Sébastien Olivier Humbert Buemi (Aigle, 31 de outubro de 1988) é um automobilista suíço britânico que atualmente disputa o Campeonato Mundial de Endurance da FIA pela equipe Toyota Gazoo Racing.
Ele disputou a Fórmula E em sua temporada inaugural, inicialmente competindo pela Renault e.dams, e foi campeão da temporada de 2015–16. Seguiu na equipe quando ela passou a ser Nissan e.dams em 2018–19, e se transferiu para a Envision em 2022–23, onde ficou até 2025–26. Já no Mundial de Endurance, Buemi estreou em 2012 pela Toyota, participando da temporada integral desde 2013, e foi quatro vezes campeão em 2014, 2018–19, 2022 e 2023. Venceu quatro vezes as 24 Horas de Le Mans, nas edições de 2018, 2019, 2020 e 2022.
Anteriormente, Buemi competiu pela Scuderia Toro Rosso na Fórmula 1 de a 2011. Depois de deixar a Fórmula 1, ele tornou-se piloto reserva da equipe irmã da Scuderia Toro Rosso, a Red Bull Racing, de 2012 a 2013. Ele retornou à Red Bull Racing em 2019 como reserva. Biografia Sébastien Olivier Humbert Buemi nasceu em Aigle, vila situada em Vaud, na Suíça. Ele é primo de Natacha Gachnang, também piloto, com quem ele treinou em karts na infância. Os dois são netos de Georges Gachnang, que também foi piloto e competiu nas 24 Horas de Le Mans na década de 1960. E Sébastien ainda é sobrinho do empresário Humbert Buemi, dono da Buemi & Sons Company e cônsul honorário suíço no Barém. Sébastien teve que largar os estudos aos dezesseis anos para se dedicar à carreira automobilística.
Ele chegou a morar em Saar, cidade barenita, entre 2009 e 2011, com a família de seu tio, e posteriormente, se mudando para Mônaco e para a Suíça. Em 2013, Sébastien dedicou sua vitória nas 6 Horas do Barém à sua prima Laura, de onze anos à época, que enfrentava uma batalha contra a leucemia.
Buemi é casado com Jennifer, enfermeira pediátrica com quem se relaciona desde a adolescência, e os dois são pais de Jules, nascido em fevereiro de 2016, de Theo, nascido em janeiro de 2018, e de Hugo, nascido em abril de 2023.
Carreira
Anos iniciais Aos 6 anos, Buemi começou no kart e conquistou vários títulos nacionais e continentais. Competiu profissionalmente no cartismo até 2003.
Em 2004, o suíço migrou para os monopostos, fazendo sua estreia na Fórmula BMW alemã. Ele terminou em 3º, somando 188 pontos e sendo superado por Átila Abreu, vice-campeão com 75 pontos a mais que Buemi, e por Sebastian Vettel, campeão com três provas de antecedência, que teve uma vantagem de duzentos pontos sobre Buemi.
Na temporada seguinte, Buemi batalhou intensamente pelo título com Nico Hülkenberg até a última corrida, mas a vitória do alemão e o terceiro lugar do suíço o relegaram ao vice-campeonato, com Buemi sendo superado por Hülkenberg por uma diferença de apenas de cinco pontos. Também foi terceiro na corrida da Fórmula Masters e quarto no Grande Prêmio de Macau. Mesmo assim, Buemi foi integrado ao Red Bull Junior Team.
O apoio da equipe austríaca alçaram Buemi para a Fórmula 3 Euro Series em 2006, onde ele correu pela Mücke Motorsport e terminou em 12º lugar. Em 2007, chegou a liderar o campeonato nas rodadas iniciais, mas foi ultrapassado por Romain Grosjean, com quem brigou pelo título. Ele terminou como vice-campeão da categoria, atrás de Grosjean por onze pontos, embora tenha ficado à frente de Hülkenberg por 23 pontos.
Buemi também fez parte da equipe da Suíça na temporada 2006-07 da A1GP, ao lado de Neel Jani e Marcel Fässler, sendo oitavo colocado.
