A relação entre o anarquismo e Friedrich Nietzsche é ambígua. Apesar de Friedrich Nietzsche ter criticado o anarquismo,In Beyond Good and Evil (6.2:126) ele se refere a "cães anarquistas" seu pensamento mostrou-se influente dentro dessa filosofia.Spencer Sunshine, "Nietzsche and the Anarchists" Como tal havia muitas coisas semelhantes entre os anarquistas e Nietzsche: seu ódio ao Estado, seu desagrado pelo negligente comportamento social de "rebanho", seu anti-cristianismo, sua desconfiança do efeito do mercado e do Estado na produção cultural, seu desejo por um "Übermensch" — isto é, por um homem novo que não fosse nem mestre nem escravo."

Visão geral Durante o século XIX, Nietzsche foi frequentemente associado aos movimentos anarquistas, a despeito do fato de que em seus escritos parece haver uma visão negativa de anarquistas. Isso pode ser resultado de uma associação popular no período entre suas ideias e as de Max Stirner"Nietzsche's possible reading, knowledge, and plagiarism of Max Stirner's The Ego and Its Own (1845) has been a contentious question and frequently discussed for more than a century now." Thomas H. Brobjer, "Philologica: A Possible Solution to the Stirner-Nietzsche Question", in The Journal of Nietzsche Studies - Issue 25, Spring 2003, pp. 109-114

Spencer Sunshine escreve "Havia muitas coisas que chamaram os anarquistas a Nietzsche: seu ódio ao Estado, seu desagrado pelo negligente comportamento social de "rebanho", seu anti-cristianismo, sua desconfiança do efeito do mercado e do Estado na produção cultural, seu desejo por um "Übermensch" - isto é, por um homem novo que não fosse nem mestre nem escravo; seu louvor ao êxtase ao ser criativo, com o artista como seu protótipo, que poderia dizer, "Sim" para a auto-criação de um novo mundo a partir do nada; e seu encaminhamento da "transvaloração dos valores" como fonte de mudança, ao contrário de uma concepção marxista da luta de classes e da dialética de uma história linear."

Para Sunshine "a lista não é limitada para culturalmente orientados anarquistas como Emma Goldman, que deu dezenas de palestras sobre Nietzsche e o batizou como um anarquista honorário. Anarquistas pró-Nietzsche também incluem os membros da FAI na Espanha nos anos 30, como Salvador Seguí, e a anarca-feminista Federica Montseny; anarco-sindicalistas militantes como Rudolf Rocker; e também o jovem Murray Bookchin, que citou a concepção de Nietzsche de "tranvaloração de valores" em apoio ao projeto anarquista espanhol." E também, nos círculos anarquistas individualistas europeus, sua incluência é clara em pensadores/ativistas como Émile ArmandThe Anarchism of Émile Armand por Emile Armand e Renzo Novatore,Toward the Creative Nothing por Renzo Novatore dentre outros. Também mais recentemente o anarquismo pós-esquerdista de Nietzsche é presente no pensamento de Albert Camus,"Camus também apoiou os Groupes de Liaison Internationale, que se empenhavam em ajudar os oponentes do fascismo e do stalinismo, ao mesmo tempo em que se negavam a tomar partido pelo capitalismo americano. " "Albert Camus e os Anarquistas" por ORGANISE! Tradução: Coletivo Protopia Hakim Bey e Wolfi Landstreicher.

Max Stirner e Nietzsche thumb|direita|Der Einzige und sein Eigentum, em português, O Único e sua Propriedade, notável obra de Max Stirner. Max Stirner foi um filósofo cujo "nome aparece com familiar regularidade em pesquisas historicamente orientadas do pensamento anarquista como um dos expoentes mais antigos e mais conhecidos do anarquismo individualista.""Max Stirner" artido de David Leopold na Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2006-08-04 Em 1844, seu O Único e Sua Propriedade (Der Einzige und sein Eigentum), foi publicado o que é considerado o "texto fundador na tradição do anarquismo individualista".

As ideias do filósofo alemão do século XIX e as de Friedrich Nietzsche são frequentemente comparadas, e muitos dos autores tem discutido similaridades em seus escritos, algumas vezes levantando a questão sobre influência. Na Alemanha, durante os primeiros anos do sucesso de Nietzsche como figura mais conhecida, o único pensador a que foram discutidas a conexão entre suas ideias mais que Max Stirner, foi Schopenhauer.While discussion of possible influence has never ceased entirely, the period of most intense discussion occurred between c. 1892 and 1906 in the German-speaking world. During this time, the most comprehensive account of Nietzsche's reception in the German language, the 4 volume work of Richard Frank Krummel: Nietzsche und der deutsche Geist, indicates 83 entries discussing Stirner and Nietzsche. The only thinker more frequently discussed in connection with Nietzsche during this time is Schopenhauer, with about twice the number of entries. Discussion steadily declines thereafter, but is still significant. Nietzsche and Stirner show 58 entries between 1901 and 1918. From 1919 to 1945 there are 28 entries regarding Nietzsche and Stirner. É certo que Nietzsche leu sobre o livro O Único e Sua Propriedade, que foi mencionado na História do Materialismo (1866), de Friedrich Albert Lange e no Filosofia do Inconsciente (1869) de Eduard von Hartmann, que ambos Nietzsche ainda jovem conhecia muito bem.Nietzsche discovered Lange's book immediately after its appearance and praised it as "the most important philosophical work in decades" (letter to Hermann Mushacke, mid November 1866); as to Hartmann, who was also developing the ideas of Schopenhauer, Nietzsche singled out his book in his second Untimely Meditation for a caustic criticism, and concentrated on precisely the chapter dealing with Stirner, though he did not once mention Stirner's name; Hartmann wrote: ""Nietzsche does not mention at any place the name of Stirner or his writings. That he must have known my emphatic hint to Stirner's standpoint and its importance in the 'Philosophy of the Unconscious' arises from his polemic criticism of exactly that chapter which it contains. That he did not see himself prompted by this hint to get acquainted more closely with this thinker so congenial with himself is of little plausibility." Eduard von Hartmann, Ethische Studien, Leipzig: Haacke 1898, pp. 34-69 No entanto, não há nenhuma indicação irrefutável que afirme que ele realmente leu o livro, como nenhuma menção a Stirner é conhecida em qualquer das publicações, jornais ou correspondências de Nietzsche.Albert Lévy e Bernd A. Laska, Stirner e Nietzsche, São Paulo: Expressão & Arte, Editora Imaginário, 2013; Cf. Bernd A. Laska: A crise inicial de Nietzsche. Uma nova luz sobre a questão "Nietzsche e Stirner"

