Caio Hostílio Mancino () foi um político da gente Hostília da República Romana eleito cônsul em com Marco Emílio Lépido Porcina. Era filho de Aulo Hostílio Mancino, cônsul em e provavelmente irmão do cônsul de , Lúcio Hostílio Mancino.
Campanha na Guerra Numantina
thumb|upright=1|Mapa da conquista da Hispânia mostrando a posição de Numância, onde atuou Caio Hostílio Mancino
Em , Mancino foi nomeado pretor e, no ano seguinte, já como propretor, o Senado enviou-o à Hispânia Citerior com ordens de esmagar os numantinos que estava em revolta. Em , foi eleito cônsul com Marco Emílio Lépido Porcina, obtendo a administração proconsular da província da Hispânia Citerior, enquanto ao seu companheiro lhe correspondeu a Hispânia Ulterior.
Com esta nomeação, substituiu Quinto Pompeu Aulo e Marco Popílio Lenas, que tentaram sem sucesso vencer os numantinos. Independentemente do péssimo precedente, com Hostílio a situação piorou ainda mais, pois ele foi derrotado em todos os combates contra os rebeldes. Numa ocasião, os numantinos saíram de Numância, que estava cercada, e conseguiram cercar acampamento romano, obrigando Mancino a aceitar um tratado muito desfavorável aos interesses romanos — que poderia ter sido ainda muito pior se não estivesse presente o seu questor, Tibério GracoPlutarco, Tibério Graco 5.4. — para salvar a vida dos soldados sob as suas ordens e a sua própria.
Punição Enquanto o povo romano recebeu Graco como um herói, Mancino acabou imputado pelo senado, que rejeitou o acordo firmado por ele. Cipião Emiliano salvou Graco e outros militares do mesmo destino do comandante, que os senadores enviaram a Numância para responder por que o seu tratado não seria cumprido, repetindo o que já havia sido feito quase 100 anos antes, quando, depois da derrota na Batalha das Forcas Caudinas (), os vinte comandantes responsáveis pelo desastre foram entregues aos samnitas.Plutarco, Tibério Graco, 7.2-3.
Segundo Apiano, Hostílio foi levado a Numância, mas os numantinos se recusaram a ficar com ele.Apiano, História Romana, Sect. 83. Quando retornou a Roma, Hostílio retomou o seu assento no Senado, mas foi expulso violentamente pelo tribuno da plebe Públio Rutílio, que afirmou que ele havia perdido a cidadania romana ao ser entregue a Numância, que, ao não ser efetivada, provocou um conflito jurídico. No final, decidiu-se que ele perderia pelo menos os seus direitos civis. Contudo, é provável que ele os tenha recuperado posteriormente, pois sabe-se, por Aurélio Vítor, que ele foi eleito pretor depois.Aurélio Vítor, Vir. Chustr. 59 Por causa de sua desastrosa campanha em território hispânico, Plutarco o descreveu assim:
Ver também
Bibliografia
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século II a.C. Categoria:Nascidos no século II a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Mortos no século II a.C. Categoria:Controvérsia dos irmãos Graco Categoria:Procônsules da Hispânia Categoria:Pretores da República Romana Categoria:Propretores da República Romana Categoria:Hostilii Categoria:Terceira Guerra Celtibera