GP2 Buemi disputou sete rodadas da temporada de 2007 da GP2 Series pela ART Grand Prix, inicialmente substituindo Michael Ammermüller no carro número 1 em Mônaco, e depois entrando no lugar de Mikhail Aleshin entre a sexta e a décima rodada. O suíço foi companheiro de Lucas Di Grassi, seu futuro rival na Fórmula E. Buemi teve dois sétimos lugares como melhores resultados, somando seis pontos e ficando na 21ª colocação. esquerda|miniaturadaimagem|Buemi pilotando a Arden durante a etapa da Espanha da GP2 em 2008 Para 2008, Buemi fez uma parceria com a Trust Team Arden, iniciando a jornada na GP2 Asia Series. Mais uma vez enfrentou Grosjean, mas não conseguiu impedir que o francês dominasse o campeonato. Com apenas uma vitória e uma sequência de quatro segundos lugares nas corridas finais, Buemi somou 37 pontos, quatro a mais do que o terceiro colocado, Vitaly Petrov.
Buemi também fez a temporada completa da GP2 Series pela Arden ao lado de Yelmer Buurman e Luca Filippi, que dividiram o outro carro da equipe. Teve cinco pódios, incluindo duas vitórias, e fechou o ano em sexto lugar, com 50 pontos.
Fórmula 1 esquerda|miniaturadaimagem|160x160px|Buemi em 2008 Em 2008, Buemi ocupou o posto de motorista do Medical Car da Fórmula 1 (um Mercedes C63 AMG Estate) nas 3 últimas provas do calendário da categoria daquele ano (Grande Prêmio do Japão, da China e do Brasil). Naquela oportunidade, o piloto oficial do carro, Jacques Tropenat, estava de licença médica. miniaturadaimagem|Buemi na primeira sessão de treinos do Fez sua estreia na Fórmula 1 como piloto titular em com a Scuderia Toro Rosso, substituindo Vettel, que tinha sido promovido para a Red Bull, e sendo companheiro de seu xará francês Sébastien Bourdais. Teve destaque já na primeira prova do ano, durante o Grande Prêmio da Austrália, que ele terminou em sétimo, uma posição acima de Bourdais, que viria a deixar a equipe no meio da temporada, por quebra de contrato, fazendo com que o espanhol Jaime Alguersuari se tornasse seu mais novo companheiro. Buemi foi o melhor piloto da Toro Rosso do ano, tendo pontuado mais três vezes e igualado seu sétimo lugar no GP do Brasil. Assim, Buemi terminou sua temporada de estreia em décimo sexto lugar, com seis pontos. esquerda|miniaturadaimagem|Buemi no Buemi e Alguersuari seguiram com a STR para . Beneficiado pela mudança no sistema de pontuação, que passou a conceder pontos para quem terminasse entre os dez primeiros, o suíço voltou a pontuar em quatro oportunidades, tendo como maior resultado um oitavo lugar no Canadá. Voltou a fechar o ano em 16º, mas somou dois pontos a mais, superando novamente seu companheiro de equipe, que fez três pontos a menos que ele. miniaturadaimagem|Buemi na primeira sessão de treinos do A Toro Rosso manteve Buemi e Alguersuari em . Essa foi a melhor temporada de ambos, e o suíço pontuou em sete provas. Mas o melhor que pôde fazer foi conquistar 15 pontos, com seu auge sendo um par de oitavos lugares na Austrália e na Hungria, enquanto seu companheiro espanhol teve um par de sétimos lugares, que o fizeram terminar uma posição acima de Buemi na tabela, com o suíço fazendo nove pontos a menos.
Mesmo com essa evolução, a Toro Rosso não quis manter Buemi, nem Alguersuari para , com eles sendo substituídos por Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne. Anos depois, Alguersuari revelou que a equipe os demitiu enquanto eles tomavam café da manhã, e que os responsáveis pela decisão disseram à época que a demissão deles era por que ambos não eram "vencedores".
Com isso, Buemi passou a ser piloto de testes da Red Bull Racing, ficando nesse cargo até 2024. Além de figurar com um dos possíveis substitutos dos titulares das equipes da Red Bull, Buemi faz trabalhos de simulador e participa de eventos promocionais representando a marca.
