A Eleição do Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2010 ocorreu em 12 de outubro de 2010 durante a 65.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque. A eleição visou determinar quais os cinco lugares não permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas para mandatos de dois anos com início em 1 de janeiro de 2011.

De acordo com a política de rotação do Conselho de Segurança (CSNU), os dez lugares não permanentes no CSNU rodam entre os diversos blocos regionais em que habitualmente os estados-membros da ONU se dividem a si mesmos com fins eleitorais e representativos, e esta foi a divisão:

Um para África (Uganda) Um para Ásia (Japão) Um para América Latina (México) Dois para o Grupo dos Estados da Europa Ocidental e Outros (Áustria e Turquia)

Estes cinco membros estarão representados no CSNU no período 2011-2012.

No Grupo dos Estados da Europa Ocidental e Outros candidataram-se a Alemanha, o Canadá, e Portugal. A Índia concorreu sem oposição pelo bloco da Ásia já que o Cazaquistão desistiu. A África do Sul também não teve oposição no interior do bloco africano e foi apoiada pela União Africana. Depois de ter desistido a favor do Brasil na eleição de 2009, a Colômbia não teve oposição. http://globalmemo.org/2010/08/30/octobers-security-council-elections/

Membros eleitos África: África do Sul substitui Uganda Ásia: Índia substitui Japão GRULAC: Colômbia substitui México GEEOO: Alemanha e Portugal substituem Áustria e Turquia

Resultados Como três dos lugares estavam resolvidos, os resultados foram: a Índia recebeu 187 votos, a África do Sul 182 votos e a Colômbia 186 votos. No Grupo dos Estados da Europa Ocidental e Outros os resultados foram:

Ronda 1 Alemanha 128 Portugal 122 Canadá 114 A Alemanha foi eleita pois ultrapassou a maioria de dois terços.

Ronda 2 Portugal 113 Canadá 78 A seguir a esta ronda o Canadá retirou a sua candidatura.

Ronda 3 Portugal 150 Canadá 32 Portugal foi eleito.

Reações Portugal O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado afirmou que a eleição de Portugal "revela bem que Portugal é hoje um país respeitado, com credibilidade na cena internacional"

Canadá O ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Lawrence Cannon, reconheceu que a política externa do governo conservador teve um papel na explicação do resultado – embora salientasse que essa política era baseada em sólidos princípios democráticos e de defesa dos direitos humanos A culpa foi dirigida para o líder do Partido Liberal do Canadá, Michael Ignatieff, pelo Partido Conservador do Canadá, mas este rejeitou a culpa e classificou-a como "ridícula".

Índia O enviado da Índia às Nações Unidas, Hardeep Singh Puri, afirmou "Trabalhámos muito... lutámos por cada voto"

Atuação esperada em 2011 A entrada da Índia e da África do Sul é vista como um reforço do bloco de países hostis à aplicação de novas sanções ao Irão, motivadas pela sua política de desenvolvimento de energia nuclear que se teme ser aplicado ao desenvolvimento de armas nucleares. Quanto à posição das Nações Unidas relativamente à Coreia do Norte, nada deve mudar pois o seu principal aliado, a República Popular da China, tem direito de veto como membro permanente do CSNU. Sobre a questão do Sudão, a entrada da África do Sul pode pesar num eventual fim do mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional ao presidente sudanês, Omar al-Bashir.

Ver também Lista de membros eleitos para o Conselho de Segurança da ONU

Conselho de Seguranca 2010