Andrea Yates (nascida Andrea Kennedy em 2 de julho de 1964) é uma moradora de Houston, Texas, que matou seus cinco filhos pequenos, afogando-os na banheira de sua casa em 20 de junho de 2001.Spitz, D.J. (2006): Investigation of Bodies in Water. In: Spitz, W.U. & Spitz, D.J. (eds): Spitz and Fisher’s Medicolegal Investigation of Death. Guideline for the Application of Pathology to Crime Investigations (Fourth edition), Charles C. Thomas, pp.: 846-881; Springfield, Illinois. Ela vinha sofrendo há anos de depressão pós-parto e psicose severas.Aaron Brown,CNN Newsnight with Aaron Brown, Feb. 20, 2002 Transcript; Suzanne O'Malley, Are You Alone? The Unspeakable Crime of Andrea Yates, Simon & Schuster, c. 2004, p.117, 118, 170, 240 Sua condenação foi por crime capital, em 2002, cuja sentença de prisão perpétua com liberdade condicional depois de 40 anos foi revista mais tarde no julgamento de apelação. Em 26 de julho de 2006, um júri texano considerou Yates inocente por razões de insanidade. Ela foi encaminhada pelo tribunal a um hospital psiquiátrico de segurança máxima, onde recebeu tratamento médico e conheceu sua colega de quarto, Dena Schlosser, outra mulher que matou a filha.Not Guilty Verdict for Andrea Yates; Missing Girl's Body Found in Utah; Nancy Grace; CNN; July 26, 2006 Em janeiro de 2007, Andrea foi transferida para um hospital para doentes mentais de segurança mínima em Kerrville, Texas.

Resumo Andrea Yates nasceu em Houston, filha de Jutta Karin Koehler, uma imigrante alemã, e de Andrew Emmet Kennedy, de ascendência irlandesa. Ela é a mais nova de cinco filhos e foi criada dentro de uma família católica. Completou o ensino médio na Milby High School, em 1982, como uma das melhores da classe, foi capitã do time de natação e oficial da Sociedade de Honra Nacional., Duke Journal of Gender Law & Policy Ela completou os dois anos do programa preparatório de enfermagem e se formou em 1986 pela Universidade de escola de enfermagem do Texas em Houston. Trabalhou como enfermeira registrada no Centro contra câncer da Universidade do Texas de 1986 até 1994.

No verão de 1989, ela conheceu Russell “Rusty” Yates, de 25 anos, e logo foram morar juntos, casando-se em 17 de abril de 1993. Na época, Rusty e Andrea disseram que “teriam tantos bebês quanto à natureza os permitisse”. Mais tarde, compraram uma casa de quatro cômodos na cidade de Friendswood. Após o nascimento de seu primeiro filho, Noah, em fevereiro de 1994, Rusty aceitou um emprego na Flórida, mudando-se com a família para um pequeno trailer em Seminole. Depois do nascimento de seu terceiro filho, Paul, eles retornaram para Houston, e compraram um mini-ônibus GMC motor home. Foi depois do nascimento do quarto filho, Luke, que Andrea caiu em depressão. Sua condição pode ter sido despertada pelos sermões extremistas de Michael Peter Woroniecki, o pastor que lhes vendera o ônibus. A família de Andrea ficou preocupada pelo modo como ela foi cativada pelas palavras do ministro.

Em 16 de junho de 1999, Rusty encontrou Andrea tremendo e roendo as unhas. No dia seguinte, ela tentou o suicídio por overdose de medicamentos. Andrea foi internada e medicada com antidepressivos. Logo após sua alta, ela implorou ao marido para deixá-la morrer enquanto segurava uma faca contra o pescoço. Hospitalizada mais uma vez, ela foi medicada com Haldol e drogas antipsicóticas. Ela melhorou imediatamente e saiu do hospital com a prescrição do Hadol. Depois disso, a família mudou-se para uma pequena casa por causa da saúde de Andrea. As coisas estavam indo bem, até que em julho de 1999, Andrea sofreu um surto nervoso que resultou em duas tentativas de suicídio e duas internações psiquiátricas. Ela foi diagnosticada com psicose pós-parto.

