A Parábola do fariseu e do publicano (ou o fariseu e o saduceu coletor de impostos) é uma das parábolas de Jesus e aparece em apenas um dos evangelhos canônicos. Em , Jesus contrasta um fariseu, obcecado por sua própria virtude., com um publicano saduceu, que humildemente pede a Deus misericórdia. A história termina na conhecida frase de Jesus: .

Esta parábola demonstra a necessidade de orar com humildade. Encontra-se imediatamente após a Parábola do juiz iníquo, que também trata da oração.

Na igreja ortodoxa oriental, o "Domingo do publicano e do fariseu" comemora a parábola e dá início à temporada de três semanas antes da Grande Quaresma.

Narrativa bíblica

Interpretação

Durante o primeiro século, os fariseus eram conhecidos por sua estrita observância à lei mosaica. O fariseu desta parábola foi além de seus companheiros, jejuando com mais freqüência do que era exigido e dando o dízimo sobre tudo o que recebia, mesmo nos casos em que as regras religiosas não o exigiamJoel B. Green, The Gospel of Luke, Eerdmans, 1997, ISBN 0-80282315-7, pp. 643-49.. Confiante em sua religiosidade, o fariseu nada pede a Deus e, assim, nada recebe.

Por outro lado, os publicanos eram os desprezados judeus que colaboraram com o Império Romano. Por serem conhecidos por recolher os impostos e taxas, eles são geralmente descritos como "coletores de impostos". A parábola, no entanto, não condena a ocupação do publicano (cf. ), mas o descreve como alguém que "reconhece o seu estado de indignidade diante de Deus e confessa a sua necessidade de reconciliação". Vindo a Deus com humildade, o publicano recebe a misericórdia e reconciliação que pede.

Comemoração Na igreja ortodoxa, esta parábola é lida como parte do período preparatório que leva à grande quaresma. Ela provê um exemplo de humildade que deve ser praticado nesta época. O "domingo do publicano e do fariseu" dá início ao período de três semanas que antecede a quaresma e é o primeiro uso do triodion litúrgico (embora a semana seguinte a este domingo seja liberada dos jejunsGeorges Augustin Barrois, Scripture Readings in Orthodox Worship, St Vladimir's Seminary Press, 1977, ISBN 0-91383641-9, p. 21.).

O escritor e pregador inglês John Bunyan escreveu um livro sobre esta parábola em 1685..

Arte cristã A Parábola do fariseu e do publicano é representada numa grande variedade da arte religiosa, sendo especialmente importante na iconografia da Igreja ortodoxa. Há obras sobre a parábola por artistas como James Tissot, John Everett Millais, Hans Holbein, o jovem, e Gustave Doré.

Ver também

Harmonia evangélica Ministério de Jesus Parábola dos dois filhos

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