Marco Túlio Cícero (n. 64 a.C.; ), conhecido como Cícero Menor ou Cícero, o Jovem, foi um político gente Túlia da República Romana nomeado cônsul sufecto sucedendo a Caio Antíscio Veto em meados de setembro, servindo com o cônsul Otaviano. Era filho de Marco Túlio Cícero, o famoso historiador e cônsul em 63 a.C., com sua esposa TerênciaSmith, Vol.1 p.746 n.7.

Família e adolescência Cícero, o Jovem, nasceu em 64 a.C., aparentemente no mesmo dia em que Lúcio Júlio César e Caio Márcio Fígulo foram eleitos cônsulesCícero, I 2. Ele era filho de Cícero, que, como um grande orador e senador consular, foi um dos principais personagens da República Romana no século I a.C., e de sua primeira esposa Terência, que morreu em decorrência do parto. Ele tinha uma irmã mais velha, Túlia Cícera, que nasceu em 79 e morreu em 45 a.C..

Com frequência, seu pai, em suas cartas, se refere a seu filho em termos afetuosos e os dois viajaram juntos até a Cilícia em 51 a.C.. No outono seguinte à chegada dos dois, Cícero, o jovem, foi enviado com um primo, Quinto Cícero, para uma visita ao rei Deiotaro da GaláciaCícero, Epistulae ad Atticum V 17 enquanto o procônsul prosseguia a guerra contra rebeldes nos montes Amanos. Quando voltou para a Itália, no final de 50 a.C., foi investido com a toga viril, em Arpino, no mês de março de 49 a.C.Cícero, Epistulae ad Atticum IX 6, 19.

Juventude e educação Desde muito pequeno, o jovem Cícero demonstrou interesse em seguir a carreira militar. Quando irrompeu a guerra civil, em 49 a.C., tinha apenas dezesseis anos, mas ainda assim seguiu para a Grécia e se juntou ao exécito de Pompeu, no qual recebeu o comando de uma esquadrão de cavalariaCícero, De Officiis II 13T. Robert S. Broughton, Vol. ii. p. 270. Depois da derrota de Pompeu na Batalha de Farsalos, em 48 a.C., foi perdoado por Júlio César.

Posteriormente, permaneceu em Brundísio até a chegada de César do orienteCícero, Epistulae ad Familiares XIV 11; Epistulae ad Atticum XI 18 e foi eleito pouco depois, em 46 a.C., juntamente com Quinto e um tal "M. Césio", para a função de edil em ArpinoCícero, Epistulae ad Familiares XIII 11 e, na primavera seguinte (45 a.C.), expressou o desejo de seguir para a Hispânia para participar da guerra contra os filhos de Pompeu.

Foi, apesar disto, persuadido por seu pai a abandonar este projetoCícero, Epistulae ad Atticum XII 7 e enviado a Atenas para prosseguir seus estudos juntamente com vários outros proeminentes jovens romanos. Enquanto estava lá, escreveu uma carta a TiroCícero, Epistulae ad Familiares XVI 21, um escravo e, mais tarde, liberto da família de Cícero, na qual afirma estar praticando a declamação do grego com GórgiasCícero, Epistulae ad Atticum XII 27, 32, mas teve que deixar de fazê-lo, pois seu pai, a quem não queria ofender, pediu. Cícero, o Jovem, estudou depois a declamação do grego com Cássio e latim com Bruto, os dois líderes do grupo que tramou o assassinato de César, que, depois disto, estavam na Grécia tentando de angariar apoio em sua guerra contra o Segundo TriunviratoCícero, Epistulae ad Atticum XIV 16, XV 4, 6, 17, 20, XVI 1; Epistulae ad Familiares XII 16..

Vingador Depois que seu pai foi assassinado, em 43 a.C., por ordem de Marco Antônio, Cícero se uniu ao exército dos liberatores, encabeçado por Cássio e Bruto. Este último o elevou à posição de tribuno militar, na qual conseguiu derrotar uma legião comandada por Lúcio Pisão, um dos legados de Antônio, e prender Caio Antônio, além de muitos outros serviços realizados durante a campanha na MacedôniaT. Robert S. Broughton, vol. ii. p. 355. Quando o exército republicano foi derrotado na Batalha de Filipos, fugiu com Cássio de ParmaRobert S. Broughton, vol. ii. p. 355 para se unir, em seguida, a Sexto Pompeu na Sicília. Depois da anistia proferida depois do Pacto de Miseno em favor dos exilados, voltou a Roma em 39 a.C..

Viveu na capital romana sem participar da vida política até que Otaviano, talvez arrependido pela traição contra o pai dele, nomeou-o para uma posição no Colégio dos ÁuguresRobert S. Broughton, vol. ii. p. 425. Depois da disputa final contra Antônio, Cícero participou da Batalha de Ácio, em 31 a.C., e assumiu, em 13 de setembro do ano seguinte, o cargo de cônsul sufecto no lugar de Caio Antíscio Veto e serviu com Otaviano.

Por uma coincidência singular, coube a Cícero, o cônsul, a incumbência de anunciar a morte de Marco Antônio ao Senado Romano. Coube a ele também revogar todas as honras que Antônio tinha e destruir todas as suas estátuas ("damnatio memoriae"), além de decretar que nenhum outro membro da gente Antônia poderia assumir o nome "Marco" novamente. Segundo Plutarco:

Pouco depois, foi nomeado governador da província da Ásia, ou, segundo outras fontes, procônsul da Síria entre 28 e 25 a.C., desaparecendo do registro histórico depois disto<ref>Plínio, História Natural XXII 3, & c, XIV 28; Sêneca, Suasor. 6, De Beneficiis IV 30; Plutarco, Vidas Paralelas, Cícero e Bruto; Apiano, De bellis civilibus IV 19, 20, V 2.; Dião Cássio, História Romana XIV 15, XLVI 3, 18, 41, 19</ref>.

Ver também

Bibliografia

Broughton, T. Robert S., The Magistrates of the Roman Republic, Vol II (1952) Broughton, T. Robert S., The Magistrates of the Roman Republic'', Vol III (1986)

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