Lúcio Emílio Paulo (m. 216 a.C.; ) foi um político da gente Emília da República Romana eleito cônsul por duas vezes, em 219 e 216 a.C., com Marco Lívio Salinador e Caio Terêncio Varrão respectivamente.
Família e política Emílio Paulo filho de Marco Emílio Paulo, cônsul em 255 a.C. e pai de Lúcio Emílio Paulo Macedônico, a quem Plutarco dedicou um dos seus livros em "Vidas Paralelas". Sua filha, Emília Tércia, casou-se com Cipião, o Africano. Foi, durante toda sua vida, um membro do grupo mais conservador da aristocracia romana e foi apoiado em seu segundo consulado por esta facção justamente para contrastar a influência dos plebeus de Terêncio Varrão.
Primeiro consulado (219 a.C.) Foi eleito cônsul pela primeira vez em 219 a.C. com Marco Lívio Salinador. Junto com o colega, conduziu a Segunda Guerra Ilírica contra os ilírios de Demétrio de Faros. Os dois foram vitoriosos e obrigaram Demétrio a fugir para a corte de Filipe V da Macedônia. A vitória foi celebrada por um triunfo. Logo depois, foram processados pelos tribunos da plebe, acusados de não terem dividido corretamente o butim. Salinador foi condenado e Emílio Paulo escapou por pouco.Broughton, p. 236.
O Senado sempre considerou suspeita a introdução de quaisquer novos ritos religiosos em Roma e, por isso, ordenou, durante o primeiro mandato de Paulo, que os santuários de Ísis e Serápis, recém-construídos em Roma, fossem destruídos. Porém, quando nenhum trabalhador se atrevia a tocar nos edifícios sagrados, o próprio Emílio tirou sua toga pretexta, tomou um machado nas mãos e arrombou as portas de um deles.Valério Máximo I, 3. § 3
Segunda Guerra Púnica
Emílio Paulo foi um pontífice,Lívio, Ab Urbe Condita XXIII, 21.7. mas não se sabe em qual ano.
Segundo consulado (216 a.C.)
Foi eleito cônsul novamente com Caio Terêncio Varrão em 216 a.C., o terceiro ano da Segunda Guerra Púnica. Segundo o relato de Políbio, Varrão, que estava no comando das operações quando o exército romano encontrou com as forças de Aníbal, decidiu enfrentar o general cartaginês numa batalha campal, apesar do parecer contrário de Emílio Paulo.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Emílio, 2.3Políbio III, 113.1-5. A Batalha de Canas terminou com uma catastrófica derrota para os romanos.Broughton, p. 247-53. Emílio Paulo perdeu a vida em combate, mas Varrão conseguiu escapar.Políbio III, 113-117. Segundo a tradição, Paulo teria morrido heroicamente, recusando-se a fugir com um cavalo que lhe ofereceram e preferindo lutar com seus homens.Lívio, Ab Urbe Condita Epit 22.10.
A interpretação historiográfica moderna colocou em dúvida o clássico relato polibiano, provavelmente influenciado pelo viés positivo do autor em relação ao combate de Emílio Paulo, pai de Públio Cornélio Cipião Emiliano, o grande protetor de Políbio; na realidade, é provável que os dois cônsules estivessem de acordo sobre o confronto contra Aníbal em Canas e é possível que o próprio Emílio Paulo, o cônsul mais experiente, tenha efetivamente assumido o comando supremo das operações naquele dia.G. Daly, La battaglia di Canne, pp. 186-188.
Ver também
Bibliografia
Fontes primárias
Fontes secundárias
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século III a.C. Categoria:Nascidos no século III a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Aemilii Categoria:Comandantes da Segunda Guerra Púnica Categoria:Romanos antigos mortos em combate Categoria:Pontífices da Roma Antiga Categoria:Cônsules romanos que morreram no ano do consulado