Gabriel Gregorio Fernando José María García y Moreno y Morán de BuitrónA World History of Political Thought, Por J. Babb Google Books - acessado em 22 de março de 2019 (24 de Dezembro de 1821 – 6 de Agosto de 1875) foi um político equatoriano que foi duas vezes Presidente de seu país (1859-1865 e 1869-1875) e foi assassinado durante o segundo mandato, depois de ser eleito para o terceiro. Ele é notável por seu conservadorismo, convicção cristã católica, mais a sua luta antimaçónica e por sua rivalidade contra o político magnata e liberal da época, Eloy Alfaro. Sob sua administração, o Equador se tornou o líder nos campos das ciências e alta educação na América Latina. Além disso, Garcia Moreno desenvolveu a economia e a agricultura do país, sendo um ferrenho opositor da corrupção, chegando até a dar o próprio salário para obras de caridade.The Nineteenth Century Outside Europe, p. 326, Taylor & Francis
Biografia Gabriel García Moreno nasceu em 1821, filho de Gabriel García y Gómez, mercador espanhol, e María de las Mercedes Moreno y Morán de Buitrón, filha de uma rica família aristocrata da principal cidade portuária do Equador, Guayaquil.
García Moreno estudou teologia e direito na Universidade Central do Equador, em Quito. Pensando ter vocação para padre, recebeu as ordens menores e a tonsura; mas seus amigos mais próximos e seus próprios objetivos convenceram-no a uma vida leiga.
Graduado em 1844, começou sua carreira tanto como advogado e jornalista (oposto ao governo Liberal no poder).
Em 1849 fez uma viagem à Europa para ver os primeiros efeitos da Revolução de 1848. Fez outra viagem em 1854-56.
Voltou para casa em 1856, encontrando o governo do país tomado por anticlericalismo; foi eleito senador e entrou na oposição. Embora fosse Monarquista (gostaria de ver um príncipe espanhol no trono), aceitou as circunstâncias e tornou-se presidente da República após uma guerra civil no ano seguinte ao seu retorno, tamanha era a reputação que adquirira como senador. Em 1861, foi confirmado o mandato por 4 anos. Infelizmente, seu sucessor foi deposto pelos liberais em 1867. Mas dois anos depois ele foi reeleito, e novamente em 1875. Durante seu cargo, a nação deu um salto, enquanto se tornava mais fervorosa e católica.
Pessoalmente piedoso (ouvia missa diariamente, também assistindo ao Santíssimo Sacramento; assim como comungava todos os domingos - uma atitude rara antes de São Pio X). Ele acreditava que o principal papel do Estado era promover e apoiar o Catolicismo. Igreja e Estado eram unidos, mas pelos termos da nova concordata, o poder estatal de apontar bispos foi anulado. A constituição de 1869 fez do Catolicismo a religião oficial e requeria que tanto candidato como eleitor fossem católicos. Ele foi o único líder no mundo a protestar contra a perda dos Estados Papais, e dois anos depois obteve a consagração da legislatura ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um de seus biógrafos escreveu que após a consagração pública, ele foi condenado à morte pela Maçonaria Alemã.Maxwell-Scott, Mary Monica, Gabriel Garcia Moreno, Regenerator of Ecuador, p. 152. London 1914
Parte da animosidade gerada contra ele devia-se a seu favorecimento à Companhia de Jesus (Jesuítas). Durante um período de exílio, ele ajudou um grupo de jesuítas desterrados a se refugiarem no Equador. Ele também defendia uma lei que iria clandestinizar as sociedades secretas.Henderson, Peter V. N. "Gabriel Garcia Moreno and Conservative State Formation in the Andes" p. 28 University of Texas Press, 2008 ISBN 0292719035 Esta atitude com muitas outras similares encorajaram partidos anticatólicos do Equador, especialmente os Maçons, a ver nele um inimigo.
Ainda que a política em sua época fosse conturbada, o segundo mandato indica um apelo popular, provindo tanto das grandes massas populares que o apoiavam quanto da Igreja Católica. Seu vigoroso apoio à educação universal era baseado no modelo francês e tanto controverso quanto arrojado.
Por ambos os pais, García Moreno descendia de nobres famílias espanholas. Seu pai, Gabriel García y Gómez de Tama era espanhol de Soria, descendente da casa dos Duques de Osuña, e oficial da Marinha Real da Espanha. A mãe era de uma família aristocrática e proeminente de crioulos. Seu avô materno era o Conde de Moreno e governador-geral da Guatemala, antes de se mudar para Guayaquil, onde foi Governador Militar Perpétuo. Entre seus outros parentes estão José de la Cruz Ignacio Moreno y Maisonave, Arcebispo de Toledo e Cardeal Primaz da Espanha, e seus irmãos Teodoro Moreno y Maisonave, conde de Moreno e juiz da Suprema Corte Espanhola e Joaquín Moreno y Maisonave, historiador militar e Juiz Chefe do Tribunal Real das Ordens Militares do Reino de Espanha.
