Germanofilia é a simpatia ou admiração pela cultura alemã. A visão oposta é a germanofobiahttp://blogs.elpais.com/cafe-steiner/2011/10/germanofilia.html. Não deve ser confundido com o pangermanismo, um movimento político-ideológico que busca a unificação ou a expansão da Alemanha, de acordo com circunstâncias históricas.

O termo é utilizado sobretudo nos séculos XIX e XX, após a unificação da Alemanha e a ascensão do Império Alemão. O termo é usado não só politicamente, mas também culturalmente, por exemplo, Slavoj Zizek se refere à tríade geográfica da Europa composta da Inglaterra (o pragmatismo utilitarista), França (a precipitação revolucionária) e Alemanha (o rigor reflexivo). No romantismo britânico do , o antônimo do termo é escandofilia, expressando uma dicotomia associada à cultura anglo-saxã tanto com a cultura germânica ocidental continental, quanto com a cultura germânica setentrional (escandinava) (o "revival viking"). O termo também é usado em oposição à helenofilia, uma afinidade com o "teutônico" ou cultura e ponto de vista em oposição a uma predileção germânica pela Antiguidade Clássica.

Na Europa continental, a partir do final do (principalmente da Guerra Franco-Prussiana de 1870), a dicotomia é bem produzida entre a Alemanha e a França. Os germanófilos optam por alinhar-se com a Alemanha contra uma França vista pejorativamente como chauvinista. O termo paralelo referindo-se a Inglaterra é anglofilia. Por exemplo, na Espanha neutra durante a Primeira Guerra Mundial, havia uma corrente de opinião germanófila contrária à aliadófila (por sua vez dividida entre francófilos e anglófilos). O termo reaparece no contexto da Segunda Guerra Mundial.http://www.hoy.es/20080825/sociedad/criticas-acusan-germanofilia-otras-20080825.html

Henry Louis Mencken é um escritor germanófilo dos EUA do . O termo germanofilia também foi usado (em contextos educativos) para se referir ao sistema educativo alemão dos séculos XIX e XX, com base no grande prestígio internacional de intelectuais alemães, desde a época de Alexander von Humboldt (veja Universidade Humboldt de Berlim), que serviu de modelo para muitas universidades de elite do resto do mundo, de Oslo para Harvard.

Bibliografia TROGAL, Luís Reis. Germanismo e germanofilia numa revista universitária: O Boletim do Instituto Alemão da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1926-1943). Köln Zentrum Portugiesischsprachige Welt Universität zu Köln, 2000. AMADOR, Luis Alberto Lugo. Germanofilia: Origen, estado de la cuestión y perspectivas. Editorial Geópolis, 2012. ISBN 9781105152665.

Ligações externas Los motivos de la germanofilia - Discurso pronunciado no Ateneu de Madri (Seção de Ciências Históricas), 25 de maio de 1917, ao se discutir a atitude da Espanha ante a guerra.

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