Here I Am é o terceiro álbum de estúdio da cantora e compositora norte-americana Kelly Rowland, lançado primeiramente na Alemanha a 22 de Julho de 2011 e nos Estados Unidos quatro dias depois. Este foi o primeiro projecto de Rowland sem o empresário musical Matthew Knowles como seu gerente, e também o seu primeiro lançamento com a editora discográfica Universal Motown, após a sua saída da editora Columbia em 2008. Um novo selo e uma nova gestão vieram depois de Rowland ter sido inspirada a ter mais controlo da sua carreira e explorar um som mais mundial, depois do sucesso que atingiu quando colaborou com o disc jockey (DJ) francês David Guetta no êxito "When Love Takes Over" (2009). Originalmente, Here I Am foi planeado ser lançado a 21 de Setembro de 2010, mas mudanças em decisões criativas levaram com que o projecto fosse adiado por várias vezes para permitir mais tempo de estúdio e criação.
As sessões de estúdio incluem uma ampla gama de compositores e produtores, a maioria dos quais Rowland nunca havia trabalhado, como o artista norte-americano Rico Love que foi o maior contribuinte, tendo composto metade das canções do álbum e ainda participado em uma delas. Outros notáveis contributos para o disco vieram de Jim Jonsin e do cantor de R&B Ne-Yo. A cantora descreveu a mistura de géneros como um reflexo do estágio da sua carreira naquele momento, ao proclamar que ninguém poderia "armazená-la em uma caixa". O título do álbum, originalmente homónimo, era parte da declaração de que ela finalmente encontrou o seu nicho e está pronta para introduzir às pessoas quem ela realmente é. Porém, mais tarde, a artista admitiu que a sua equipa criativa estava a considerar outros títulos, incluindo alguns sugeridos por fãs na página oficial online de Rowland.
Em Here I Am, a artista reúne-se com Guetta em uma série de canções internacionais, incluindo no primeiro single, "Commander" (2010), que liderou as tabelas musicais de dança nos EUA e Reino Unido. Em território norte-americano, dois singles alternativos precederam o álbum, incluindo "Rose Colored Glasses" (2010) para o público contemporâneo, e "Grown Woman" (2010) para as audiências de R&B. No entanto, devido à falta de sucesso na Billboard Hot 100 com os singles subsidiários — "Rose Colored Glasses" e "Forever and a Day" (2010) — o álbum foi adiado para Setembro de 2011. Posteriormente, uma nova canção, "Motivation" (2011), que conta com a participação do rapper Lil Wayne, foi lançada em Abril de 2011 como o primeiro single oficial do álbum, que substituiu todos os singles anteriores. Os singles subsequentes, "Lay It on Me" e "Down for Whatever", ambos lançados em 2011, atingiram um sucesso moderado.
Em geral, Here I Am foi recebido com opiniões positivas pela crítica especialista em música contemporâneas, recebendo elogios pelo desempenho vocal de Rowland e a produção do álbum. Contudo, alguns críticos opinaram negativamente a ausência de canções de ritmo acelerado de música dance que a cantora havia declarado que estariam inclusas e também alguns dos artistas convidados. Comercialmente, o disco estreou no número três nos EUA na tabela musical Billboard 200, a maior estreia de sempre da artista e a maior posição alguma vez alcançada por ela no país. A versão internacional do álbum teve um desempenho moderado na Europa, onde alcançou o número 43 no Reino Unido.
