thumb|A cisterna bizantina Ptolemais ou Ptolemaida foi uma das antigas capitais da província romana de Cirenaica. Ela foi provavelmente batizada em homenagem a Ptolemeu III Evérgeta. Seu nome latino durante o período romano era Tolmeta, do qual o nome da cidade líbia atual Tolmeita () deriva.
História A cidade foi provavelmente fundada no século VI ou por imigrantes de Barca. Logo ela se tornou uma das cidades fundadoras da federação das cidades-estado da Pentápole. Em , a união foi dissolvida após todas as suas cidades terem se rendido a Alexandre, o Grande. Após a sua morte, a área se tornou parte do Egito ptolemaico. No início do , a região foi conquistada pelo Império Romano e se tornou uma província em separado.
A Tolmeta romana não tinha nenhuma fonte de água local e, por isso, os arquitetos romanos construíram um aqueduto que vinha das montanhas nas redondezas e depositava a água em dezoito enormes galerias sob o fórum, cada uma com mais de 4 metros de altura por 3 de largura. Estas galerias estão em perfeito estado de conservação e foram redescobertas durante a ocupação italiana. No decurso das operações militares contra os rebeldes, descobriu-se que eles as utilizavam como esconderijo. Entre duzentas e trezentas pessoas podiam facilmente se esconder nas galerias subterrâneas.
thumb|esquerda|A "Villa das Colunas" Em 365, um enorme terremoto atingiu a região e destruiu as cinco maiores cidades da da região (Cirene, com seu porto, Apolônia, Arsínoe, Berenice, Balagras e Barca). Ptolemais sobreviveu à tragédia relativamente bem e foi para lá que a maior parte das autoridades se mudou. Ela serviu como capital da Cirenaica até pelo menos , quando foi destruída pelos vândalos. Durante o reino de Justiniano I, a cidade foi reconstruída, mas jamais recuperou sua antiga glória, sendo novamente destruída pelos árabes no
Enterrada nas areias do deserto, as ruínas da cidade permaneceram muito bem preservadas. A oeste da cidade está um conspícuo mausoléu em forma de torre. Além disso, há também um teatro grego recortado nos montes atrás da cidade. Ela é provavelmente a única capital provincial bem preservada no mundo. Em 2001, a missão arqueológica da Universidade de Varsóvia iniciou novas escavações na região. Acredita-se que a área da cidade cubra mais de 2,5 quilômetros quadrados, excluindo-se as muralhas e a enorme necrópole adjacente.
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