Bacteriorrodopsina é uma proteína utilizada pelas Archaea, notavelmente por membros da classe Halobacteria. Atua como um bomba de protões, isto é, que capta a energia da luz e usa-a para mover protons para fora da membrana da célula. O gradiente de protões resultante é convertido subsequentemente em energia química. A bacteriorrodopsina foi descoberta em 1967 por Richard Henderson e Nigel Unwin e sua função como bomba de protões foi descrita logo depois.Donald Voet; Judith G. Voet; Charlotte W. Pratt. Fundamentos de bioquímica: A Vida em Nível Molecular. Artmed; ISBN 978-85-363-1484-6. p. 254.
Estrutura thumb|right|300px|Mudança conformacional A bacteriorrodopsina é uma proteína integral de membrana geralmente ocorrendo sob a forma de distintos pedaços de treliças cristalinas hexagonais de cor púrpura, que podem ocupar até quase 50% da área superficial da célula de uma arqueobactéria. A rede hexagonal se compõe de três cadeias idênticas de proteína, cada uma girada em 120 graus em relação às demais. Cada cadeia é composta de sete alfa-hélices transmembrana e de uma molécula de retinal localizada profundamente em seu interior, a estrutura típica das proteínas de retinilideno. O retinal altera sua conformação ao absorver um fóton, produzindo uma mudança de conformação nas proteínas vizinhas e na bomba de protões.
É a molécula da retina, que muda sua conformação quando absorve um fotão, resultando numa alteração conformacional da proteína circundante e da acção de bombeamento de protões.
Uso As bacteriorrodopsinas vêm sendo utilizadas em diversas aplicações na eletrônica molecular, como a produção de chip de computador, interferômetros e até mesmo a produção de olhos artificiais. Apresenta ainda propriedades antioxidantes e radioprotetoras e é utilizada como aditivo ativo biológico.Pesquisadores russos "jogaram lá em baixo" o preço de produção da bacteriorodopsina. Laboratório de Química do Estado Sólido, acessado em 26 de setembro de 2010
Em 2005, pesquisadores descobriram que a bacteriorrodopsina possui a capacidade de retardar a luz para um valor de até menos de 0,091 mm/s, a menor velocidade obtida até então. O experimento reforçou a aplicabilidade da bacteriorrodopsina em sistemas óticos e redes de telecomunicações.Proteína de bactérias ‘segura’ a luz UNESP, acessado em 26 de setembro de 2010
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