Cosme de Jerusalém (), também chamado de Cosme Hagiopolita ("da cidade sagrada"), Cosme de Maiuma, Cosme, o Melodista ou ainda Cosme, o Poeta foi um bispo e um hinógrafo. Ele é considerado um santo.

Vida e obras Cosme nasceu provavelmente em Damasco, mas ele ficou orfão em tenra idade. Ele foi adotado por Sérgio, o pai de São João de Damasco (ca.676 - 749) e se tornou seu irmão adotivo. O professor dos dois garotos era um monge idoso da Calábria, também chamado Cosme (conhecido como "Cosme, o Monge" para se distinguir), que fora libertado da escravidão entre os sarracenos pelo pai de João. João e Cosme foram de Damasco para Jerusalém, onde ambos se tornaram monges na Lavra (mosteiro) de São Savas, o Santificado, perto da cidade. Juntos eles ajudaram a defender a igreja contra a heresia do iconoclasma.

Cosme deixou o mosteiro em 743, quando ele foi nomeado como bispo de Maiuma, o porto da antiga Gaza, na costa sul da Palestina. Ele viveu muitos anos mais que João e morreu com idade avançada.

Obras Como um erudito autor em prosa, Cosme escreveu comentários (escólios) sobre os poemas de Gregório de Nazianzo. Ele é considerado em grande estima também como um poeta. Tanto ele quanto João de Damasco são considerados como os melhores represantes da hinografia grega clássica tardia, sendo os exemplos mais característicos o cantos litúrgicos conhecidos como "cânones". Eles trabalharam juntos também no desenvolvimento do Octoechos.

São Cosme já foi chamado de "um veículo da graça divina" e "a glória da Igreja". Ele compôs os cânones solenes para as Matinais (a equivalente ortodoxa das Laudes) do Domingo de Ramos e o "Sábado de Lázaro", como é conhecido o dia anterior no rito bizantino, as Triodes (cânones com apenas três cânticos) que são cantadas na Semana Santa e o primeiro cânone da Natividade (baseado num sermão sobre a Natividade feito por São Gregório, o Teólogo. Juntos, quatorze cânones são atribuídos a ele nos livros litúrgicos da Igreja Ortodoxa.Kathryn Tsai, A Timeline of Eastern Church History (Divine Ascent Press, Point Reyes Station, CA, 2004), p. 144

Os hinos de Cosme foram originalmente compostos para o Serviço Divino da Igreja de Jerusalém, mas, pela influência do patriarcado de Constantinopla, seu uso se tornou universal na Igreja Ortodoxa. Não se sabe, porém, se todos os hinos atribuídos a Cosme nos livros litúrgicos são realmente dele, especialmente por que seu professor tinha o mesmo nome que ele e também era um hinógrafo.

Bibliografia Coleções de hinos, em variadas quantidades, são atribuídas a Cosme e podem ser encontradas em Jacques-Paul Migne, Patrologia Graeca (P.G.), XCVIII, 459-524, e em Christ-Paranikas, Anthologia graeca carminum christianorum (Leipzig, 1871), 161-204. Para os mencionados escólios sobre os poemas de Gregório de Nazianzo, veja:

Spicilegium Romanum, II, Pt. II, 1-375, Migne, P.G., XXXVIII, 339-679. Para assuntos em geral, veja Krumbacher, Gesch. der byzantinischen Literatur (2d ed., Munich, 1896), 674 sqq.

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