História A primeira lista das espécies da flora brasileira ameaçada de extinção foi publicada pela Portaria IBDF n.º 303 de 29 de maio de 1968, e incluía apenas 13 espécies Ministério do Meio Ambiente. Flora Ameaçada. Disponível em: http://www.mma.gov.br/biodiversidade/esp%C3%A9cies-amea%C3%A7adas-de-extin%C3%A7%C3%A3o/flora-amea%C3%A7adaPortaria IBDF n.º 303 de 29 de maio de 1968, Disponível em: http://www.mma.gov.br/estruturas/179/_arquivos/179_05122008033542.pdf. Depois de 12 anos, uma versão atualizada da lista foi publicada pela Portaria IBDF n.º 093/80-P de 05 de fevereiro de 1980Portaria IBDF n.º 093/80-P de 05 de fevereiro de 1980, Disponível em: http://www.mma.gov.br/estruturas/179/_arquivos/179_05122008033600.pdf, que apenas incluiu mais uma espécie à lista anterior.

Cerca de três anos após sua criação, o IBAMA (órgão que unificou o IBDF, a Supede, Sudhevea e a Secretaria Especial de Meio Ambiente - Sema) MARCONDES, S. Brasil, amor à primeira vista! – Viagem ambiental do Brasil do século XVI ao XXI, Ed. Peirópolis, 2005. publicou uma nova lista, com 108 espécies ameaçadas, através da Portaria Nº 37-N, de 3 de abril de 1992Portaria Nº 37-N, de 3 de abril de 1992, Disponível em: http://www.mma.gov.br/estruturas/179/_arquivos/179_05122008033646.pdf. Em 2005, por iniciativa da Fundação Biodiversitas, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Sociedade Botânica do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rede Brasileira de Jardins Botânicos e a Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte foi realizado um workshop em Belo Horizonte, Minas Gerais, visando revisar esta lista. Foram definidas 1.537 espécies ameaçadas de extinção com o apoio da comunidade científica brasileira: especialistas, pesquisadores e interessados que contribuíram com seus conhecimentos nessa avaliação Fundação Biodiversitas Link: http://www.biodiversitas.org.br/floraBr/ .

Em 23 de setembro de 2008, o Ministério do Meio Ambiente publicou uma nova lista, por meio da Instrução Normativa MMA nº 06Instrução Normativa MMA nº 06, Disponível em: http://www.mma.gov.br/estruturas/ascom_boletins/_arquivos/83_19092008034949.pdf , incluiu várias centenas de espécies, agrupadas em dois grandes grupos: ANEXO I (Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção) e Anexo II (Lista de Espécies da Flora Brasileira com Deficiência de Dados). Ainda em 2008, foi criado o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), órgão vinculado ao Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ, que tem atribuição geral de gerar, coordenar e difundir informação sobre biodiversidade e conservação da flora brasileira ameaçada de extinção CNC Flora. Quem Somos. Disponível em: http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/quem-somos .

Em 17 de dezembro de 2014, por meio da Portaria n° 443, de 17 de dezembro de 2014, o Ministério do Meio Ambiente publicou a Lista Nacional das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, a partir da avaliação do risco de extinção das espécies conduzido pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFLORA/JBRJ). O processo de construção da lista está descrito em: http://www.cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/listavermelha.

Métodos Os critérios e categorias utilizados para a avaliação do nível de ameaça de extinção das espécies e sua inclusão nas listas vermelhas são definidos pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), em duas publicações principais: IUCN RED LIST CATEGORIES AND CRITERIA, Version 3.1, Second edition (2000).IUCN (2000) IUCN RED LIST CATEGORIES AND CRITERIA. Disponível em: http://jr.iucnredlist.org/documents/redlist_cats_crit_en.pdf . GUIDELINES FOR APPLICATION OF IUCN RED LIST CRITERIA AT REGIONAL AND NATIONAL LEVELS, Version 4.0 (2010). IUCN (2010) GUIDELINES FOR APPLICATION OF IUCN RED LIST CRITERIA AT REGIONAL AND NATIONAL LEVELS. Disponível em: http://www.iucnredlist.org/documents/reg_guidelines_en.pdf .

Categorias e Critérios

Para categorizar as espécies nos diferentes níveis de ameaça, são considerados os seguintes critérios conforme sumário das categorias e critérios IUCN (2000; 2010):

'Redução do tamanho da população' 'Variação na extensão da área de ocorrência ou da área de ocupação' 'Número de indivíduos maduros ' 'Análise quantitativa mostrando a probabilidade de extinção na natureza em relação ao tempo ou ao número de gerações'

Para cada um desses critérios existe uma série de variáveis que permitem a categorização das espécies. Conforme essas variáveis, as espécies podem ser enquadradas em oito categorias:

ESPÉCIES EXTINTAS Extinta (EX) - Um táxon será considerado Extinto quando não há dúvidas de que o último indivíduo morreu. Extinta na natureza (EW) - Um táxon será considerado Extinto na Natureza quando é conhecido por sobreviver apenas em cativeiro, criação ou como uma população naturalizada fora de sua área original de ocorrência.

ESPÉCIES AMEAÇADAS Criticamente em perigo (CR) - Táxon que corre um risco extremamente alto de extinção na natureza como definido pelos critérios de A a E da IUCN (2000) Em perigo (EN) - Táxon que corre um risco muito alto de extinção na natureza como definido por qualquer dos critérios A a E da IUCN (2000) Vulnerável (VU) - Táxon que corre um risco alto de extinção na natureza como definido por um dos critérios de A a E do quadro 2 para esta categoria.

ESPÉCIES NÃO AMEAÇADAS Quase ameaçada (NT) - Táxon que não atinge mas está próximo de atingir os critérios de ameaça, ou provavelmente estará ameaçado em um futuro próximo. Menos Preocupante (LC) - Táxon que foi avaliado quanto ao seu risco de extinção mas não se enquadrou em nenhuma das categorias de ameaça da IUCN (2000) Dados insuficientes (DD) - Sem dados suficientes para enquadramento em alguma das categorias acima

Destaques Flora Brasileira. Link: http://www.biodiversitas.org.br/floraBr/destaque_flora.asp a lista das espécies incluídas no Anexo II da IN 06 de 23 de Setembro de 2008, como Deficientes em Dados (n= 1.079) representa espécies consideradas ameaçadas de extinção (n= 1.054), deficientes em dados (n=2) e não ameaçadas (n=15), segundo o estudo da Biodiversitas e colaboradores; a lista das espécies correspondentes ao Anexo II da IN 06 de 23 de Setembro de 2008, inclui 178 espécies classificadas como "Criticamente em Perigo", 209 "Em Perigo" e 667 "Vulneráveis", segundo o estudo da Biodiversitas e colaboradores; 17 espécies consideradas ameaçadas de extinção segundo o estudo da Biodiversitas e colaboradores não figuram no Anexo I ou no Anexo II da IN 06 de 23 de Setembro de 2008; a lista das espécies consideradas Deficientes em Dados segundo o estudo da Biodiversitas e colaboradores soma 2.513 espécies, além das 1495 avaliadas como ameaçadas de extinção, duas "Extintas na Natureza" e oito "Extintas"; os critérios que levaram à exclusão de espécies consideradas ameaçadas de extinção são desconhecidos da Biodiversitas e colaboradores;

Ver também

Problemas ambientais no Brasil Desmatamento no Brasil Impactos do aquecimento global no Brasil Declínio contemporâneo da biodiversidade mundial Ambientalismo

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