alt=Heloisa Tolipan|miniaturadaimagem|Heloisa Tolipan Heloisa Tolipan (Rio de Janeiro, 23 de março), é jornalista, editora de moda e colunista com trajetória profissional no Jornal do Brasil (JB), um dos mais importantes e prestigiados veículos de comunicação do país. Carioca, formada em Jornalismo pela PUC-RJ. Participou de cobertura jornalística que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo - um dos mais importantes da profissão -, e ganhou a Medalha Tiradentes, a mais alta condecoração do Estado do Rio de Janeiro, concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Foi idealizadora e publisher da Revista Glam de moda e comportamento com 100 mil exemplares encartados, entre 2003 e 2010, no Jornal do Brasil. Com o advento do impresso passar para a internet, a coluna com seu nome alcançou um público plural de leitores de 18 a 65 anos ou mais. Em 2013, criou o site Heloisa Tolipan, que tem como objetivo abordar o que há de mais relevante no universo da moda, lifestyle, artes, gastronomia, viagem, comportamento, ações de empresas e instituições que tenham compromissos sociais e sustentáveis. Um veículo de comunicação que se reconhece como sendo "de opinião, e com uma chancela original, autoral e vanguardista".

Carreira No Jornal do Brasil, Heloisa Tolipan ingressou ainda como estagiária. Em 1985, assinou sua primeira reportagem, publicada pela editoria Cidade, que abordava a exploração sexual e o tráfico de mulheres brasileiras para a Espanha, sob o título “Polícia prende espanhóis que aliciam mulheres no Rio”. alt=Heloisa Tolipan|miniaturadaimagem|Heloisa Tolipan Em 1987, participou da equipe responsável pela cobertura jornalística vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo,http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/gil-confirma-turne-com-caetano-veloso-em-salvador/?cHash=99c8f03570410479b115727dcc4f82e3 com a reportagem “Rio sofreu o seu pior quebra-quebra”, que analisava episódios de violência urbana na cidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 1988, foi coautora, ao lado do jornalista Tim Lopes, da reportagem “Todos pelo Social”, que denunciava o cárcere privado de uma empregada doméstica, punida pelos patrões por ter utilizado o elevador social em vez do de serviço.

Ainda em 1988, esteve presente na cobertura da Primeira Marcha da Raça Negra no Brasil, passeata conhecida como “contra a farsa da Abolição”, realizada no Rio de Janeiro.

Durante sua permanência no Jornal do Brasil, atuou como repórter da editoria Cidade e foi responsável, ao longo de todo o ano de 1990 até março de 1991, pela coluna “Olho na Rua” - que promovia jornalismo de prestação de serviço comunitário. Em seguida, foi promovida e assumiu a chefia da editoria Cidade, cargo que ocupou até 1993, quando coordenou a equipe de repórteres que cobriu a Chacina da Candelária, bem como a de Vigário Geral, de impacto mundial. Entre as matérias de maior repercussão nesse período, destaca-se a reportagem sobre o projeto da via expressa Linha Vermelha, inaugurada em 1994, no Leonel Brizola.

Paralelamente, realizou coberturas políticas para o jornal, entrevistando lideranças nacionais e internacionais, além de personalidades da área cultural. Também integrou as equipes das tradicionais colunas Informe JB e Danuza Leão, ampliando sua atuação editorial dentro do periódico.

Em 24 de junho de 1998, com a morte do cantor Leandro, estreou na a coluna Registro, que se tornaria fixa a partir de 10 de dezembro do mesmo ano. Em 2000, atuou como subeditora da revista SuperTV, caderno especial do Jornal do Brasil. Até 24 de junho de 2001, esteve à frente da coluna Registro, que, dois dias depois, passou a se chamar “Gente”.

Com a reformulação gráfica do jornal, em 1º de maio de 2005, a coluna passou a se chamar “Heloisa Tolipan – Gente”. Já na segunda grande reformulação editorial do Jornal do Brasil, em 10/12/2007, a coluna passou a ter o nome de Heloisa Tolipan, e a ser publicada em página inteira no Caderno B do JB. O foco editorial manteve-se voltado aos bastidores da moda e aos principais eventos cinematográficos, teatrais e musicais do Brasil e do exterior.

Em 2003, Heloisa Tolipan foi responsável pela criação da revista Glam, considerada uma das primeiras revistas de moda encartada no JB. A publicação circulou com tiragem de 100 mil exemplares, distribuídos juntamente com o Jornal do Brasil em sua fase impressa. Em 1995 o Jornal do Brasil foi pioneiro na Internet brasileira lançando sua versão digital, JB Online, sendo o primeiro jornal nacional a atuar paralelamente entre o meio impresso e o digital, editando e criando revistas digitais para o JB.

Do JB Online ao Site Heloisa Tolipan A partir de 2010, quando o jornal se torna 100% digital, a coluna Heloisa Tolipan segue esta tendência. O olhar autoral constitui o eixo das coberturas, com entrevistas exclusivas e artigos veiculados no site Heloisa Tolipan e em suas redes sociais. O conteúdo aborda temas diversos por meio de análises e seleção editorial dos assuntos tratados. As publicações apresentam um ponto de vista definido, voltado à reflexão sobre questões de relevância social, inserindo-se no debate público contemporâneo.

