As gestões Geraldo Alckmin no governo de São Paulo correspondem aos períodos da história política do estado de São Paulo em que Geraldo Alckmin exerceu o cargo de governador. Elas compreendem dois ciclos administrativos distintos. O primeiro teve início em 2001, quando Alckmin, então vice-governador, assumiu o governo em razão do falecimento do titular, Mário Covas. No ano seguinte, foi eleito para um mandato próprio, permanecendo no cargo até março de 2006, quando renunciou para disputar a Presidência da República. O segundo ciclo iniciou-se em 2011, após sua eleição em 2010. Reeleito em primeiro turno em 2014, com cerca de 57,31% dos votos válidos, permaneceu à frente do governo paulista até abril de 2018, quando renunciou para concorrer novamente à Presidência da República.

2001 até 2006 Posse Em janeiro de 2001, com o agravamento da saúde de Mário Covas, o então vice-governador Geraldo Alckmin assumiu interinamente o governo do Estado de São Paulo em 22 de janeiro de 2001. Covas teve piora rápida de seu estado de saúde e faleceu em março de 2001. Com a morte do governador, foi confirmado no posto, para o qual se reelegeu na eleição para governador do estado em 2002, para o mandato de 2003 até 2007. Neste primeiro momento ele governou até 31 de março de 2006 quando renunciou para se candidatar a Presidente da República, já que no momento, como ele havia tido dois mandatos como governador, logo não poderia ser candidato.

Secretariado

Primeiro mandato

Segundo mandato

Infraestrutura Realizações de Alckmin em infraestrutura:

Aumento da calha do Rio Tietê e a construção de mais vinte piscinões para evitar enchentes na Grande São Paulo Implementação do trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas. Investimento na modernização e ampliação da CPTM e do Metrô. Construção da segunda pista da Rodovia dos Imigrantes. Aumento expressivo do volume de esgoto encaminhado para tratamento, dentro do Programa de Despoluição do Tietê, através da Sabesp.

Metrô thumb|400px|Em Porto Alegre, da esquerda para a direita Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Yeda Crusius e José Serra.22 de outubro de 2006. Foto: Marcello Casal Jr/ABr.

Alckmin investiu na ampliação e criação de novas linhas. Em seu mandato, foi dado o início à construção da Linha 4 e a extensão leste da Linha 2 (em 2012 o nome da linha iria virar Linha 15-Prata), sendo que o primeiro trecho desta extensão, entre as estações Ana Rosa e Imigrantes, foi entregue no último dia de seu mandato.

Alckmin, deu ainda início a um processo de concessão (PPP - Parceria Público Privada) da Linha 4 do metrô paulista. Processo que desencadeou no dia 15 de agosto de 2006 uma greve de 24 horas dos metroviários com o intuito de demonstrar a não concordância dos sindicalistas com esse processo.

O contrato firmado pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para construir a linha 4 adotou um modelo inédito no Brasil para obras do metrô, conhecido como "turn key" (chave na mão), numa tradução livre, sendo um contrato a preço fixo que dá maior autonomia, e permite menor fiscalização às empreiteiras que os contratos tradicionais na execução das obras..

Nessa linha, em janeiro de 2007, houve um grande desmoronamento na rua Capri, nas proximidades da futura estação Pinheiros, em que uma grande cratera se abriu matando sete pessoas, além de danificar dezenas de imóveis, deixando centenas de pessoas desabrigadas: segundo especialistas, tal catástrofe poderia ter sido provocada pela falta de vigilância do Metrô para com a obra que esta sob responsabilidade do Consórcio da Linha Amarela, formado por grandes e importantes empreiteiras. Alckmin, em janeiro de 2007, defendeu-se dizendo que desde abril de 2006 não era mais o governador, e que algumas das perguntas deveriam ser endereçadas aos atuais técnicos e dirigentes.

Técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), encarregados da investigação do acidente, apontaram uma sequência de 11 erros em diversos estágios da obra como causas do acidente, inclusive a baixa qualidade do túnel na estação Pinheiros, citando uma série de desconformidades da construção - dentre elas a falta de ensaios no concreto, a ausência ou quantidade inferior à necessidade de fibras de aço e a presença de placas de concreto de apoio às cambotas (arcos) de sustentação do túnel com dimensão menor do que o previsto - que foram ignoradas pela fiscalização do Metrô e pelos registros oficiais das empreiteiras e que ajudaram a comprometer a qualidade de execução do túnel, além de citar que a obra não tinha plano de emergência adequado. A investigação responsabiliza pelo acidente, além das construtoras, a fiscalização deficiente do Metrô

Durante seu governo também foi entregue o trecho elevado da Linha 5–Lilás, que liga Santo Amaro ao Capão Redondo (Capão Redondo-Largo Treze), o que foi alvo de críticas uma vez que esse trecho não tinha conexões com as demais linhas do metrô, apenas com a Linha C–Celeste do Trem Metropolitano. Em defesa, o ex-governador diz que essa foi uma exigência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), financiador da obra. Segundo o banco, por ser em via elevada, e por isso menos custosa que a subterrânea, esta etapa deveria ser implementada antes do restante do trecho, que liga Santo Amaro á Vila Mariana (distrito) (A obra chegou ao bairro da Vila Mariana em 28 de setembro de 2018).

A integração do complexo metroviário com o sistema de bilhete único dos ônibus municipais de São Paulo também foi iniciado e, segundo Alckmin, traria como benefício aos usuários utilizar ônibus e metrô com uma única tarifa subsidiada.

Intervenções em estações

1.º Gestão (2001–2006) +semmoldura|20x20px Metropolitano de São PauloLinhasEstaçãoObraEntregaRef17x17px LilásCapão RedondoConstrução20/10/2002Campo LimpoVila das BelezasGiovanni GronchiLargo TrezeSanto Amaro16x16px VerdeImigrantes30/03/2006Trem Metropolitano de São Paulo17x17px EsmeraldaVila OlímpiaReconstrução23/03/2001

2.º Gestão (2001–2006) semmoldura|17x17px Metropolitano de São PauloLinhasEstaçãoObraEntregaRef17x17px AmarelaButantãConstrução28/03/2011Pinheiros16/05/2011Luz15/09/2011República15/09/2011Fradique Coutinho15/11/2014Higienópolis–Mackenzie23/01/2018Oscar Freire04/04/201817x17px LilásAdolfo Pinheiro12/02/2014Brooklin06/09/2017Borba Gato06/09/2017Alto da Boa Vista06/09/2017Moema05/04/2018Eucaliptos02/03/201817x17px PrataVila Prudente30/08/2014Oratório30/08/2014São Lucas06/04/2018Camilo Haddad06/04/2018Vila Tolstói06/04/2018Vila União06/04/2018semmoldura|17x17pxTrem Metropolitano de São Paulo17x17px RubiVila AuroraReconstrução09/09/2013Franco da Rocha10/05/201417x17px DiamanteSanta Rita23/04/2014Amador Bueno23/04/2014Jardim Silveira22/03/2018Jardim Belval06/04/2018BarueriReforma18/11/2011Quitaúna26/06/201717x17px CoralSuzanoReconstrução11/02/201617x17px SafiraEngenheiro Goulart04/08/2017São Miguel Paulista29/07/2013ligação=Companhia_Paulista_de_Trens_Metropolitanos|17x17px JadeAeroporto–GuarulhosConstrução31/03/2018Guarulhos-Cecap31/03/2018

Sistema de concessão rodoviária Alckmin, ainda como vice de Covas, adotou o esquema de concessão pública para o gerenciamento das principais estradas paulistas, as maiores e mais movimentadas, que conectam as mais importantes cidades do estado do ponto de vista econômico e populacional.

