Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo é uma linha da concessionária LinhaUni.

O trecho que conecta a estação João Paulo I, à estação Perdizes, no distrito homônimo, por meio de seis estações, foi inaugurado em 02 de julho de 2026. O trecho entre as estações João Paulo I e Brasilândia tem previsão de inauguração em outubro de 2026. Já o trecho entre Perdizes e a Estação São Joaquim tem previsão de inauguração no decorrer do ano de 2027.

Numa segunda fase será estendida da região da Rodovia dos Bandeirantes, na Zona Norte, até Cidade Líder, na Zona Leste. Por passar próximo a diversas faculdades, como UNIP, FMU, FGV, PUC-SP, Universidade Presbiteriana Mackenzie e FAAP, foi apelidada de "Linha das Universidades". A concessionária responsável pela linha, LinhaUni, recebeu seu nome a partir deste apelido.

Inicialmente, as obras da linha estavam previstas para ser iniciadas em 2010, porém esse início foi adiado para 2012 e, posteriormente, para julho de 2013. O fim das obras chegou a ser previsto para 2012, mas foi seguidamente adiado, para 2013, 2017, 2019, 2020 e 2021. Entretanto, as obras iniciaram-se oficialmente apenas em 13 de abril de 2015, quando foi divulgada previsão de entrega integral para 2020, porém, em 22 de junho de 2016 durante visita do governador Geraldo Alckmin às obras da Estação João Paulo I, o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni afirmou: "Por conta de um ano de atraso no recebimento do financiamento da Caixa Econômica Federal, tivemos um pequeno atraso no pagamento das desapropriações". Por isso, a previsão de entrega foi adiada para 2021.

Em abril de 2026, mais de 77% das obras em execução já haviam sido concluídas, com novo prazo de conclusão previsto para 2027.

Uma das estações tornou-se a mais profunda em operação da América Latina com 47,8 metros de profundidade, o equivalente a um prédio de 15 andares.

Histórico Antecedentes thumb|right|250px|Projeto da Rede básica do metrô para 1990, elaborado em 1975 O primeiro projeto de uma linha de metrô na Freguesia do Ó surgiu em 1975, quando a Companhia do Metropolitano promoveu a primeira atualização do Plano Rede Básica do Metrô, elaborado em 1968. Na alteração proposta, a Linha Paulista seria ampliada de Vila Madalena até a Freguesia do Ó. A proposta foi arquivada por falta de recursos.

No final da década de 1980, moradores da Freguesia do Ó criaram uma campanha reivindicando a criação de uma linha e estação naquele bairro. A campanha evoluiu para o Fórum Pró-Metrô, fundado em 1990 pelo jornalista Célio Pires (do jornal Brasilândia News) e pelo vigário da igreja de Nossa Senhora do Ó, padre Noé Rodrigues (1917-2012), entre outros. Em 2003, juntou-se ao fórum o professor João Mota. Ao longo de quinze anos, o Fórum Pró-Metrô procurou autoridades e associações, como a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô, e apresentou a proposta de implantação do metrô na Freguesia do Ó.

Após grande lobby do Fórum Pró-Metrô junto a políticos tucanos, em 2005 o então secretário dos transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, aceitou analisar a reivindicação, e a proposta de levar algum projeto para a Freguesia do Ó foi incluída no Plano Integrado de Transportes Urbanos - Horizonte 2025 (PITU-2025), apresentado em 2006, sendo a primeira vez que a Companhia do Metropolitano aceitou um projeto popular para a expansão da rede de metrô. Após constatar a viabilidade técnica para a implantação do metrô, a primeira proposta foi desenvolvida por meio de uma nova linha, que ligaria a Freguesia do Ó à Estação São Joaquim, com integrações com as linhas da CPTM e do Metrô. thumb|right|250px|Obras da Estação Higienópolis - Mackenzie, novembro de 2016