Sua primeira psiquiatra, Dra. Eileen Starbranch, testemunhou que ela desencorajou o casal a ter mais filhos, pois isso preveniria uma futura depressão psicótica. Os Yates conceberam seu quinto e último filho aproximadamente sete semanas após sua alta.Doctor: I Warned Andrea Yates Not to Have Any More Children . Fox News Channel. July 7, 2006. Retrieved October 3, 2009. Andrea parou de tomar o Hadol em março de 2000 e deu à luz Mary Yates em 30 de novembro do mesmo ano. Ela parecia estar superando as dificuldades até a morte de seu pai, em 12 de março de 2001. Ela então parou de falar, se auto-mutilava, e lia a Bíblia fervorosamente. Andrea também parou de amamentar Mary. Ela estava tão incapacitada que carecia de hospitalização imediata. Em 1 de abril de 2001 ela foi para os cuidados do Dr. Mohammed Saeed. Foi tratada e liberada. Em 3 de maio de 2001, ela regrediu para um estado próximo ao catatônico e preparou um banho no meio do dia; Ela confessaria mais tarde que tinha a intenção de afogar as crianças naquele dia, mas mudou de ideia. Andrea foi hospitalizada no dia seguinte depois de uma visita médica agendada; o psiquiatra entendeu que ela estava com tendências suicidas e que tinha enchido a banheira para se afogar.Suzanne O'Malley, Are You There Alone?, p. 20

Andrea continuou sob os cuidados do Dr. Saeed até 20 de junho de 2001, e orientou Russell a não deixá-la sozinha. Russell foi trabalhar neste dia, deixando Andrea cuidando das cinco crianças.Yates not Grossly Psychotic before Drownings Dietz testifies; Dale Lezon; Houston Chronicle; July 13, 2006 A pedido de Russel, sua mãe, Dora Yates, chegaria uma hora depois para ajudar Andrea. No espaço de uma hora, Andrea Yates afogou todos os cinco filhos.Brother: Yates thought drownings `best thing' / He says sister felt she was a bad mom; RUTH RENDON; Houston Chronicle; July 14, 2001 Ela começou com os meninos mais novos, e depois de afogá-los, os deitou em sua cama. Depois ela afogou Mary, que deixou boiando na banheira. O filho mais velho, Noah, perguntou o que havia de errado com Mary. Noah então tentou correr, mas Andrea logo o pegou e o afogou. Ela então o deixou boiando na banheira e colocou Mary nos braços de seus irmãos. Logo depois ela chamou a polícia. Depois ligou para o marido, dizendo e repetindo apenas três palavras: “Está na hora”.

Julgamentos Andrea confessou ter afogado seus filhos. Ela disse ao Dr. Michael Welner ter esperado o marido sair para trabalhar naquela manhã antes de encher a banheira, pois sabia que ele a impediria de machucar as crianças. Depois das mortes, a polícia encontrou o cachorro da família preso. Russell disse à Welner que o cachorro normalmente ficava solto, levando o psiquiatra a acreditar que Andrea prendera o cão da família para que ele não a impedisse de afogar as crianças uma a uma. Apesar de os peritos da defesa terem concordado que Andrea era psicótica, a lei no Texas exige que, para alegar insanidade, a defesa prove que a ré não sabia discernir entre o certo e o errado na hora do crime. Em Março de 2002, o júri negou a defesa por insanidade e considerou Andrea culpada. Apesar de o promotor ter pedido a pena de morte, o júri recusou essa opção. O tribunal sentenciou Andrea Yates à prisão perpétua, com possibilidade de condicional depois de 40 anos. Em 6 de janeiro de 2005, um tribunal de apelação do Texas reverteu a condenação depois que o psiquiatra californiano e testemunha da promotoria, Dr. Park Dietz, admitiu ter dado falso testemunho durante o julgamento. Dietz testemunhou que um pouco antes dos assassinatos, um episódio da série de televisão Law & Order levou ao ar uma mulher que havia afogado os filhos e que tinha sido inocentada por insanidade. A autora Suzanne O’Malley, que cobria o julgamento para a revista Oprah e que era ex-roteirista do seriado, imediatamente anunciou que tal episódio não existia. O tribunal de apelação entendeu que o júri havia sido influenciado por aquela falsa declaração e que um novo julgamento seria necessário.