Logo que o trabalho de Nietzsche começou a alcançar maior audiência a questão de saber se ele tinha ou não alguma influência de Stirner foi levantada. Tão cedo em 1891 (enquanto Nietzsche ainda estava vivo, embora incapacitado por sua doença mental) Eduard von Hartmann sugeriu que ele tivesse plagiado Stirner.Eduard von Hartmann, Nietzsches "neue Moral", in Preussische Jahrbücher, 67. Jg., Heft 5, Mai 1891, S. 501-521; augmented version with more express reproach of plagiarism in: Ethische Studien, Leipzig, Haacke 1898, pp. 34-69 Na virada do século a crença de que Nietzsche tivesse sido influenciado por Stirner era tão generalizada que tornou-se algo comum, pelo menos na Alemanha, solicitando um observador notar em 1907 que "A influência de Stirner na Alemanha moderna assumiu proporções surpreendentes, e moveu-se em paralelo com a de Nietzsche. Os dois pensadores são considerados como expoentes da essencialmente mesma filosofia."This author believes that one should be careful in comparing the two men. However, he notes: "It is this intensive nuance of individualism that appeared to point from Nietzsche to Max Stirner, the author of the remarkable work Der Einzige und sein Eigentum. Stirner's influence in modern Germany has assumed astonishing proportions, and moves in general parallel with that of Nietzsche. The two thinkers are regarded as exponents of essentially the same philosophy." Oscar Ewald, "German Philosophy in 1907", in The Philosophical Review, Vol. 17, No. 4, Jul., 1908, pp. 400-426

Porém, logo no começo do que foi chamado o "grande debate"[in the last years of the 19th century] "The question of whether Nietzsche had read Stirner was the subject of great debate" R.A. Nicholls, "Beginnings of the Nietzsche Vogue in Germany", in Modern Philology, Vol. 56, No. 1, Aug., 1958, pp. 29-30 sobre a possível influência de Stirner em Nietzsche - seja ela positiva ou negativa - sérios problemas com a ideia foram notados.Levy pointed out in 1904 that the similarities in the writing of the two men appeared superficial. Albert Levy, Stirner and Nietzsche, Paris, 1904 No meio do século XX, se Stirner não foi mencionado nas obras de Nietzsche, a ideia de influência era frequentemente destituída por completo ou abandonada como irrespondível.R.A. Nicholls, "Beginnings of the Nietzsche Vogue in Germany", in Modern Philology, Vol. 56, No. 1, Aug., 1958, pp. 24-37

Mas a ideia de que Nietzsche foi influenciado de alguma forma por Stirner continua a atrair uma minoria significante, talvez porque se parece necessário explicar de alguma maneira razoável as frequentemente notadas similaridades em seus escritos."Stirner, like Nietzsche, who was clearly influenced by him, has been interpreted in many different ways", Saul Newman, From Bakunin to Lacan: Anti-authoritarianism and the Dislocation of Power, Lexington Books, 2001, p 56; "We do not even know for sure that Nietzsche had read Stirner. Yet, the similarities are too striking to be explained away." R. A. Samek, The Meta Phenomenon, p70, New York, 1981; Tom Goyens, (referring to Stirner's book The Ego and His Own) "The book influenced Friedrich Nietzsche, and even Marx and Engels devoted some attention to it." T. Goyens, Beer and Revolution: The German Anarchist Movement In New York City, p197, Illinois, 2007 Todo caso, os problemas mais significantes com a teoria de uma possível influência de Stirner sobre Nietzsche não são limitados à dificuldade em estabelecer se homem conheceu ou leu o outro. Também consiste em estabelecer precisamente como e porquê Stirner em particular pode ter uma significante influência sobre um homem tão lido como Nietzsche."We have every reason to suppose that Nietzsche had a profound knowledge of the Hegelian movement, from Hegel to Stirner himself. The philosophical learning of an author is not assessed by the number of quotations, nor by the always fanciful and conjectural check lists of libraries, but by the apologetic or polemical directions of his work itself." Gilles Deleuze (translated by Hugh Tomlinson), Nietzsche and Philosophy, 1962 (2006 reprint, pp. 153-154)

Anarquismo individualista Anarquismo individualista nos EUA