Soneto 28 foi escrito por William Shakespeare e faz parte dos seus 154 sonetos. O Soneto 28 continua às súplicas do Soneto 27 e a oposição entre o dia e a noite dominam o poema. Ele faz parte dos sonetos endereçados a um jovem do sexo masculino.

Traduções Na tradução de Thereza Christina Rocque da Motta,

Como posso, então, retomar o feliz sofrimento Ao ser impedido da bênção do descanso, Quando a opressão do dia não cessa à noite, Mas se oprime, dia e noite, noite e dia, E ambos (embora inimigos por natureza) Consintam em cumprimentar-se para me torturar, Um por obrigação, o outro, por queixume De que eu trabalhe ainda mais distante de ti? Digo ao dia, para agradá-lo, que és luz, E dou-lhe graças quando as nuvens cobrem o céu; Assim louvo a escura tez noturna, Quando as estrelas não brilham e tu refulges sozinha. Mas o dia prolonga meus pesares, E a noite faz a tristeza parecer ainda maior.Thereza Christina Rocque da Motta (tradutora), SHAKESPEARE, William. 154 Sonetos. Em Comemoração Aos 400 Anos Da 1ª Edição 1609-2009. Editora Ibis Libris, 1ª edição, 2009. ISBN 8578230264

Referências

Alden, Raymond. The Sonnets of Shakespeare, with Variorum Reading and Commentary. Boston: Houghton-Mifflin, 1916. Baldwin, T. W. On the Literary Genetics of Shakspeare's Sonnets. Urbana: University of Illinois Press, 1950. Booth, Stephen. Shakespeare's Sonnets. New Haven: Yale University Press, 1977. Dowden, Edward. Shakespeare's Sonnets. London, 1881. Hubler, Edwin. The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton: Princeton University Press, 1952. Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge. Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt. Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press.

Ligações externas Análise do soneto

Categoria:Sonetos de William Shakespeare