Nellie Francisca Ernestina Campobello Luna (Villa Ocampo, Durango, 7 de novembro de 1900 - Progreso de Obregón, Hidalgo, 9 de julho de 1986) foi uma escritora e poeta mexicana, reconhecida também por ser coreógrafa e bailarina.Nellie Campobello É considerada narradora da Revolução Mexicana e precursora do balé no México.
Biografia Ainda há dúvidas sobre a data exata de nascimento de Nellie Campobello, mas documentos parroquiais indicam que ela teria nascido em 1900. Além disso, as circunstâncias de sua morte permanecem obscuras e sem solução.
Nellie Campobello passou sua infância entre Durango e Hidalgo, onde, ainda criança, presenciou de perto os conflitos da Revolução Mexicana.Pouco antes do início da revolução, em 1908, sua família mudou-se de Villa Ocampo, em Durango, para Hidalgo del Parral, cidade do Estado de Chihuahua, no norte do México. Após a morte de sua mãe, Nellie Campobello e sua família mudaram-se para a Cidade do México.
Nellie Campobello desapareceu em 1985 e faleceu em 1986, em Hidalgo. Campobello foi sequestrada por uma ex-aluna, María Cristina Belmont, e pelo marido desta. Em 1999, os restos mortais de Nellie Campobello foram transferidos para sua cidade natal, Villa Ocampo, onde foi construído um monumento em sua homenagem.
Atuação profissional Em 1932, foi fundada na capital mexicana a primeira instituição pública do país voltada para o ensino da dança. Graças à sua trajetória e experiência no campo da dança, Nellie Campobello assumiu a direção dessa escola por volta de 1937. Campobello conseguiu consolidar essa escola de dança como um importante centro educacional de dança, servindo como referência para a formação de bailarinos e bailarinas profissionais.
Em 1938, a instituição passou a se chamar Escola Nacional de Dança e, atualmente, é conhecida como Escola Nacional de Dança Nellie e Gloria Campobello, vinculada ao Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura do México. O nome foi dado em homenagem a Nellie, que dirigiu a escola por mais de 40 anos, e à sua irmã.
Além da dança, Nellie Campobello também se destacou na literatura, sendo inclusive mais conhecida por essa atividade, graças ao lugar de destaque que suas obras ocupam na literatura mexicana. A experiência do mais violento da Revolução Mexicana está refletida em suas obras mais destacadas: "Cartucho" (1931), uma coletânea de 33 narrativas curtas que retratam episódios da revolução, e "Las manos de mamá" (1937), nas quais a autora entrelaça memórias de sua infância com a imaginação da vida adulta.
O livro "Cartucho" se destaca, sobretudo, pelo fato de ser o primeiro livro sobre a Revolução Mexicana escrito por uma mulher. Além disso, sua particularidade está em registrar o movimento armado ocorrido no norte do país, especialmente nos estados de Chihuahua e Durango, diferentemente de outras narrativas da época.
A produção literária de Nellie Campobello, além de "Cartucho" e "Las manos de Mamá", também incluem os livros "Apuntes sobre la vida militar de Francisco Villa", um relato baseado em documentos cedidos por Austreberta Rentería, , que retrata, com enfoque histórico, as batalhas lideradas por Francisco Villa ocorridas entre 1912 e 1918, e “Francisca Yo!”, seu primeiro livro, que é uma coletânea de poemas.
Em 2018 foi criado o Prêmio Bellas Artes de Conto Hispano-Americano Nellie Campobello, em reconhecimento às suas contribuições literárias. O prêmio é fruto de uma iniciativa conjunta entre a Secretaria de Cultura do México, por meio do Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura (INBAL), e o governo de Durango, por intermédio do Instituto de Cultura do Estado e do Congresso Local.
Obras Yo, poemas, 1929 Cartucho, 1931 Las Manos de Mamá, 1937 Apuntes sobre la vida militar de Francisco Villa, 1940 Ritmos Indígenas de México, 1940 Tres poemas, 1957 Mis Libros, 1960 (ilustrado por José Clemente Orozco)
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