"Mulher, Mulher, Mulher (Ideia Fixa)", conhecida por vezes como "Mulher, Mulher, Mulher" ou simplesmente "Mulher", é um single lançado pelo sambista brasileiro Neguinho da Beija-Flor em 2010. Foi considerado o hit do carnaval do Rio de Janeiro, sendo executada à exaustão em vários blocos e shows de samba. A canção tem versões em funk carioca, original, e outra em samba, preferida por Neguinho para o airplay, embora a versão funk seja a mais tocada.
Ficou famosa por repetir em seus cerca de quatro minutos 190 vezes a palavra "mulher", até mesmo quando o termo deveria ser flexionado em número (plural) de acordo com a concordância nominal da língua portuguesa.
História A canção foi composta por Neguinho e Murilo Rayol em 1974 como uma brincadeira, mas só foi retirada da gaveta em 2009. Naquela época, os dois amigos estavam indo a um baile do Cordão do Bola Preta, um tradicional bloco carnavalesco do Rio de Janeiro, e perceberam que havia muito mais mulheres que homens na quadra, segundo suas estimativas, na proporção 10/1. Desta maneira surgiu a canção, usada para brincar com aqueles que não gostavam dela, como se não quisessem ouvir a palavra "mulher" por serem supostamente homossexuais.
A canção não era do gosto da esposa de Neguinho, que a apelidou de "Melô do Tarado". Na época de seu lançamento oficial, foi apelidada, pejorativamente, de "Melô das Lésbicas", conforme conta o colunista Ancelmo Góis.
"Mulher, Mulher, Mulher (Ideia Fixa)" é a segunda canção lançada por Neguinho desde sua recuperação do câncer, só depois do samba-enredo da escola de samba da qual é puxador, a GRES Beija-Flor de Nilópolis.
Versões Oficiais Em 2009, Neguinho recebeu um convite de Rômulo Costa, líder da equipe de som Furacão 2000 para gravar uma canção que entraria no DVD Tsunami IV, a ser lançado naquele ano. Neguinho aceitou o convite e gravou "Mulher, Mulher, Mulher (Ideia Fixa)", engavetada há 35 anos. Devido à repercussão da canção, Neguinho decidiu regravá-la em versão samba, disponibilizando-a gratuitamente em seu site para download digital. Atendendo a protestos feministas, porém, Neguinho regravou a canção mais uma vez, numa versão "limpa", que será a lançada em seu álbum planejado para ser lançado em março de 2010.
Versão funk carioca – 4:03 Versão samba original – 4:03 Versão samba "limpa" (versão do álbum) – 4:08
Videoclipe A canção tem dois videoclipes. Num deles, ele canta com a esposa, filha e a imagem da mãe falecida. No outro, vê-se uma versão ao vivo cantada somente por Neguinho no palco da equipe Furacão 2000. Esta versão é a contida no DVD Tsunami IV e é a mais divulgada.
Crítica e Polêmica Logo após seu lançamento, a canção sofreu com críticas e polêmicas. Críticos ignoraram-na, por ter letra pobre. Feministas protestaram contra a letra, dizendo ser machista e só depreciar as mulheres. Neguinho explica como aconteceu:
Ver também Carnaval do Rio de Janeiro Furacão 2000 Funk Carioca
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