Mundial de Endurance miniaturadaimagem|Carro que Buemi pilotou nas 24 Horas de Le Mans de 2012, sua estreia no WEC Fora da F1 em 2012, Buemi decidiu se juntar à Toyota para competir na edição daquele ano das 24 Horas de Le Mans, prova que fez parte da temporada inaugural do Mundial de Endurance da FIA. O suíço guiou o carro TS8 Hybrid nº 030 da marca japonesa, sendo companheiro de Anthony Davidson e Stéphane Sarrazin. Mas o trio não terminou a prova, por conta de uma colisão do britânico com um carro da classe GT. esquerda|miniaturadaimagem|200x200px|Sébastien Buemi em 2013 A partir de 2013, Buemi participará de toda a temporada do Campeonato Mundial de Endurance na FIA com a Toyota, que estava começando a competir com a Porsche e a Audi. Em seu retorno às 24 Horas de Le Mans, Buemi foi derrotado pela Audi, mas seu segundo lugar geral o fez subir pela primeira vez ao pódio do clássico das corridas de resistência. Sua primeira vitória do WEC viria nas 6 Horas do Bahrein no final do ano. miniaturadaimagem|Carro de Buemi nas 6 Horas de São Paulo de 2014 2014 é o ano de consagração do híbrido TS040, que Buemi dividiu com Davidson e Nicolas Lapierre. Vencedor em Silverstone, Spa, Fuji e Bahrein, e fazendo importantes pódios em Le Mans, no Circuito das Américas e em São Paulo, Buemi e a tripulação do Toyota nº 8 obtiveram o título de campeões mundiais do WEC.
Em 2015, Buemi e seus companheiros não tiveram o mesmo êxito. Não venceram nenhuma prova, e o único pódio foi em Silverstone, colocando o trio em quinto lugar no campeonato. No ano seguinte, mais dificuldades, principalmente durante a edição de 2016 das 24 Horas de Le Mans. Enquanto Kazuki Nakajima corria rumo à vitória com o TS050 Hybrid, uma avaria aos três minutos de corrida destruiu os sonhos de vitória dos pilotos nº 8. Eles só tiveram um pódio em Xangai e fecharam a temporada em oitavo.
Após a saída da Audi, a luta pelo campeonato mundial de endurance é dividida entre a Toyota e a Porsche. Em 2017, Buemi e o nº 8 tiveram um excelente início, vencendo em Silverstone e Spa. Mas a resposta da Porsche e do trio composto por Timo Bernhard, Earl Bamber e Brendon Hartley foi esmagadora: 4 sucessos consecutivos em Le Mans, Nürburgring, México e Austin. Apesar de três vitórias em Fuji, Xangai e Bahrein, a Toyota e a Buemi tiveram que se contentar com o vice-campeonato. miniaturadaimagem|Buemi pilotando o Toyota TS050 nº 8 em Silverstone, em 2018 A partir da temporada seguinte, a desistência da Porsche deixa campo aberto para a equipe Toyota na classificação geral do WEC. Dividindo o carro com Kazuki Nakajima e Fernando Alonso, Buemi finalmente venceu as 24 Horas de Le Mans e conquistou o seu segundo título mundial de enduro, com uma campanha praticamente perfeita: exceto pela desclassificação em Silverstone, corrida em que eles eram os vencedores originais, o trio do carro 8 nunca terminou uma prova abaixo do segundo lugar. E para coroar essa trajetória, Buemi teve sua segunda vitória consecutiva nas 24 Horas de Le Mans de 2019, prova que encerrou a temporada e o sacramentou como bicampeão do WEC.
Mas para 2019–20, Buemi e seus companheiros Nakajima e Hartley só tiveram duas vitórias: em Fuji e em Le Mans, que marcou o terceiro triunfo seguido de Buemi e Nakajima na prova mais famosa do WEC. Como 2017, o carro 8 da Toyota nunca terminou abaixo do segundo lugar, mas isso foi insuficiente para tirar o título do carro irmão, o número 7, guiado por Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López, que venceram quatro vezes durante a temporada.
Em 2021, o carro 8 teve três vitórias, mas nenhuma delas foi em Le Mans, em que eles terminaram em segundo, atrás do trio do carro 7. O resultado se repetiu na classificação final do campeonato.
Contudo, o melhor estava por vir nas duas temporadas seguintes. Começando por 2022, em que Ryō Hirakawa entrou como substituto de Nakajima no carro 8. A nova formação do trio teve uma campanha similar à de 2017, que só não fez todos os pódios graças ao abandono em Spa-Francorchamps. Mas o ponto alto foi nas 24 Horas de Le Mans daquele ano, em que o carro 8 voltou a vencer, garantindo também a quinta vitória consecutiva da marca japonesa. Com mais uma vitória em Fuji, Buemi e a Toyota número 8 voltaram a ser campeões da categoria, sendo este o terceiro título do suíço.