Antecedentes e desenvolvimento Durante as suas apresentações em 2008 no evento musical T4 on the Beach em Weston-Super-Mare, Reino Unido, Rowland foi exposta a bandas britânicas e música ao vivo de variados estilos. Este factor inspirou-a a procurar um novo som para o seu terceiro álbum de estúdio, que estava ainda em produção inicial. Ela viajou ao sul da França para passar as férias de Verão de 2008, onde foi exposta à música dance. Foi aí que ela conheceu o DJ David Guetta e ouviu a versão instrumental de "When Love Takes Over", uma música que iria deixar uma impressão longamente duradoura sobre a cantora. Após ouvir a música, Rowland apaixonou-se por ela, levando-a de volta consigo para Londres, onde gravou-a com os seus vocais e compôs-a com o auxílio das gémeas australianas Miriam e Olivia Nervo. No entanto, a Columbia, sua editora discográfica, não ficou impressionada com o novo som, o que fez com que a gravação fosse deixada inacabada até ser redescoberta por Guetta enquanto produzia o seu quarto álbum de estúdio, One Love, lançado em Agosto de 2009.
miniatura|esquerda|150px|Rowland nos bastidores do T4 on the Beach em Weston-Super-Mare, Reino Unido, em Julho de 2008. Mais tarde, em Janeiro de 2009, foi anunciado que a artista tinha se separado do seu gerente Matthew Knowles, um empresário musical que também geria as Destiny's Child e tinha vindo a gerir a carreira a solo de Rowland. Falando sobre a decisão de abandonar Knowles, Rowland disse: "Como uma artista a solo, eu senti a necessidade de explorar novos rumos, novos desafios e novas liberdades que estavam fora da minha zona de conforto, e meus amigos e minha família na Columbia foram incríveis ao entender a minha evolução. Quero agradecer a todos na Columbia pelo amor e apoio que têm mostrado e nunca vou esquecer os bons momentos que tivemos ao longo dos anos."
"Kelly Rowland é uma das nossas melhores artistas contemporâneas e uma força musical a ter em conta. Tem sido um privilégio e um prazer trabalhar com Kelly e nós iremos continuar o nosso relacionamento de trabalho com ela sob o nome das Destiny's Child. A decisão de Kelly de procurar outras oportunidades para a sua carreira a solo foi chegada a termos mutualmente, e quaisquer afirmações do contrário são falsas."
Em Março de 2009, foi anunciado que Guetta iria lançar "When Love Takes Over", a sua colaboração com Rowland. A música tornou-se num sucesso mundial instantâneo da dupla. Jason Lipshutz, crítico musical da revista norte-americana Billboard, disse que "o sucesso veio em um momento interessante da carreira de Rowland," tendo constatado que ela tinha conseguido um emprego a apresentar o programa The Fashion Show no canal de televisão Bravo!. No entanto, em Outubro de 2009, foi sugerido que o sucesso do single tinha feito Rowland considerar a assinatura de um novo contrato com a distribuidora de Guetta, a EMI Music. Porém, em 2010, a intérprete revelou à revista electrónica Entertainment Weekly que a decisão de sair da Columbia não foi sua, mas sim porque o seu álbum anterior, Ms. Kelly (2007), não foi comercialmente bem sucedido. "Porque a Columbia Records tem sido a minha casa como uma artista por mais de uma década, a decisão de sair requereu muita procura na minha alma," disse ela. Em seguida, em Maio desse ano, um comunicado de imprensa oficial revelou que a intérprete havia assinado um novo contrato de gravação com a Universal Motown. Foi durante a sessão de gravação do primeiro single do álbum, "Commander" (2010), no estúdio com Guetta que Rowland chamou a atenção da presidente da Universal Motown, Sylvia Rhone, o que levou ao novo acordo. Sobre a decisão de entrar no selo de Rhone, a artista disse: "Eles realmente me abraçaram e me prepararam para que eu tivesse sucesso. Decidi, após uma cuidadosa reflexão, assinar com a Universal Motown, não só por causa de seu histórico de sucesso, mas também porque eles realmente colocam os seus artistas em primeiro lugar."
