O Museu Antoniano é um museu religioso na vila de Aljezur, na região do Algarve, em Portugal. Está instalado numa antiga capela seiscentista, a Capela de Santo António, dedicada ao santo franciscano de origem lisboeta.

Descrição O museu situa-se na Rua de Santo António, no centro histórico de Aljezur, estando instalado na antiga Capela de Santo António.

É dedicado principalmente à preservação de património religioso ligado a Santo António, sendo principalmente composto por peças dos séculos XIX e XX, possuindo igualmente um importante espólio dos séculos XVII e XVIII. A exposição inclui imagens, quadros, gravuras, livros e moedas antigas, entre outras peças.Vilas e Aldeias do Algarve Rural, 2003:16

O museu foi inaugurado em 1998.

Em Abril de 2017, o museu foi o palco da apresentação do filme «Cal - Da tradição guardo as brasas mas não as cinzas», de João Couto.

Capela de Santo António A antiga Capela de Santo António é um edifício de pequenas dimensões, de traça vernácula da região. As fachadas são de pano único e caiadas em tons brancos, e o telhado é de duas águas, formando beirados salientes nas fachadas laterais. A fachada principal está virada a Sul, tendo sido concebida de forma a adaptar-se ao desnível da rua, terminando numa empena e em cunhais de pedra rusticada. No centro situa-se o pórtico, com uma moldura simples e de verga recta, pintada em tons amarelos.

História da Capela A Capela de Santo António foi construída durante a primeira metade do século XVII, após o rei Filipe II ter autorizado a «Confraria do Bem Aventurado Santo António, da Vila de Aljezur», em 1628. O templo foi quase totalmente destruído pelo Sismo de 1755. Ainda assim, na sua obra Ad perpetuam rei memoriam, de 13 de Abril de 1796, o prior Bernardo Joaquim de Faria referiu que teria sido utilizado como matriz de Aljezur após o terramoto. Durante a sua segunda visitação a Aljezur, em 1792, o bispo anunciou a sua intenção de reconstruir a capela.

Em 7 de Setembro de 1809, o bispo D. Francisco Gomes do Avelar fez a profanação do templo, como ficou referido no Termo de Profanação, inventariado no Cartório Paroquial de Aljezur, passando então a ser utilizado com fins residenciais, embora não tenha sido profundamente alterado. Em 1995 foi adquirido pela Câmara Municipal, que iniciou ainda nesse ano obras de recuperação e adaptação a um espaço museológico.

Ver também Lista de património edificado em Aljezur Casa Museu Pintor José Cercas Castelo de Aljezur Igreja Matriz de Nossa Senhora da Alva Museu Adega de Odeceixe Museu de Arte Sacra Monsenhor Francisco Pardal Museu Municipal de Aljezur Polo Museológico do Moinho

Bibliografia

Ligações externas

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