Soneto 16 é um dos 154 sonetos de William Shakespeare. Figura-se uma continuação do Soneto 15 e, mais uma vez, Shakespeare pergunta ao jovem por que ele não luta ativamente contra o tempo e a idade tendo um filho.

Traduções Na tradução de Thereza Christina Rocque da Motta,

Mas, por que não lutas com mais destemor Contra o Tempo tirano e sanguinário, E te fortificas contra teu declínio Com meios mais abençoados que minha frágil rima? Estás agora no ápice das horas felizes, E em meio aos jardins ainda em flor, Com o desejo virtuoso carregas as vívidas flores, Mais do que as tuas falsas pinturas. Então, deveriam as linhas que a vida repara Com isto, o lápis do Tempo ou a pena de meu discípulo, Nem pelo valor intrínseco ou beleza visível Podem fazer-te viver diante dos olhos do mundo. Ceder faz com que permaneças, E vivas inspirada pelos teus doces dons.Thereza Christina Rocque da Motta (tradutora), SHAKESPEARE, William. 154 Sonetos. Em Comemoração Aos 400 Anos Da 1ª Edição 1609-2009. Editora Ibis Libris, 1ª edição, 2009. ISBN 8578230264

Referências

Alden, Raymond. The Sonnets of Shakespeare, with Variorum Reading and Commentary. Boston: Houghton-Mifflin, 1916. Baldwin, T. W. On the Literary Genetics of Shakspeare's Sonnets. Urbana: University of Illinois Press, 1950. Booth, Stephen. Shakespeare's Sonnets. New Haven: Yale University Press, 1977. Dowden, Edward. Shakespeare's Sonnets. London, 1881. Hubler, Edwin. The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton: Princeton University Press, 1952. Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge. Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt. Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press.

Ligações externas Análise do soneto

Categoria:Sonetos de William Shakespeare