O site notabilizou-se pela publicação de informações exclusivas e entrevistas, cobertura do universo da moda, além de, nos últimos anos, dedicar-se à memória da televisão brasileira, com a divulgação de furos de reportagem, como a da vindoura disponibilização da novela "De Corpo e Alma", no Globoplay e a lista com todas as novelas preservadas ou apagadas da Globo e que estariam disponíveis na Globoplay.

Entrevistas e coberturas importantes alt=Heloisa Tolipan entrevistou Madonna para o Jornal do Brasil|miniaturadaimagem|Heloisa Tolipan entrevistou Madonna para o Jornal do Brasil Ao longo de sua carreira, Heloisa Tolipan realizou entrevistas com nomes de destaque da cena cultural brasileira e internacional. Entre elas, constam entrevistas com a cantora Marlene e com o cantor Sérgio Ricardo. Esta última, realizada em 1987, ocorreu em um período posterior à sua desclassificação no Festival da Canção da TV Record, em 1967, quando o artista mantinha postura reservada em relação à imprensa.

Outras personalidades entrevistadas por Tolipan incluem figuras da televisão, da música e da política, abrangendo tanto o cenário nacional quanto o internacional. Entre os nomes citados estão Fidel Castro, Madonna, Giorgio Armani, Vivienne Westwood, Valentino Garavani, Calvin Klein e os integrantes da banda Rolling Stones. Além das entrevistas, realizou coberturas jornalísticas relevantes, como a chegada da família Sarkozy ao Rio de Janeiro, em 2010, a visita de Beyoncé à capital fluminense também em 2010.

Moda e palestras No Jornal do Brasil, desempenhou diversas funções editoriais e de reportagem, tendo atuado como repórter da coluna Informe JB e da coluna social assinada por Danuza Leão, chefe de reportagem da editoria Cidade, subeditora da Revista TV e editora de moda. Foi também diretora da Coluna Heloisa Tolipan, publicada em página inteira no Caderno B, além de assinar coluna homônima na Revista Domingo. Nos anos 2000, coordenou o Núcleo de Cultura do Jornal do Brasil, integrando o Caderno B, a Revista Domingo e a Revista da TV. alt=Heloisa trabalhou no Jornal do Brasil|miniaturadaimagem|Heloisa trabalhou no Jornal do Brasil Com a consolidação da internet como plataforma jornalística, Heloisa Tolipan esteve entre as primeiras profissionais no Rio de Janeiro a realizar cobertura integralmente virtual e em tempo real da semana de moda Fashion Rio. Nesse período, sua coluna passou a contar com cinco páginas eletrônicas no Jornal do Brasil Online, considerado o primeiro jornal brasileiro na internet, alcançando cerca de 12 milhões de visualizações. Também produziu blogs com coberturas ao vivo de eventos de moda para grandes shoppings e semanas de lançamento de coleções em diferentes regiões do país, além de criar revistas eletrônicas voltadas para eventos de moda em diversos estados, incluindo o Distrito Federal. alt=Fashion Rio|miniaturadaimagem|Heloisa foi uma das pioneiras a cobrir o Fashion Rio em tempo real, pela internet Ao longo da carreira, realizou cobertura das principais semanas internacionais de moda, como Paris, Nova York e Milão, bem como das semanas de moda realizadas em diferentes regiões do Brasil. Recebeu menções honrosas por sua participação em dez edições do Brazilian Film Festival, em Miami e Nova York, e do Sindicato da Indústria do Vestuário do Estado de Alagoas. Atuou como palestrante em eventos do setor, entre eles o Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC), em Gramado, e a feira Zero Grau, no Rio Grande do Sul, abordando temas como inovação, sustentabilidade, economia circular e os impactos da Quarta Revolução Industrial na indústria da moda.

Heloisa também participou de atividades acadêmicas e institucionais, tendo sido palestrante no curso de Jornalismo da PUC-RJ e jurada em diversos concursos e premiações ligados à moda, à sustentabilidade e às artes visuais, incluindo o Dragão Fashion Brasil, o Prêmio UCS/Sultextil e concursos promovidos pela indústria têxtil. É citada em um dos capítulos do livro História da moda, de Marco Sabino, e foi homenageada como autora de um capítulo em edição especial de livro da marca Melissa dedicada ao Rio de Janeiro. Recebeu ainda homenagem pela cobertura da São Paulo Fashion Week, por ocasião dos 25 anos do evento, considerado o maior da moda na América Latina.

Filmografia

"Viver a Vida" (2009), como ela mesma "Ti ti ti" (2010), como ela mesma; "Verdades Secretas" (2015), como ela mesma; "Amor.Com", como ela mesma;

Outros veículos Heloisa Tolipan atua como colaboradora eventual de revistas, entre elas Cidade Jardim, e participou da cobertura da semana de moda do Fashion Rio. Ao longo de sua carreira, cobriu também semanas internacionais de moda em Paris, Nova York e Milão pelo Jornal do Brasil.

Ligações externas www.heloisatolipan.com.br

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