades. Em 1925, o número de fazendas no país era de 6,5 milhões. Atualmente, este número é de 2,2 milhões, e ainda está em diminuição. Cerca de 95% das fazendas norte americanas são de propriedade dos fazendeiros que nela cultivam, isto é, são fazendas mantidas por famílias. Os 5% restantes são propriedades de grandes empresas que trabalham no ramo de alimentos.

Produção da agricultura dos Estados Unidos em 2018 Em 2018, os Estados UnidosUnited States production in 2018, by FAO: Foram disparadamente o maior produtor mundial de milho (392 milhões de toneladas). O país é líder mundial da produção de milho a décadas e só recentemente a China, com 257,3 milhões de toneladas produzidas neste ano, vem se aproximando da produção norte-americana; Foram o maior produtor mundial de soja (123,6 milhões de toneladas), um posto que ocupou por muitos anos, mas recentemente, vem disputando com o Brasil a liderança mundial. O Brasil superou a produção de soja dos EUA em 2020;Brasil supera EUA e retoma posto de maior produtor de soja do planeta Foram o 4º maior produtor mundial de trigo (51,2 milhões de toneladas), perdendo somente para China, Índia e Rússia; Foram o 3º maior produtor mundial de beterraba (30 milhões de toneladas), perdendo somente para Rússia e França (a beterraba serve para a fabricação de açúcar e etanol); Foram o 10º maior produtor mundial de cana-de-açúcar (31,3 milhões de toneladas) - A cana também é usada para a fabricação de açúcar e etanol; Foram o 5º maior produtor mundial de batata (20,6 milhões de toneladas), perdendo somente para China, Índia, Rússia e Ucrânia; Foram o 3º maior produtor mundial de tomate (12,6 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Índia; Foram o 3º maior produtor mundial de algodão (11,4 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Índia; Foram o 12º maior produtor mundial de arroz (10,1 milhões de toneladas); Foram o maior produtor mundial de sorgo (9,2 milhões de toneladas); Foram o 3º maior produtor mundial de uva (6,8 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Itália; Foram o 4º maior produtor mundial de laranja (4,8 milhões de toneladas), perdendo somente para Brasil, China e Índia; Foram o 2º maior produtor mundial de maçã (4,6 milhões de toneladas), perdendo somente para a China; Foram o 3º maior produtor mundial de cebola (3,2 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Índia; Foram o 3º maior produtor mundial de amendoim (2,4 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Índia; Foram o maior produtor mundial de amêndoa (1,8 milhões de toneladas); Foram o 2º maior produtor mundial de morango (1,3 milhões de toneladas), perdendo somente para a China; Foram o 10º maior produtor mundial de aveia (814 mil toneladas); Foram o 8º maior produtor mundial de limão (812 mil toneladas); Foram o 3º maior produtor mundial de pera (730 mil toneladas), perdendo somente para China e Itália; Foram o 3º maior produtor mundial de ervilha verde (722 mil toneladas), perdendo somente para China e Índia; Foram o 6º maior produtor mundial de pêssego (700 mil toneladas); Foram o 2º maior produtor mundial de noz (613 mil toneladas), perdendo somente para a China; Foram o 2º maior produtor mundial de pistache (447 mil toneladas), perdendo somente para o Irã; Foram o 3º maior produtor mundial de lentilha (381 mil toneladas), perdendo somente para Canadá e Índia; Foram o 2º maior produtor mundial de espinafre (384 mil toneladas), perdendo somente para a China; Foram o 4º maior produtor mundial de ameixa (368 mil toneladas), perdendo somente para China, Romênia e Sérvia; Foram o 4º maior produtor mundial de tabaco (241 mil toneladas), perdendo somente para China, Brasil e Índia; Produziram 3,6 milhões de toneladas de alface e chicória; Produziram 3,3 milhões de toneladas de cevada; Produziram 1,7 milhões de toneladas de feijão; Produziram 1,7 milhões de toneladas de melancia; Produziram 1,6 milhões de toneladas de colza; Produziram 1,5 milhões de toneladas de cenoura; Produziram 1,2 milhões de toneladas de couve-flor e brócolis; Produziram 960 mil toneladas de girassol; Produziram 804 mil toneladas de tangerina; Além de produções menores de outros produtos agrícolas, como melão (872 mil toneladas), abóbora (683 mil toneladas), grapefruit (558 mil toneladas), cranberry (404 mil toneladas), cereja (312 mil toneladas), blueberry (255 mil toneladas), centeio (214 mil toneladas), azeitona (138 mil toneladas), etc.

Pecuária Na pecuária, os Estados Unidos foram, em 2019, o maior produtor mundial de carne bovina, com uma produção de 12,3 milhões de toneladas; o maior produtor mundial de carne de frango, com uma produção de 20,1 milhões de toneladas; o maior produtor mundial de leite de vaca, com uma produção de 99 bilhões de litros; o 2º maior produtor mundial de carne suína (só perdendo para a China), com uma produção de 12,5 milhões de toneladas; o 6º maior produtor mundial de mel, com uma produção de 71,1 mil toneladas, entre outros.Produção da pecuária dos Estados Unidos em 2019, pela FAO

Os EUA possuem o segundo maior rebanho de gado bovino comercial do mundo, atrás somente do Brasil (209,1 milhões de cabeças de gado, sendo que a Índia possua um rebanho de 187,3 milhões de animais (a Índia possui a segunda maior população bovina do mundo, embora por motivos religiosos este gado não é utilizado para fins comerciais). Os Estados Unidos possuem aproximadamente 116,8 milhões de cabeças de gado bovino. Além disso, o país possui também grandes rebanhos suínos (aproximadamente 55 milhões de cabeças) e ovinos (38 milhões de cabeças). Galinhas e outros aviários são criados nos Estados do centro-sul e do sul do país. A indústria pecuária do país produz no geral mais alimentos do que o necessário para atender à demanda nacional - sendo o excesso exportado - embora nos últimos anos o país a demanda por carne e leite bovino nos Estados Unidos tenha superado a oferta, e o país tenha importado grandes quantidades de carne bovina e de gado canadense.

Embora a prática da criação de gado espalhe-se por todo país, esta indústria está concentrada no sudoeste e no centro-norte do país. As regiões central e ocidental dos Estados Unidos também possuem grandes rebanhos. O Estado de Texas possui o maior rebanho de gado no país. Outros Estados que possuem grandes rebanhos de gado são Montana, Colorado, Califórnia e Nevada.

A indústria pecuária americana tem enfrentado nas últimas décadas problemas meteorológicos com a seca. Isto fez com que a população do gado americano caísse gradualmente nas últimas décadas. Devido ao alto consumo de carne bovina no país, os Estados Unidos passaram a importar carne e gado do Canadá, de Alberta e de Ontário, para tentar minimizar o problema da diminuição populacional dos rebanhos de gado americano.

Pesca