A nova linha fará conexão com as linhas 7 - Rubi e 8 - Diamante da CPTM e as linhas 1 - Azul e 4 - Amarela do Metrô, mais outras duas linhas em projeto do Metrô ainda sem cronograma definido, ligando as regiões Noroeste, Oeste, Centro e Sudeste-leste de São Paulo,Sítio Oficial da Companhia do Metropolitano de São Paulo perfazendo 18,4 quilômetros de extensão, com dezessete estações. A demanda prevista para essa linha é de 600 mil passageiros por dia."Linha 6 chegará às vilas Nova Cachoeirinha e Brasilândia" , Portal do Governo do Estado de São Paulo, 4/12/2008 Em 2008 a previsão era de que as obras começassem até 2010, com previsão de início parcial das operações em 2012 e funcionamento total até o início de 2015, mas dois anos depois já se previa que o projeto executivo só seria finalizado em 2011, com as primeiras estações abertas entre 2013 e 2014 ou até em 2016, segundo alguns engenheiros do Metrô.

Em 25 de março de 2008, o governo estadual e a prefeitura de São Paulo se comprometeram a entregar a nova linha do metrô até 2012. A gestão municipal repassou ao estado em 26 de maio"Linha da Freguesia do Ó recebe R$ 75 milhões", Daniel Gonzales, Jornal da Tarde, 27/5/2008, pág. 4A 75 milhões de reais para bancar os projetos preliminares para construção dessa linha."Serra promete iniciar Linha 6 do Metrô em sua gestão" , O Estado de S.Paulo, 25 de março de 2008"Serra promete iniciar Linha 6 do metrô em sua gestão; obra será entregue em 2012", Uol Notícias, 25 de março de 2008 A princípio, a operação da linha ficará a cargo do Metrô, mas ainda existe a possibilidade de se fazer uma Parceria Público-Privada."Metrô vai ganhar Linha 6 em 2012", Daniel Gonzales, Jornal da Tarde, 26/3/2008, pág. 4A Segundo o secretário José Luiz Portella, em declaração de 2008, "duas ou três estações" poderiam ser inauguradas em 2011.

Na outra ponta da linha, o governador José Serra anunciou em 4 de dezembro de 2008 que haveria dois ramais saindo da Freguesia do Ó na direção da periferia da Zona Norte, um na Brasilândia, ao lado de um terminal de ônibus que está em estudo pela prefeitura, e outro na Vila Nova Cachoeirinha, no Largo do Japonês, ao lado de um terminal de ônibus já existente."Linha 6 do Metrô terá ramal até Brasilândia", Daniel Gonzales, Jornal da Tarde, 5/12/2008, pág. 5A Seria a primeira vez que o metrô paulistano usaria trajeto em forma de "Y", algo que já existe nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália, além de existir também em outros sistemas brasileiros, como o Metrô do Distrito Federal. O diretor de planejamento do Metrô, Marcos Kassab, explicou que não seria necessário fazer baldeação na estação Freguesia do Ó, porque trens passariam com destinos diferentes alternadamente pela linha. A ideia acabou abandonada, e o edital de concurso seria feito apenas com o ramal até Brasilândia.

O governo de São Paulo não repassou os setenta milhões de reais que constavam do orçamento da obra para 2009. Em 2010 o projeto previa que a linha tivesse dezesseis quilômetros, entre a Freguesia do Ó e a estação São Joaquim, da Linha 1 - Azul. No ano seguinte passou-se a falar em extensões até o Jardim Anália Franco a leste, com integração com a Linha 10 - Turquesa da CPTM na região da Mooca, e até Pirituba a norte, com integração com a Linha 7 - Rubi da CPTM, para atender um centro de eventos que a Prefeitura pretende construir na região. Com isso, a linha poderia desafogar a Linha 2 - Verde, que já demonstrava sinais de saturação. Essas extensões foram divulgadas antes do aval do governador Geraldo Alckmin sobre a mudança de traçado. Segundo o Jornal da Tarde, a Linha 6 passou a ganhar prioridade do governo estadual por causa dos imbróglios envolvendo a extensão da Linha 5, cujas obras encontravam-se paralisadas desde o final de 2010.