García Moreno fundou o Partido Conservador em 1869. Foi assassinado durante o segundo mandato por brutais golpes de facão. Após a morte, sua memória continua a ser celebrada no Equador, tanto como grande herói patriota e como grande amigo da Igreja e do cristianismo.
Equador após a independência A Independência na América Latina resultou na criação de dois partidos em todos os países: os Liberais e os Conservadores. Conservadores se inspiravam na Europa, principalmente na Espanha, nos campos social e político. Queriam se manter ligados à Igreja Católica, da mesma maneira que os primeiros colonizadores; além disso, queriam manter as fazendas em estilo feudal, que embora não dessem muito dinheiro, garantiam estabilidade social. Os liberais se inspiravam nos Estados Unidos, queriam a separação da Igreja e do Estado, além de fazendas altamente produtivas. Esses dois grupos se enfrentaram desde a independência. Os conservadores produziram alguns grandes líderes como Agostinho I do México, e Rafael Carrera, na Guatemala. No decurso do século XIX, ambos os partidos se depararam com novas invenções, como as ferrovias, sem saber o que elas trariam a seus países.
De 1845 a 1860, o Equador esteve à beira da anarquia; foi dessa situação precária que Garcia Moreno salvou o país.The Nineteenth Century Outside Europe, p. 325, Taylor & Francis
Panorama económico do Equador Ele recebeu o cargo de presidente em um país com cofres vazios e com uma enorme dívida. Para superar o problema, ele diminui gastos, acabou com nepotismo e cargos desnecessários e atacou seriamente a corrupção. Como resultado, foi capaz de fazer mais avanços, ainda que com pouco dinheiro. Ele tanto melhorou as finanças como atraiu investimento estrangeiro. A escravidão foi por ele abolida e até houve compensação completa para os proprietários; (assim nem ex-escravos nem senhores sofreram economicamente). O exército foi reequipado, e mandou oficias para estudar na Prússia. Prostíbulos foram fechados e hospitais abertos nas principais cidades. Ferrovias e rodovias nacionais foram abertas, o telégrafo estendido e os sistemas de correios e distribuição de água criados. As cidades foram pavimentadas e a criminalidade enfrentada duramente. García Moreno ainda reformou as universidades, estabeleceu duas universidades politécnicas e agrícolas e uma Escola Militar, e aumentou o número de escolas de 200 para 500. O número de estudantes aumentou de 8000 para 32 000. Para contratar empregados para a enorme expansão do sistema de saúde e educação, religiosos estrangeiros foram chamados. Tudo foi feito enquanto expandia a democracia e garantia direitos iguais ante a lei a todo equatoriano.
Panorâma político e assassinato
Muitos liberais odiavam García Moreno; quando ele foi eleito pela terceira vez em 1875, assinou sua sentença de morte. Ele escreveu imediatamente para o Papa Beato Pio IX pedindo sua bênção antes do dia da posse em 30 de agosto:
A previsão de García Moreno estava correta; ele foi assassinado por conspiradores na saída da Catedral de Quito, sob facadas e tiros, sendo suas últimas palavras: "¡Dios no muere!" ("Deus não morre!"). Faustino Rayo, o líder dos assassinos, tinha atacado-o com seis ou sete golpes de facão, enquanto seus três comparsas atiravam com seus revólveres.
Em 5 de agosto, pouco antes de seu assassinato, um padre visitou García Moreno e alertou-o, "Alertaram-me de que tua morte foi decretada pelos Maçons; mas não me disseram quando. Ouvi dizer que os assassinos irão levar o plano deles a cabo logo. Pelo amor de Deus, tome as medidas necessárias!" Berthe, P. Augustine, translated from French by Mary Elizabeth Herbert Garcia Moreno, President of Ecuador, 1821-1875 p. 297 ,1889 Burns and Oates García Moreno respondeu que ele já houvera recebido avisos similares e que após calma reflexão concluíra que a única medida que podia tomar era preparar-se para aparecer ante Deus para seu julgamento Berthe, P. Augustine, translated from French by Mary Elizabeth Herbert "Garcia Moreno, President of Ecuador, 1821-1875" p. 297-298 ,1889 Burns and Oates
"Parece que ele foi assassinado por membros de uma sociedade secreta," observou um analista contemporâneo.Burke, Edmund Annual Register: A Review of Public Events at Home and Abroad, for the year 1875 p.323 1876 Rivingtons
Gabriel Garcia Moreno recebeu a Extrema-Unção pouco antes de morrer e entre os pertences que portava estava a cópia da Imitação de Cristo. O Papa Pio IX, declarou que Gabriel Garcia Moreno "morreu vítima da Fé e da Caridade Cristã por seu amado país."
Ligações externas
Gabriel García Moreno – CONGREGAÇÃO MARIANA (cncmb.org.br) Biografia Catholic Encyclopedia: Gabriel Garcia Moreno Christian Order: The Prophecy of Garcia Moreno's Presidency & Death
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