Doze empresas privadas venceram certame licitatório e possuem autorização para administrar 3,5 mil quilômetros de estradas, cada uma em uma região determinada. As empresas cobram pedágio dos veículos que trafegam na via, sendo uma parte do arrecadado repassado ao governo estadual, outra repassada às prefeituras das cidades lindeiras às rodovias e outra reinvestida pela própria empresa na conservação e melhoria das estradas, além de serviços como guincho, resgate e auxílio mecânico aos motoristas. Alckmin, ao conceder à iniciativa privada as melhores estradas, recebeu, via leilão, recursos para investimentos nas vias de menor importância (estradas vicinais), de difícil privatização.

As empresas privadas selecionadas têm contrato por 20 anos para administrar estas estradas e depois o controle das mesmas volta a ser do estado, cabendo à administração do momento decidir o que fazer.

Com relação à concessão paulista das rodovias Bandeirantes e Anhanguera, estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que o valor real da tarifa de pedágio entre julho de 1994 e julho de 2006, teve alta 204% superior à variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que mede a inflação em São Paulo.

Após as concessões, assim como as tarifas, o número de pedágios disparou. Em 1995, início do governo, havia 11 pedágios no estado; hoje, são 153. Porém, houve aumento de obras, percursos, trechos, trevos e viadutos, no número e na qualidade dos trechos de quilômetros reparados, além da melhoria dos serviços de atendimento ao usuário, que também foram enormemente ampliados.

Apesar dos preços de pedágios elevados com a privatização, as estradas paulistas, que eram bem conceituadas pelos usuários, começaram a ser eleitas em pesquisas e rankings como as melhores do país. É o caso da Rodovia dos Bandeirantes, eleita pela revista Quatro Rodas como a melhor estrada do país.

Apenas duas rodovias mantiveram-se pedagiadas sob controle estatal, caso das Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, sob responsabilidade da estatal Dersa.

Burocracia Poupatempo: herdado da gestão Mário Covas, Alckmin continuou os investimentos na agilização de serviços públicos como o Poupa Tempo, serviço conhecido por manter um atendimento especializado de alta qualidade, que foi ampliado para mais bairros e municípios. Programa de redução da burocracia administrativa. Implementação da assinatura digital para alguns documentos do Governo; isso trocaria a tradicional assinatura do governador por uma eletrônica, com o objetivo de agilizar processos. Aperfeiçoamento e ampliação da Bolsa Eletrônica de Compras (BEC) - Programa de Compras Eletrônicas Via Internet, através de leilão reverso, que gerou, segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado, economia de 4 bilhões de Reais no ano de 2005.

Social Deu continuidade ao programa Bom Prato que oferece refeição completa e balanceada por um real (R$ 1,00). O Bom Prato até então estava disponível apenas nos principais centros urbanos do Estado, mas contava com 21 unidades e eram servidas 30.700 refeições por dia ao final de seu mandato. Ação Jovem, o programa oferece bolsa de sessenta reais por mês para jovens de 15 a 24 anos que não tiveram condições de concluir o ensino básico Programa Acessa São Paulo, até 2005, durante seu governo, havia 201 infocentros atendendo 525 mil pessoas. Atende a população de baixa renda com acesso grátis à Internet. Banco do Povo Paulista, inspirado no modelo de Muhammad Yunus, tem como alvo os pequenos empreendedores, formais e informais, lançando empréstimos entre R$ 200,00 e R$ 5.000,00, com juros de 1% ao mês. Mais de 112 mil financiamentos foram concedidos até 2005. Moradia Popular, Alckmin continuou e incrementou projetos sociais de Mario Covas, como o Programa Paulista de Mutirão e Auto-Gestão através da CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, no qual associações, cooperativas e movimentos populares constroem moradias populares (casas e apartamentos) em sistema de mutirão autogestionado, isto é, os próprios futuros moradores administram todas as fases da construção, inclusive a parte financeira.

Economia thumb|300px|Geraldo Alckmin.

Redução de impostos, como o ICMS. Apesar da redução, o governo constatou que a arrecadação foi maior. Ampliação da Bolsa Eletrônica de Compras (BEC) - sistema de compras do governo em leilão reverso, reduzindo relativamente os preços praticados pelos fornecedores do Estado. Investimentos em logística, com ampliação de portos e rodovias.