Polêmica O projeto funcional da linha foi divulgado em junho de 2010 e mencionava a desapropriação de 350 imóveis comerciais e residenciais ao longo da linha, incluindo a sede da escola de samba Vai-Vai, na Bela Vista, e uma unidade dos supermercados Pão de Açúcar em Higienópolis, esta para dar lugar à Estação Angélica. O Jornal da Tarde notou no edital das desapropriações uma preocupação em evitar a desapropriação de imóveis residenciais em bairros centrais e mais valorizados, o que não teria ocorrido na periferia. Em maio de 2011 o Metrô divulgou que não mais construiria a Estação Angélica. Uma matéria da Folha de S. Paulo tinha falado em um abaixo-assinado de 3,5 mil moradores do bairro contra a estação, mas o presidente do Metrô à época, Sérgio Avelleda, garantiu que a decisão foi técnica, pois a Estação Angélica ficaria a apenas quinhentos metros da estação seguinte, o que acarretaria congestionamentos de trens e problemas para os passageiros.

A estação passaria a ficar "em algum ponto entre a Praça Charles Miller e a Avenida Angélica", dependendo de estudos técnicos para o Metrô chegar a uma nova localização. "Podemos atender a esse público sem necessariamente estar na esquina da Angélica", avisou Avelleda. "Mas haverá, sim, uma estação no meio do bairro." Apesar da negativa do Metrô de que a solicitação de alguns moradores do bairro tivesse alguma influência na decisão, o assunto causou polêmica nas redes sociais, chegando a ser o mais comentado na rede Twitter no Brasil, e gerou um novo abaixo-assinado, desta vez virtual e a favor da construção da estação no local previsto originalmente, além de um convite no sítio de relacionamentos Facebook para um churrasco pretensamente popular em frente ao Shopping Pátio Higienópolis. O Metrô definiu em junho o local onde pretende construir a estação, agora batizada de Angélica - Pacaembu: ela ficará na Rua Sergipe, entre as ruas Ceará e Bahia. Haverá ainda outras duas saídas, uma na Rua Bahia, para o Pacaembu, e outra para a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

O Metrô inicialmente havia estudado oito traçados diferentes para a linha, e o traçado definido interfere menos em bairros nobres. O Jornal da Tarde questionou o Metrô sobre a decisão e não obteve resposta, mas o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos do Metrô disse à reportagem do jornal que as decisões teriam sido provavelmente orientadas por questões de topografia e desapropriação. "Todos os parâmetros são simulados para se chegar, técnica e economicamente, ao melhor traçado", explicou. "Em lugares com mais edificações, o custo [com desapropriações] é mais elevado." Ele se referia aos casos de Higienópolis e Perdizes, onde o metro quadrado é mais caro. Entretanto, os desvios acarretarão em uma maior distância entre as estações homônimas Higienópolis - Mackenzie, pois a da Linha 4 ficará próxima à Universidade Mackenzie, na Rua Piauí, enquanto a da Linha 6 ficará sob a esquina das ruas da Consolação e Sergipe. Com isso, deverá ser necessária a construção de um corredor de ligação com esteiras rolantes, no mesmo molde do que existe entre as estações Consolação, da Linha 2, e Paulista, da Linha 4, que nos horários de pico costuma ficar superlotado.

O Metrô também esbarrou num impasse com uma construtora, que pretendia erguer um edifício comercial na esquina da Avenida Pompeia com a Rua Venâncio Aires, num terreno que deveria ser desapropriado para a criação de um acesso à Estação Sesc-Pompeia.

Projeto e construção

thumb|right|O governador de São Paulo Geraldo Alckmin inicia as obras civis da Linha 6 Laranja em 13 de abril de 2015.

Em fevereiro de 2011 o governo estadual anunciou que pretendia fazer todos os investimentos em obras civis, mas deveria fazer uma parceria público-privada (PPP) similar à da Linha 4 - Amarela para a aquisição e instalação de trens e de sistemas operacionais e de energização. O edital de chamamento público para convocar os interessados na PPP foi publicado em 6 de outubro. Na ocasião previa-se que o edital final, para construção (avaliada em dez bilhões de reais), seria lançado em 2012. No edital constava o trajeto prioritário entre Brasilândia e a Estação São Joaquim, além de dois trechos adicionais, até Cidade Líder, a leste, e até a Rodovia dos Bandeirantes, a oeste. Se tudo for concluído, a linha se tornará, com 33 estações, a maior da rede metroviária.