O Cristo della Minerva, também conhecido como Cristo Redentor ou Cristo portando a Cruz, é uma escultura em mármore de Michelangelo Buonarroti, terminada em 1521. O trabalho está na igreja de Santa Maria sopra Minerva, em Roma, Itália, à esquerda do altar principal.
O trabalho foi encomendado em junho 1514, pelo patrício romano Metello Vari, que estipulou apenas que a figura teria a cruz em seus braços, mas deixou a concepção inteiramente a cargo de Michelangelo. Michelangelo já estava trabalhando em uma primeira versão desta estátua em sua oficina por volta de 1515, mas abandonou-a antes de terminar, quando ele descobriu um veio preto no mármore branco. Uma nova versão foi feita às pressas em 1519-1520 para cumprir os termos do contrato. Michelangelo trabalhou na obra em Florença, e a enviou para Roma, onde retoques finais foram confiados a um de seus alunos, Pietro Urbano. Este, contudo, danificou o trabalho e foi substituído por outro escultor, Federico Frizzi, indicado por Sebastiano del Piombo.Baldriga, Irene. "The First Version of Michelangelo's Christ for S. Maria Sopra Minerva". In: The Burlington Magazine, 2000; 142 (1173):740-745Squarzina, Silvia Danesi. “Il Cristo portacroce di collezione Giustiniani. Prima versione incompiuta di un’opera di Michelangelo”. In: Giustiniani, Enrico. La storia della famiglia Giustiniani di Genova. Giustiniani.info
Mesmo inacabada, Metello Vari pediu para ficar com a primeira versão defeituosa, recebendo-a em janeiro de 1522, e instalando-a no pequeno jardim de seu palácio perto de Santa Maria sopra Minerva, considerando-se altamente honrado pela doação, e estimando-a como se fosse feita de ouro. Lá permaneceu, como a encontrou Ulisse Aldrovandi em 1556.Aldrovandi, Ulisse. Delle Statue antiche, che per tutta Roma, in diversi luoghi, & case si veggono. Venezia, 1556 Em 1607 aparentemente foi vendida, após o que o paradeiro da obra tornou-se ignorado. Em 2000 Irene Baldriga identificou a primeira versão na sacristia da igreja de San Vincenzo Martire, em Basso Romano perto de Viterbo, com o veio negro claramente distinguível na face de Cristo, como havia sido descrito, mas a estátua havia sido muito retrabalhada no século XVII.
A segunda versão, a "oficial", impressionou os contemporâneos. Sebastiano del Piombo declarou que os joelhos da estátua, sozinhos, valiam mais do que toda a Roma.Wallace, William E. "Michelangelo's Risen Christ". In: Sixteenth Century Journal, 1997; 28 (4):1251-1280 Cristo foi retratado inteiramente nu, em pé, com uma perna flexionada e a cabeça virada para o lado, de acordo com o princípio do "contrapposto". Ele abraça os instrumentos de seu martírio: a cruz onde o pregaram, a vara com que foi açoitado, a corda com que o amarraram, e a esponja por onde o fizeram beber vinagre. Durante o período Barroco sua nudez passou a ser considerada ofensiva, e o sexo foi oculto por um manto de bronze, como se encontra até hoje.Steinberg, Leo. The Sexuality of Christ in Renaissance Art and in Modern Oblivion. University of Chicago Press, 1997
Ver também Michelangelo Escultura do Renascimento italiano
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