Lançamento miniatura|esquerda|200px|David Guetta e Rowland na sua apresentação no Orange Rockcorps em Londres, onde interpretaram "When Love Takes Over" (2009). A 17 de Junho de 2010, Rowland organizou uma festa para a estreia do álbum no Hudson Hall em Nova Iorque, onde revelou que o seu terceiro álbum de estúdio seria homónimo. A 19 de Julho, durante uma entrevista para a revista Paper, ela anunciou que este álbum homónimo iria "introduzir Kelly Rowland a ser Kelly Rowland," com uma vasta gama de gravações. Ela disse: "Eu estou mais confiante do que alguma vez estive em uma obra. E é por mim. Eu amo isso." Kelly Rowland tinha sido agendado para chegar nas lojas a 14 de Setembro de 2010. No entanto, poucos dias depois dessa entrevista, a cantora anunciou que estava a pensar em mudar o título. Os fãs tiveram a oportunidade de sugerir nomes através da página online oficial de Rowland. O álbum foi adiado por uma semana, sem nenhuma explicação dada. Isto foi seguido pelo anúncio de que a artista teria a oportunidade de ter sessões de estúdio com os produtores Akon e Tricky Stewart, o que levou com que o disco fosse adiado de 21 de Setembro para 26 de Outubro de 2010. Em seguida, apenas uma semana depois do atraso no primeiro lançamento, foi anunciado que este havia sido adiado outra vez, sem explicação dada.
Em uma entrevista no programa JLB Mornings da WJLB Radio, Rowland explicou que, em parte, a razão dos adiamentos constantes eram o seu desejo de tornar o álbum "perfeito." Isto foi seguido de outro adiamento para 2 de Novembro do mesmo ano, ainda sem nenhuma razão dada para isto. Um outro adiamento para 9 de Novembro foi confirmado pela Rap-Up. Rowland disse no The Today Show que o álbum ainda estava sem título, apesar dos relatos de vários outros nomes aparecerem online. Ela declarou: "Eu vi um blogue a dizer que o álbum foi chamado de One Woman Show, isso nunca foi totalmente o caso." Na sequência disso, ela afirmou que "o título tem que coincidir com as faixas que compõem o disco, e é por isso mesmo que têm havido algumas boas sugestões de fãs, que não posso decidir sobre o que se encaixa." Então, a 11 de Setembro de 2010, durante a New York Fashion Week, em uma outra entrevista à revista Paper, ela confirmou que o álbum foi adiado para 2011 para que a artista pudesse ter mais sessões de estúdio com os produtores Jermaine Dupri e Bryan-Michael Cox. Então, em uma entrevista a uma rádio australiana quatro dias depois, foi finalmente revelado pela cantora que ela havia reduzido os nomes para o novo álbum para três e que uma das sugestões veio de um fã. Mais tarde, Rowland oficialmente confirmou que o álbum seria intitulado Here I Am e estava previsto para ser lançado no outono de 2011.
"Eu estava a conversar com a minha gerente de produção, ...eu disse que queria que as pessoas soubessem que esta é a obra, o som que eu estive a trabalhar para ... mostrar que aqui estou eu. E ela disse, 'esse é o título'. É simplesmente ligado com o meu coração e à música também. Significa tudo por que já passei e pensei para esta obra como uma mulher. É muito forte."
A 27 de Junho de 2011, pouco menos de um mês antes do lançamento norte-americano do disco, Rowland revelou as duas versões da capa do álbum: uma para a edição padrão e outra para a edição deluxe. A sessão de fotos ocorreu com o fotógrafo de moda Derek Blanks. Fotos da sessão e uma série de fotos promocionais foram publicadas a 13 de Junho de 2011 na página oficial online da cantora. A filmagem apresentou várias cenas, incluindo a cantora jogada contra uma cerca de bambu e várias imagens nas quais aparece semi-nua. Algumas das imagens foram tingidas em azul, como no vídeo musical do single "Motivation" (2011), e imagens tiradas incluem as utilizadas para a capa do álbum e para a do single "Lay It on Me" (2011). A maquilhagem para a filmagem foi feita por LaTasha Wright, enquanto Kim Kimble lidou com o penteado.