Vilson Luís Covatti (Frederico Westphalen, ) é um advogado e político brasileiro filiado ao Progressistas (PP). Pelo Rio Grande do Sul, foi deputado federal por dois mandatos e estadual por três mandatos, além de vereador de Frederico Westphalen e secretário estadual de Desenvolvimento Rural.
É casado com a deputada estadual Silvana Covatti e pai do presidente do PP gaúcho, Covatti Filho.
Biografia Nasceu em Palmitinho, à época distrito de Frederico Westphalen. Graduou-se em Direito pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz) e em Administração pela Universidade Regional Integrada (URI).
Teve três mandatos consecutivos de deputado estadual e federal, mas abdicou da reeleição para dar lugar ao filho. Foi secretário estadual do Turismo na gestão de Eduardo Leite, cargo que deixou em julho de 2023 para concorrer a uma vaga no Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS). Em seu lugar, assumiu Luiz Fernando Rodriguez. Em agosto do ano seguinte, Covatti voltou ao secretariado assumindo a pasta de Desenvolvimento Rural, na qual ficou até janeiro de 2026. A saída aconteceu após seu partido deixar a base do governo de Leite e a circulação de um vídeo onde Covatti e sua esposa Silvana declaravam apoio ao pré-candidato Gabriel Souza (MDB), contrariando o PP, que integra a chapa do Delegado Zucco, e Covatti Filho.
Em 2003, Covatti foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Oficial especial.
Controvérsias Em 2005 o então deputado e seus assessores foram denunciados por formação de quadrilha em esquema que cobrava propina para furar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Em entrevista, o responsável pelas investigações, Ricardo Herbstrith, afirmou: "Uma pessoa foi encaminhada para a nossa promotoria, pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, noticiando exatamente a existência de cobrança para a realização de cirurgias e outros tipos de procedimentos no âmbito do Hospital Cristo Redentor. Essa pessoa denunciava também que havia sido encaminhada a um indivíduo que faria esse agenciamento por meio dos encarregados da pousada Nossa Senhora Aparecida, um intermediário, que é vinculado ao deputado Vilson Covatti."
No mesmo ano, Covatti sofreu retaliação da Comissão de Ética Parlamentar do RS por uso indevido dos aparelhos telefônicos do seu gabinete para assuntos que não diziam respeitos à atividade parlamentar.
Em 2007 o ex-parlamentar foi citado em esquema irregular de compra de selos postais dos Correios que desviou mais de R$ 3,5 milhões. As investigações indicaram que a fraude ocorria com a compra de selos pela Assembleia em valores que chegavam a R$ 80 mil mensais.
Em 2008, após o Supremo Tribunal Federal proibir a prática de nepotismo, Covatti exonerou dois cunhados que trabalhavam em seu gabinete. Em seguida contratou suas respectivas esposas para substituí-los. Criticado por ter explorado uma brecha na lei, Covatti acabou demitindo as funcionárias.
Covatti foi um dos políticos do PP gaúcho citados nas investigações da Operação Lava-Jato, junto de Afonso Hamm, Jerônimo Goergen, José Otávio Germano, Luis Carlos Heinze e Renato Molling. O doleiro Alberto Youssef afirmou que os parlamentares recebiam dinheiro desviado da Petrobras. Em depoimento à Polícia Federal (PF), em Brasília, ele negou a acusação de ter recebido valores a partir de comissões pagas por empresas ao partido, afirmou não conhecer Youssef e disse não ter relações com empreiteiras citadas na operação, que não teriam feito doações para sua campanha em 2010.
Em 2021, a família Covatti foi acusada de manter um escritório político pago com dinheiro da Câmara dos Deputados. O gabinete, montado no centro de Porto Alegre, teria as despesas custeadas com verbas do suplente de Covatti Filho, Ronaldo Santini. Santini manteria os recursos à disposição de Vilson e seu filho mesmo estes não tendo mandato.
Ao longo de seus mandatos, Vilson Covatti também já deu declarações polêmicas a respeito de demarcação de áreas indígenas e quilombolas. Em maio de 2013, durante debates em uma comissão da Câmara, afirmou: "No que depender de mim, demarcação de área quilombola ou indígena só [será feita] se passar por cima do meu cadáver".
Ligações externas VILSON COVATTI - PP/RS, no site da Câmara dos Deputados
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