O Prêmio da Música Brasileira (PMB) ou Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira é uma importante premiação musical brasileira criada em 1987 por Zé Maurício Machline. Seu objetivo é valorizar a diversidade e a riqueza da música brasileira, reconhecendo artistas de diferentes gêneros e estilos. A premiação busca destacar a contribuição de músicos e compositores para a cultura brasileira, promovendo a apreciação e o reconhecimento de talentos em todo o país.

Desde 1993, com exceção de 2002 e 2009, é realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos mais importantes e tradicionais palcos culturais do Brasil. Ao longo de sua história, o PMB tem homenageado grandes nomes da música brasileira e se consolidado como um evento de prestígio no cenário cultural do Brasil. A cada edição, são premiados artistas em diversas categorias, refletindo a ampla gama de expressões musicais presentes no país.

A premiação foi inicialmente conhecida pelos nomes de seus patrocinadores, sendo chamada de Prêmio Sharp, Prêmio Caras e Prêmio TIM de Música. Em fevereiro de 2025, na 32ª edição, o prêmio passou a ser chamado de Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira.

História Criação e primeiros anos thumb|150px|upright|O criador José Maurício Machline durante a 25.ª edição do prêmio em 2014. O Prêmio da Música Brasileira foi idealizado por José Maurício Machline, também conhecido como Zé Maurício, em 1987. Machline, um apaixonado por música, televisão, teatro e literatura, criou o prêmio visando valorizar a diversidade e a riqueza da música brasileira. Ele buscava incentivar a descoberta de novos talentos e promover encontros produtivos entre as várias tendências da música contemporânea brasileira, procurando a mais alta qualidade em todas as vertentes musicais.

Inicialmente patrocinado pela Sharp Corporation, foi conhecido como Prêmio Sharp de Música Brasileira desde sua primeira edição, em 1988 (referente ao ano anterior, 1987), até 1998. Em 1995, a Sharp também criou um prêmio para excelência no teatro brasileiro. No entanto, em 1999, quando o Prêmio Sharp de Música iria para sua 12.ª edição e o Prêmio Sharp de Teatro para sua 5.ª edição, a crise econômica mundial impediu a realização da cerimônia. A lista dos vencedores foi divulgada, mas os premiados receberam apenas um prêmio simbólico, sem a tradicional festa de entrega. O prêmio não foi realizado em 2000 e 2001.

Retorno, novos patrocínios e nomenclatura Em 2002, a premiação foi transformada em Prêmio Caras, patrocinado pela revista Caras. No ano seguinte, tornou-se o Prêmio TIM de Música, com patrocínio da operadora telefônica TIM, que durou até 2008. Em 2009, o prêmio teve produção independente e contou com o apoio da classe artística brasileira. A partir dessa edição, a premiação adotou o nome definitivo de Prêmio da Música Brasileira. Em 2010, manteve o mesmo nome, com patrocínio da empresa Vale.

Pausa, renovação e novas categorias O Prêmio da Música Brasileira passou por uma pausa após a edição de 2018 devido a dificuldades financeiras e à falta de patrocínio, o que impossibilitou a realização do evento nos anos seguintes. No entanto, em 2023, o PMB retornou com inovações significativas para refletir a evolução da música e da sociedade.

Entre as mudanças, novas categorias foram criadas para tornar a premiação mais inclusiva e representativa. A categoria "Intérprete" foi introduzida como substituição das categorias "Cantor" e "Cantora", permitindo a inclusão de pessoas não-binárias. Além disso, a categoria anteriormente conhecida como "Pop/Rock/Reggae/Hip Hop/Funk" foi dividida em duas: "Pop/Rock" e "Música Urbana". A nova categoria "Música Urbana" abrange não apenas reggae, hip hop e funk, mas também incorpora gêneros como trap e música eletrônica, refletindo a diversidade e a inovação presentes na cena musical contemporânea.

Em 2024, foram introduzidas categorias voltadas para o gênero sertanejo, reconhecendo a crescente popularidade e importância desse estilo musical no Brasil. As novas premiações são "Melhor Intérprete – Sertanejo" e "Melhor Lançamento – Sertanejo".

Nova divisão de categorias e restrições O Prêmio da Música Brasileira (PMB) anunciou mudanças para a edição de 2025, incluindo novas categorias como funk, trap, reggae e música romântica. A categoria "Música Urbana" foi dividida em "Funk", "Rap/Trap" e "Reggae", enquanto "Pop/Rock" foi separada em "Pop" e "Rock". "Canção Popular/Sertanejo" agora tem subcategorias: "Canção Popular", "Canção Romântica" e "Sertanejo".

Essas mudanças visam uma avaliação mais justa dos gêneros musicais, refletindo a popularidade e importância de estilos como funk e trap. Além disso, músicas produzidas ou interpretadas por inteligência artificial e fonogramas com vozes de artistas falecidos estão proibidos, garantindo a autenticidade das obras.

O prêmio thumb|150px|upright|O troféu da 25.ª edição do Prêmio da Música Brasileira, em 2014.

O Prêmio da Música Brasileira tem, de acordo com seus criadores, dois objetivos: premiar a imensa variedade de manifestações musicais do país, incentivando a descoberta de novos talentos, e propiciar encontros produtivos entre as várias tendências da música contemporânea, buscando a mais alta qualidade em todas as vertentes da nossa música.

