Mary Elizabeth Lange (c. 1789 - 3 de fevereiro de 1882) foi a fundadora da ordem das Oblate Sisters of Providence. O país de nascimento de Elizabeth não está documentado, mas a tradição oral indica que teria nascido no Haiti e ter-se-ia mudado para Cuba com a sua família.
As Irmãs Oblatas da Providência foram fundadas por Mary Lange, OSP, e o Rev. James Nicholas Joubert, como a primeira congregação de mulheres religiosas de descendência africana.
Biografia Lange nasceu em Saint-Domingue, mas seus pais fugiram para Cuba durante a Revolução Haitiana. Ela imigrou de Cuba para os Estados Unidos no início do século XIX, estabelecendo-se em Maryland, onde um grande fluxo de refugiados católicos francófonos de Saint-Domingue estava se estabelecendo. Apesar de ser uma mulher negra em um estado escravista, ao reconhecer a falta de educação dos filhos de seus colegas imigrantes, ela e sua amiga Marie Magdaleine Balas, apesar da educação de escravos ser contra a lei, fundaram a Academia St. Frances em sua própria casa e com seu próprio dinheiro para oferecer educação gratuita às crianças afro-americanas de Baltimore.
Quando as finanças se tornaram um problema, elas receberam ajuda do Padre James Hector Joubert, SS, que, com o incentivo de Monsenhor James Whitfield, Arcebispo de Baltimore, desafiou Elizabeth a estabelecer uma congregação religiosa para a educação de crianças negras. Ao nascer, as Irmãs Oblatas da Providência, se tornaram a primeira comunidade religiosa para mulheres de ascendência africana. O Reverendo Joubert forneceria orientação, solicitaria assistência financeira e encorajaria outras "mulheres de cor" a se tornarem membros da ordem. Em 2 de julho de 1829, Elizabeth e outras três mulheres fizeram promessas de obediência ao Arcebispo de Baltimore.
Elizabeth, fundadora e primeira superiora das Irmãs Oblatas da Providência, adotou o nome de Maria. Foi superiora geral de 1829 a 1832 e de 1835 a 1841. O propósito da congregação era oferecer educação religiosa e geral aos afro-americanos. Lange e as outras irmãs também se dedicaram a outros serviços, como acolhimento de órfãos e viúvas, educar escravos libertos, cuidar de pessoas que morriam durante a epidemia de cólera e fazer limpeza no Seminário de Santa Maria.
Lange morreu em 3 de fevereiro de 1882, aos 92 ou 93 anos.
Veneração Em 1991, com a aprovação da Santa Sé, o Cardeal William Henry Keeler, Arcebispo de Baltimore, abriu oficialmente uma investigação formal sobre a vida de Lange para estudá-la visando sua possível canonização. O rescrito do nihil obstat foi dado em 9 de janeiro daquele ano. Assim, ela foi intitulada Serva de Deus.
O inquérito diocesano transcorreu entre 1997 a 2004, e os documentos descrevendo a vida de Lange foram enviados à Congregação para as Causas dos Santos, os quais foram validados por decreto apenas em 10 de março de 2006.
Em 28 de maio de 2013, os restos mortais de Lange foram exumados e transferidos para a comunidade das Irmãs Oblatas de Baltimore, onde ela foi enterrada novamente em sua capela.
Em 2023, o Vaticano aprovou a positio (a documentação da vida de Lange) e assim, ela foi declarada venerável pelo Papa Francisco em 22 de junho de 2023.
Lange é uma dos seis católicos afro-americanos candidatos à santidade, em uma lista que também inclui Pierre Toussaint.
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