O Soneto 60 foi escrito por William Shakespeare e faz parte dos seus 154 sonetos.
Análise Como os outros sonetos do autor, o ritmo utillizado é o pentâmetro iâmbico, com o esquema rímico utilizado pelos sonetos ingleses: ABAB CDCD EFEF GG.CAMPOS, Geir - Pequeno Dicionário de Arte Poética- Rio de Janeiro:Edições de Ouro, 1960. pág.187
Sinopse Este soneto, como os primeiros 126, faz parte do grupo de sonetos Fair Youth, escritos para seu jovem interlocutor não revelado.
Nele, vemos que a esperança do poeta está ancorada na imortalidade da poesia, que não seria apenas uma forma literária, antes seria também um local onde é guardado tudo o que nos é estimado.
Traduções Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta A tradutora utilizou uma versão livre, sem se ater a ritmo ou rima, comuns em um soneto.
Tradução de Milton Lins O tradutor manteve-se em decassílabo heroico ou sáfico, mas não perseguiu o ritmo de pentâmetro iâmbico do soneto original, permanecendo fiel ao esquema rímico.
Tradução de José Arantes Júnior Sem se ater ao ritmo usado pelo autor, o tradutor o apresentou em uma forma plástica visual, usando36 caracteres por verso, sem ritmo firmado, mas mantendo o esquema rímico. Como nos outros sonetos por ele traduzidos, acrescentou um título.
Tradução de Plínio Fernandes Toledo Optando pela forma de soneto italiano, construiu sua tradução em versos dodecassílabos, porém com ritmo não muito rígido.
Outras referências Alden, Raymond. The Sonnets of Shakespeare, with Variorum Reading and Commentary. Boston: Houghton-Mifflin, 1916. Baldwin, T. W. On the Literary Genetics of Shakspeare's Sonnets. Urbana: University of Illinois Press, 1950. Booth, Stephen. Shakespeare's Sonnets. New Haven: Yale University Press, 1977. Dowden, Edward. Shakespeare's Sonnets. London, 1881. Hubler, Edwin. The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton: Princeton University Press, 1952. Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge. Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt. Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press. Engle, Lars (2007). William Empson and the Sonnets: A Companion to Shakespeare's Sonnets. Blackwell Limited, Malden. Evans, G. Blakemore, Anthony Hecht, (1996). Shakespeare's Sonnets. Cambridge University Press, Cambridge. Hammond, Paul (2002). Figuring Sex Between Men from Shakespeare to Rochester. Clarendon, New York. Hubler, Edwin (1952). The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton University Press, Princeton. Kerrigan, John (1987). Shakespeare's Sonnets. Penguin, New York. Knights, L. C. (1967). Shakespeare's Sonnets: Elizabethan Poetry. Paul Alpers. Oxford University Press, Oxford. Lopez, Jeremy (2005). Sonnet 35. Greenwood Companion to Shakespeare. pp. 1136–1140. Matz, Robert (2008). The World of Shakespeare's Sonnets: An Introduction. Jefferson, N.C., McFarland & Co.. Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge. Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt. Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press.
Categoria:Sonetos de William Shakespeare