320px|thumb|right| Entrada do Colégio La Salle
O Colégio La Salle de Barcelos é uma instituição de Ensino Particular e Cooperativo, situada em Barcelinhos, no concelho de Barcelos, em Portugal. Foi fundada em 1952. Pertence ao Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, FSC, Fratres Scholarum Christianarum (mais conhecidos em alguns locais como Irmãos de La Salle).
Descrição e história Consiste num estabelecimento de ensino particular e cooperativo, com autonomia do ponto de vista pedagógico. Tem como principal finalidade promover a formação de jovens, com currículo educativo baseado num princípio de junção entre as vertentes culturais, humanas e cristãs do ensino.
Em 1952 foi fundada a primeira comunidade dos Irmãos de La Salle na região de Barcelos, quando estes adquiriram a propriedade conhecida como Quinta do Galo. Desde o início que a congregação se dedicou ao ensino religioso dos jovens, seguindo desta forma os preceitos da ordem, fundada por João Batista de La Salle para instruir os jovens das classes desfavorecidas de Roma. Na década de 1970 iniciou-se o processo de abrir o Colégio a uma comunidade mais alargada, aliando a formação religiosa à cultural e humana.
Em 2010 o governo estava a ponderar o fim do financiamento de vários estabelecimentos de ensino particulares e cooperativos, situação que no concelho de Barcelos iria atingir os colégios Didálvi, em Alvito São Pedro, e La Salle, em Barcelinhos. O director do Colégio de La Salle, José Durães, afirmou que caso esta medida avançasse o colégio ficaria em risco de encerrar, tendo comentado ao jornal Barcelos Popular que iria tornar «quase de inviável o funcionamento» das escolas atingidas. Criticou igualmente a forma como o processo estava a ser conduzido, uma vez que estaria dependente do Orçamento de Estado, que entraria em vigor apenas em Janeiro de 2011, colocando em causa o percurso académico da comunidade escolar do colégio, que então era formada por 513 alunos. Em 2011 o colégio esteve envolto num caso polémico, quando a progenitora de um dos alunos foi multada por alegadamente ameaçar uma professora daquela instituição.
Em 2016, o colégio foi integrado numa lista de estabelecimentos escolares que iriam deixar de poder formar novas turmas, mas que iriam continuar a receber subsídios estatais até que os alunos então presentes concluíssem os seus ciclos de estudos. Esta medida foi aplicada pelo governo a grande parte dos colégios privados em cujas áreas geográficas se encontravam escolas públicas a funcionar. Esta situação foi duramente criticada pela Associação de Antigos Alunos de La Salle, que exortou o governo a respeitar os contratos de associação durante pelo menos três anos escolares, e a criar condições para continuar os programas educativos do colégio e protocolos, recordando a sua importante função social na formação das crianças e jovens desfavorecidos. No âmbito deste processo, o estabelecimento de La Salle foi alvo de uma reportagem por parte da Rádio Televisão Portuguesa, onde se constatou que, apesar de ser apoiado pelo governo, existiam várias escolas públicas com salas de aulas vazias a curta distância.
Em 1 de Junho de 2017, o jornal Barcelos Popular noticiou que o governo iria deixar de subsidiar o colégio no ano escolar de 2018 para 2019, que passaria a ser financiado apenas pelo valor das suas propinas. Em Outubro de 2018, um grupo de cerca de três dezenas de jovens foram internados no hospital de Viana do Castelo com uma intoxicação alimentar, que alegadamente teve origem numa refeição servida nas instalações do cólegio de La Salle, onde estavam alojados. Em Outubro de 2019 foi ali organizado o evento Semana da Vida Saudável, durante o qual foi entregue a Menção Honrosa atribuída a um grupo de alunos do Colégio, devido à sua colaboração no programa Medea da empresa Redes Energéticas Nacionais. Também em 2019, um dos alunos do colégio, Márcio Campos, foi condecorado com uma medalha de bronze na 13.ª edição das Olimpíadas de Biologia, na Bolívia. Nesse ano, o jornal Barcelos Popular relatou que o Colégio de La Salle continuava a ser o melhor estabelecimento de ensino em todo o concelho, no ranking do ano escolar de 2017 para 2018.
Em 2021, as instalações do colégio foram temporariamente utilizadas como um centro de vacinação, durante a Pandemia de COVID-19. No ano escolar de 2021 para 2022, o colégio ficou no 4.º lugar a nível distrital e na 48.ª posição no país, no ranking das escolas nacionais, e em 2025 ficou em 28.º lugar, com base nas notas apuradas nos exames de 2024, tendo então 52 alunos. Entretanto, em 2024 a autarquia de Barcelos criou a Rede Municipal de Saúde Mental, da qual um dos membros fundadores foi o Colégio de La Salle, e em 2025 o estabelecimento de ensino assinou um acordo de cooperação com a Associação Amigos da Montanha, com a finalidade de promover o desporto entre os jovens, e melhorar as ligações entre as entidades concelhias no sentido de desenvolver as práticas e a formação desportiva.
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