A votação para o PMB é realizada por um júri composto por profissionais da música, críticos e jornalistas especializados. Os indicados são selecionados com base em sua contribuição para a música brasileira no ano anterior à premiação. A eleição do premiado em cada categoria se baseia estritamente no mérito artístico de cada artista e/ou obra.

thumb|150px|Fachada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A cerimônia de entrega dos prêmios é tradicionalmente realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos mais importantes palcos culturais do país. Durante o evento, são realizadas apresentações musicais que celebram a obra de artistas homenageados e destacam a diversidade musical brasileira.

thumb|150px|upright|Maria Bethânia durante sua homenagem na 26.ª edição em 2015. Cada edição da premiação apresenta um artista de destaque da nossa música como homenageado, celebrando sua contribuição para a cultura musical brasileira. A partir de 2003, o prêmio passou a premiar, alternadamente, um artista vivo e um já falecido, garantindo que tanto os talentos contemporâneos quanto os legados históricos sejam reconhecidos e valorizados.

Edições N.°DataLocalCidadeHomenageado(a)Prêmio Sharp de Música Brasileira1.ª31 de maio de 1988Teatro do Hotel NacionalRio de JaneiroVinicius de Moraes2.ª25 de abril de 1989Golden Room do Copacabana PalaceDorival Caymmi3.ª15 de agosto de 1990Teatro do Hotel NacionalMaysa4.ª2 de julho de 1991Elizeth Cardoso5.ª27 de maio de 1992Luiz Gonzaga6.ª19 de maio de 1993Theatro MunicipalAngela Maria e Cauby Peixoto7.ª5 de maio de 1994Gilberto Gil8.ª3 de maio de 1995Elis Regina9.ª7 de maio de 1996Milton Nascimento10.ª7 de maio de 1997Rita Lee11.ª13 de maio de 1998Jackson do Pandeiro12.ªSem cerimôniaMaria BethâniaNão realizado (2000—2001)Prêmio Caras de Música Brasileira13.ª21 de agosto de 2002Villa RisoRio de JaneiroGal CostaPrêmio TIM de Música14.ª23 de julho de 2003Theatro MunicipalRio de JaneiroAry Barroso15.ª7 de julho de 2004Lulu Santos16.ª1 de junho de 2005Baden Powell17.ª25 de julho de 2006Jair Rodrigues18.ª16 de maio de 2007Zé Keti19.ª28 de maio de 2008DominguinhosPrêmio da Música Brasileira20.ª1 de julho de 2009CanecãoRio de JaneiroClara Nunes21.ª11 de agosto de 2010Theatro MunicipalDona Ivone Lara22.ª6 de julho de 2011Noel Rosa23.ª13 de junho de 2012João Bosco24.ª12 de junho de 2013Tom Jobim25.ª14 de maio de 2014O Samba26.ª10 de junho de 2015Maria Bethânia27.ª22 de junho de 2016Gonzaguinha28.ª19 de julho de 2017Ney Matogrosso29.ª15 de agosto de 2018Luiz MelodiaNão realizado (2019–2022)30.ª31 de maio de 2023Theatro MunicipalRio de JaneiroAlcione31.ª12 de junho de 2024Tim MaiaPrêmio BTG Pactual da Música Brasileira32.ª4 de junho de 2025Theatro MunicipalRio de JaneiroChitãozinho & Xororó33.ª 10 de junho de 2026 Cazuza

Mais premiados Os artistas com mais prêmios recebidos ArtistaNúmero de prêmiosMaria Bethânia24Alcione21Caetano Veloso19Elba RamalhoFundo de QuintalDominguinhos18Zeca PagodinhoAlceu Valença15Paulinho da Viola13Roupa NovaTim MaiaGal Costa12Hamilton de HolandaLenineMilton NascimentoRita LeeCauby Peixoto11Chico BuarqueChitãozinho & XororóCristovão BastosYamandu CostaMartinho da Vila10Nana CaymmiNey MatogrossoRoberto CarlosSandra SáZélia Duncan

Categorias

Gerais Eletrônico – Lançamento Erudito – Lançamento Língua Estrangeira – Lançamento Projeto Audiovisual Projeto Especial Revelação

Axé Artista Lançamento

Canção Popular Artista Lançamento

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Instrumental Artista Lançamento

MPB Artista Lançamento

Pop Artista Lançamento

Raízes Artista Lançamento

Rap/Trap Artista Lançamento

Reggae Artista Lançamento

Rock Artista Lançamento

Samba Artista Lançamento

Sertanejo Artista Lançamento

Segundo o conselho, obras compostas ou obras interpretadas por inteligência artificial, e obras produzidas com vocais de artistas mortos, não poderão concorrer ao prêmio.

Conselho O Conselho Diretor do Prêmio da Música Brasileira é responsável pelo estabelecimento das diretrizes fundamentais do Prêmio, pela solução de dúvidas e omissões, pela seleção dos jurados, bem como pelo voto de minerva para eventuais desempates. O Conselho também é responsável pela indicação do homenageado do ano.

Atualmente ele é composto por: Antônio Carlos Miguel; Arnaldo Antunes; Djavan; Emicida; Gilberto Gil; Heloísa Guarita; João Bosco; Karol Conká; Ney Matogrosso; Wanderléa; Yamandu Costa e Zé Maurício Machline.

Ligações externas

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