thumb|A Ceia em Emaús. 1601. Por Caravaggio, atualmente na National Gallery, em Londres. thumb|direita|Jantar em Emaús.1618. Por Diego Velázquez, atualmente no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque. Discípulos de Emaús é uma das primeiras aparições de Jesus após a ressurreição, logo após a sua crucificação e à descoberta do túmulo vazio.Luke by Fred B. Craddock 1991 ISBN 0-8042-3123-0 page 284Exploring the Gospel of Luke: an expository commentary by John Phillips 2005 ISBN 0-8254-3377-0 pages 297-230 Tanto o "Encontro na estrada para Emaús" quanto o subsequente Jantar em Emaús, que relata uma refeição que Jesus teve com os dois discípulos após o encontro na estrada, se tornaram temas muito populares na arte. Adicionalmente, o evento se tornou um ponto de inspiração para batizar diversos movimentos religiosos, serviços e atividades cristãs.

O episódio está descrito em , onde se lê também a expressão “fica conosco, Senhor” (), que inspirou diversos textos, orações e canções.

Narrativa bíblica O Evangelho de Lucas descreve um encontro na estrada e uma refeição posterior, narrando como um discípulo de nome Cléopas estava viajando em direção a Emaús com um colega quando eles se encontraram com Jesus. A princípio, eles não o reconheceram e discutiram a tristeza que sentiam com os eventos recentes (a morte de Jesus). Eles o convenceram então a segui-los e a juntar-se a eles numa refeição, durante a qual eles o reconheceram.

Em há um relato similar, que descreve a aparição de Jesus a dois discípulos enquanto eles estavam andando numa zona rural, quase que no mesmo ponto da narrativa evangélica,Catholic Comparative New Testament by Oxford University Press 2006 ISBN 0-19-528299-X page 589 embora Marcos não nos dê o nome e nem o destino destes discípulos:

O Evangelho de Lucas afirma que Jesus ficou com os discípulos e jantou com eles após o encontro na estrada:

thumb|300px|esquerda|Estrada para Emaús.1640. Por Jan Wildens, atualmente no Museu Hermitage, em São Petersburgo. A narrativa detalhada deste episódio é geralmente considerada como uma das melhores narrativas de uma cena bíblica no Evangelho de Lucas.Luke for Everyone by Tom Wright, 2004 ISBN 0-664-22784-8 page 292 No relato, quando Jesus apareceu a Cléopas e o outro discípulo, a princípio os "olhos deles não o puderam reconhecer". Posteriormente, quando Jesus, "estando com eles à mesa, tomando o pão, deu graças, e, partindo-o, dava-lhes", eles o reconheceram. B. P. Robinson argumenta que isto significa que o reconhecimento ocorreu durante a refeição,B. P. Robinson, "The Place of the Emmaus Story in Luke-Acts," NTS 30 , 484. mas Raymond Blacketer nota que "Muitos, talvez a maioria, comentaristas, antigos, modernos e entre eles, enxergaram na revelação da identidade de Jesus durante a quebra do pão como tendo alguma forma de referência ou implicação eucarística".Raymond A. Blacketer, "Word and Sacrament on the Road to Emmaus: Homiletical Reflections on Luke 24:13-35," CTJ 38 , 323.

Muitos dos gnósticos acreditavam que Jesus, não sendo de fato humano, seria capaz de mudar sua aparência à vontade e que estes relatos, juntamente com outros nos apócrifos gnósticos, suportam essa crença.Hoeller, pp. 64-65

Na arte Tanto o encontro na estrada como o subsequente jantar foram representados na arte, mas este último recebeu mais atenção. A arte medieval tende a mostrar o momento antes do reconhecimento de Jesus; Cristo geralmente veste um grande e pomposo chapéu para ajudar a explicar a falha em reconhecê-lo dos discípulos. Este é em geral um grande chapéu de peregrino com um broche ou, mais raramente, um chapéu judeu.

A pintura do jantar de Rembrandt (1648), atualmente no Louvre,:Ficheiro:Rembrandt Harmensz. van Rijn 023.jpg se desenvolve sobre um rascunho que ele fez seis anos antes, no qual o discípulo a sua esquerda havia levantado com as mãos juntas em oração. Em ambas, os discípulos estão espantados, maravilhados, mas não com medo. O servo ignora completamente o momento teofânico que ali acontece.The Biblical Rembrandt by John I. Durham 2004 ISBN 0-86554-886-2 page 144

Ambas versões de Caravaggio, a de Londres:Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 011.jpg e a de Milão,:Ficheiro:Supper at Emmaus-Caravaggio (1606).jpg que têm seis anos de diferença entre si, imitam a cor natural muito bem, mas foram criticadas por falta de decoro. O pintor mostrou Jesus sem a barba e a pintura de Londres mostra frutas sobre a mesa que estariam fora de estação. Além disso, o estalajadeiro aparece servindo vestindo um chapéu.Art, creativity, and the sacred: an anthology in religion and art by Diane Apostolos-Cappadona 1995 ISBN 0-8264-0829-X page 64

Entre outros artistas que pintaram o jantar estão Jacopo Bassano, Pontormo, Vittore Carpaccio, Philippe de Champaigne, Albrecht Dürer, Benedetto Gennari, Jacob Jordaens, Marco Marziale, Pedro Orrente, Tintoretto, Ticiano, Velázquez e Paolo Veronese. O jantar também foi tema escolhido por um dos mais bem-sucedidos falsários de Vermeer, Han van Meegeren.

Ver também

A Ceia em Emaús (por Caravaggio) Abbé Pierre Harmonia evangélica

Ligações externas Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, de João Paulo II

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