A Batalha de Almansa, travada em 25 de abril de 1707, foi um dos combates mais decisivos da Guerra da Sucessão Espanhola. Em Almansa, o exército franco-espanhol, sob o comando do duque de BerwickBerwick era o filho ilegítimo do Rei exilado Jaime II de Inglaterra, que havia retomado serviço no exército francês após o seu exílio e de seu pai. derrotou as forças aliadas de Portugal, Grã-Bretanha e das Províncias Unidas liderada por Henri de Massue, I Conde de Galway,Galway era um huguenote francês que tinha ingressado no serviço militar inglês no reinado de Guilherme III de Inglaterra recuperando a maior parte do leste da Espanha para os Bourbons.
O conflito é descrito como "provavelmente a única batalha na história em que as forças britânicas foram comandadas por um francês, e as forças francesas por um britânico."
A batalha A batalha começou às 15 horas do dia 25 de abril . Os aliados, partidários do arquiduque Carlos, alinharam 42 batalhões de infantaria, cada um composto de 400 homens e 60 esquadrões de cavalaria de 100 cavaleiros cada, enquanto os borbónicos dispunham de 50 batalhões de infantaria e 81 esquadrões de cavalaria, formando dois exércitos com duas linhas de profundidade. O exército Bourbon de cerca de 25 000 homens era composto por tropas espanholas e francesas em igual proporção, bem como um regimento irlandês.
A batalha começou com fogo de artilharia. Quando Galway enviou suas reservas para um ataque ao centro de Bourbon, Berwick desencadeou uma grande força de cavalaria franco-espanhola contra as enfraquecidas linhas anglo-portuguesas, varrendo a cavalaria portuguesa. Quando o pânico geral se instalou, só as forças portuguesas lutavam, sendo cercadas em três lados, acabaram de se render ao anoitecer. Galway perdeu 5 000 homens e 12 000 foram feitos prisioneiros; do seu exército de 22 000, apenas 5 000 escaparam para Tortosa.
Consequências A vitória filipista em Almansa significou um grande passo na consolidação do domínio borbónico em Espanha. Com o principal exército pro-Habsburgo na península, o duque de Anjou toma a iniciativa e James Fitz-James Stuart dirige-se para o Ebro Enrique Giménez López, Los corregidores de Alicante. Perfil sociológico y político de una élite militar enquanto François Bidal de Asfeld se encarrega de capturar as cidades do sul do Reino de Valência. William Young, International Politics and Warfare in the Age of Louis XIV and Peter the Great, p.405 A partir de então, apenas a Catalunha e as Ilhas Baleares manteriam a sua fidelidade ao Arquiduque Carlos, porquanto os ingleses e o próprio arquiduque, que havia herdado o império aquando da morte do seu irmão José I, perdem interesse pelo conflito e acabam por assinar o Tratado de Utreque em 1713. A guerra duraria até 1715, ano da rendição das Pitiusas.
Finalizada a guerra, o monarca empreende uma profunda reforma administrativa do Estado, de caráter centralista. Significa isto o enfortecimento do Conselho de Castela e, em 1716, o Decreto do Novo Plano à Coroa de Aragão, pelo qual se dissolvem as suas principais instituições e se reduz ao mínimo a sua autonomia. A cidade de Játiva é queimada e tem o seu nome mudado para San Felipe, como forma de punição. Em memória desses fatos, ainda hoje o retrato do monarca Felipe V, de cabeça para baixo, está em exposição no museu local de L'Almodí.
A batalha perdura no imaginário valenciano, através de celebrações anuais a 25 de abril reivindicativas do nacionalismo e valencianismo e particularmente através de um dito popular na atual Comunidade Valenciana que relembra a derrota, Quan el mal ve d'Almansa, a tots alcança ("Quando o mal vem de Almansa, a todos alcança").
Ver também
Portugal na Guerra da Sucessão Espanhola Campanha de Madrid
Bibliografia
Ligações externas
A Batalha de Almansa, O sangue de afirmação de Portugal, por Tenente -Coronel Mestre João Vieira Borges, XV Colóquio da História Militar
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