thumb|250px|Thomas Hawley, Clarenceux Rei de Armas. Rei de armas constitui a categoria mais elevada de oficial de armas, no âmbito da heráldica. Aos reis de armas está confiada a autoridade para o registo de brasões, a elaboração de cartas de brasão de armas, a certificação de genealogias e títulos nobiliárquicos e a garantia do cumprimento das leis heráldicas.
Na hierarquia dos oficiais de armas, abaixo dos reis de armas situavam-se os arautos e abaixo destes os passavantes.
Funções O rei de armas era um título de dignidade e honra que davam os reis aos cavaleiros mais esforçados que eram responsáveis por alertar sobre as façanhas militares de outros e depor sobre eles para a sua remuneração e recompensa, decidir em causas duvidosas dos feitos de armas, denunciar as guerras, assentar paz, assistir aos conselhos de guerra e interpretar as letras escritas em língua estrangeira aos reis. Suas insígnias eram as armas e brasão do imperador ou rei, sem nenhuma ofensiva pois não guerreavam.Diccionario enciclopédico popular ilustrado Salvat (1906-1914)
Este cargo teve muitas prerrogativas e grande importância nos últimos séculos da Idade Média, especialmente na organização dos torneios e na formulação das suas regras.
A eles se devem os primeiros livros de Heráldica entre os quais foram célebres o livro do Heraldo Berry, primeiro heraldo de Carlos VII da França e o de Heraldo Sicilia que o foi de Afonso V de Aragão, ambos da primeira metade do século XV.
Reis de armas em diversos estados miniaturadaimagem|Tabardo e colar de um rei de armas português do século XVIII, Museu Nacional dos Coches, Lisboa. Portugal Em Portugal, o ofício foi organizado de forma sistemática pela primeira vez sob as ordens de Dom Manuel I, fazendo reunir todos os brasões, insígnias e letreiros, para acabar com o livre-arbítrio no uso das armas e concessão de brasões. Provavelmente, o primeiro Rei de Armas de Portugal teria sido António Godinho, mas seus escritos desapareceram no Terramoto de 1755. Sobreviveram os livros heráldicos de João Rodrigues e de António Rodrigues. Em 1521, António de Holanda foi nomeado Passavante por D. Manuel I, em 1534, Rei de Armas e, em 1536 Escrivão da Nobreza por D. João III.Maria Luiza Zanatta de Souza, "A Viagem de Francisco de Holanda (c.1538-1540)", Revista Diálogos Mediterrânicos, nº 15 – Novembro/2018, pp. 11-30.
Brasil miniaturadaimagem|esquerda|Carta de brasão do barão de Melgaço, assinada pelo rei de armas Manoel dos Santos Carramona. No Brasil Império, houve dois Reis de Armas, Possidônio Carneiro da Fonseca Costa e Luís Aleixo Boulanger. Já de acordo com o Anuário do Museu Imperial a situação foi a seguinte: "Durante o governo de D. João VI no Brasil, foi rei d’armas Portugal, Isidoro da Costa e Oliveira. No governo de d. Pedro II, José da Silva Rodrigues, e depois de 1870 Manuel dos Santos Carramona".Anuário do Museu Imperial de 1949, página 36 [pdf nº 76 ]
Ver também Armadura Armorial Livro do Armeiro-Mor Livro da Nobreza e Perfeiçam das Armas Armeiro-Mor do Reino de Portugal Oficial de armas
Categoria:Heráldica