Joseph Polchinski (White Plains, - 2 de fevereiro de 2018) foi um físico estadunidense.

Contribuições

Polchinski escreveu o livro-texto em dois volumes String Theory, publicado em 1998. É mais conhecido pelo desenvolvimento das D-branas. Em 2008, foi laureado com a Medalha Dirac pelo seu trabalho em teoria das supercordas. Recebeu o Breakthrough Prize em Física Fundamental de 2017 em reconhecimento às suas contribuições para a física teórica.

D-branas As contribuições de Polchinski para a física das D-branas constituíram um dos principais catalisadores da segunda revolução das supercordas e da física das dualidades holográficas calibre-gravidade. Após codescobrir as D-branas em 1989, o seu trabalho de 1995 conjeturou e demonstrou parcialmente a equivalência entre D-branas e p-branas negras. A dualidade entre esses objetos foi rapidamente compreendida como uma demonstração do princípio holográfico, no qual uma teoria da gravidade quântica (as p-branas negras) é equivalente a uma teoria de menor dimensionalidade sem gravidade (as D-branas), conforme demonstrado posteriormente na correspondência AdS/CFT de Maldacena.

Paradoxo de Polchinski thumb|Paradoxo de Polchinski: uma bola de bilhar viaja no tempo para o passado e impede a si mesma de viajar no tempo.

Numa comunicação não publicada enviada a Kip Thorne por volta de 1990, comentando o princípio de autoconsistência de Novikov (a respeito do envio de objetos ou indivíduos para o passado através de um buraco de minhoca transponível e dos paradoxos temporais decorrentes), Polchinski aventou uma situação potencialmente paradoxal envolvendo uma bola de bilhar que atravessa um buraco de minhoca que a envia de volta no tempo. Nesse cenário, a bola é lançada no interior do buraco de minhoca com um ângulo tal que emerge no passado exatamente com a trajetória precisa para colidir com a sua versão pregressa, desviando-a da sua rota e impedindo-a, à partida, de ingressar no buraco de minhoca. Thorne denominou esse problema «paradoxo de Polchinski» em 1994.

Posteriormente, estudantes que se debruçaram sobre esse problema engenhoso desenvolveram soluções que contornam inconsistências fazendo com que a bola emerja do futuro com um ângulo diferente daquele que gera o paradoxo, desferindo na sua versão do passado um golpe de raspão (tangencial) em vez de a arremessar inteiramente para longe do buraco de minhoca; esse impacto altera a sua trajetória na medida exata para que viaje de volta no tempo com o ângulo necessário para infligir esse mesmo golpe de raspão à sua versão mais jovem. (É também plausível que a bola que emerge do buraco de minhoca desvie a sua versão passada completamente da rota do túnel temporal. Mesmo com a bola original desviada de sua trajetória, a bola do futuro poderia ricochetear na bola original e ingressar ela própria no buraco de minhoca, solucionando o paradoxo. A bola que ingressou no buraco de minhoca sempre ingressará no buraco de minhoca, gerando um ciclo infinito).

Artigo de 2012 sobre buracos negros

Em julho de 2012, Polchinski e dois de seus alunos, James Sully e Ahmed Almheiri, em conjunto com Donald Marolf, publicaram um artigo cujos cálculos acerca da radiação de buracos negros sugeriam que ou o princípio da equivalência da relatividade geral está equivocado, ou um postulado fundamental da mecânica quântica está incorreto.

Publicações

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