Em 9 de janeiro de 2006, Andrea Yates declarou-se inocente por razões de insanidade. Em 1 de fevereiro de 2006, ela foi libertada sob fiança com a condição de que se internasse numa unidade de tratamento de saúde mental. Em 26 de julho de 2006, depois de três dias de deliberações, o júri declarou Andrea inocente por insanidade, como definido pelo estado do Texas. Ela foi consequentemente admitida no Hospital North Texas State, em Vernon Campus. Em janeiro de 2007, Andrea foi transferida para um hospital de saúde mental de segurança mínima, em Kerrville, Texas.

Responsabilidade pela morte das crianças

Andrea Yates Embora tanto os psiquiatras da promotoria quanto da defesa concordem que Andrea estava muito doente mentalmente, com uma de várias doenças psicóticas na época que matou os filhos, o estado do Texas assumiu que, por definição legal, ela estava ciente o suficiente para julgar suas ações como erradas ou certas, apesar de seus problemas mentais. A promotoria implicou posteriormente como motivo para as mortes, vingança contra o esposo, apesar da alegação pelos peritos da defesa de que não havia nenhuma evidência de tal motivação. O júri original, apesar de considerar que Andrea sabia distinguir o certo do errado, não concordou com a tese da promotoria de que ela queria se vingar do marido. O júri de 2006 discordou completamente da promotoria e a condenação de 2002 foi revogada. Andrea sofreu de bulimia durante a adolescência. Também sofria de depressão, e quando tinha 17 anos, chegou a falar sobre suicídio com uma amiga. Enquanto estava na prisão, Andrea disse que pensou em matar as crianças durante dois anos, dizendo que eles não a consideravam boa mãe e que acreditava que seus filhos não estavam se desenvolvendo adequadamente. Ela disse ao psiquiatra da prisão: “Era o sétimo pecado mortal. Meus filhos não eram justos. Tropeçaram, porque eu estava mal. Do jeito que eu os estava criando, eles nunca poderiam ser salvos. Eles foram condenados a perecer nas chamas do inferno”.

Russell Yates De acordo com seu testemunho no tribunal em 2006, o Dr. Saeed aconselhou Russell Yates a não deixar sua paciente sem supervisão. Russell, entretanto, começou a deixar sua esposa sozinha com as crianças nas semanas que antecederam aos afogamentos por curtos espaços de tempo, na esperança de melhorar a independência da mulher. Ele disse a parentes que pretendia deixar Andrea sozinha por uma hora durante a manhã e à tardezinha, para que ela não se tornasse totalmente dependente dele ou de sua mãe em detrimento de suas responsabilidades maternais. O irmão de Andrea, Brian Kennedy, disse à Larry King, em seu programa na CNN chamado Larry King Live, que Russell havia dito em 2001, enquanto a levava para a unidade de tratamento de Devereux, que toda pessoa deprimida precisava de um chutezinho nas calças para motivá-la. A mãe de Andrea, Jutta Karin Kennedy, expressou espanto quando ouviu os planos de Russell durante um jantar de confraternização, e disse que ela (Andrea) não estava estável o suficiente para cuidar das crianças. Ela percebeu que a filha não estava em seu juízo perfeito ao quase fazer o bebê Mary engasgar ao tentar alimentá-la com alimentos sólidos mesmo quando a menina ainda não tinha dentes.