O Tratado Japão-Coreia de 1905, também conhecido como o Tratado de Eulsa ou Tratado de Protetorado Japão-Coreia, foi celebrado entre o Império do Japão e o Império Coreano em 1905. As negociações foram concluídas em 17 de novembro de 1905.Korean Mission to the Conference on the Limitation of Armament, Washington, DC, 1921–1922. (1922). ; excerpt, "Alleged Treaty, dated November 17, 1905."
Na metonímia "Tratado de Ulsa,"Pak, Chʻi-yŏng. (2000).; excerpt, "...as a first step towards the final annexation of Korea in 1910, Japan forced the Korean king, Kojong, to accept the protectorate treaty (known as the Ulsa Protectorate Treaty) after Japan had defeated Russia in the Russo-Japanese War (1904–1905), following its victory in the Sino-Japanese War (1904–1995);" Cordier, Henri et al. (1905). "Traité entre le Japon et la Corée," a palavra Eulsa ou Ulsa deriva do 42º ano do ciclo sexagenário do calendário coreano, no qual o tratado foi assinado.Kodansha encyclopedia of Japan, Vol 4, 1983, p. 289; Ulsa is the designation in the sexagenary cycle for the year corresponding to 1905 O tratado é identificado por alguns nomes, incluindo a Segunda Convenção Japão-Coreia (japonês: 第二次日韓協約, coreano: 제2차한일협약, 第二次韓日協約), Tratado de Restrição de Eulsa (coreano: 을사늑약, 乙巳勒約), Tratado de Proteção Eulsa (japonês: 乙巳保護条約, coreano: 을사보호조약), e Tratado de Proteção da Coreia (japonês: 韓国保護条約). Ele foi influenciado pelo resultado da Guerra Russo-Japonesa.Clare, Israel et al. (1910).
Antecedentes Depois da vitória do Japão na Guerra Russo-Japonesa, com a subsequente diminuição da influência russa, e o Acordo Taft-Katsura, pelo qual os Estados Unidos concordaram em não interferir com o Japão em assuntos referentes à Coreia, o governo japonês buscou formalizar sua esfera de influência na península da Coreia.
Representantes de ambos os Impérios encontraram-se em Seul para resolver diferenças em assuntos relacionados à futura política externa da Coreia. No entanto, com o palácio imperial coreano sob ocupação das tropas japonesas, e o Exército Imperial Japonês estacionado em locais estratégicos na Coreia, o lado coreano estava em desvantagem nas discussões.
Formação do tratado thumb|Jungmyeongjeon, onde o tratado foi assinado Em 9 de novembro de 1905, Ito Hirobumi chegou em Seul e deu a carta do Imperador do Japão para Gojong, Imperador da Coreia, que propunha o tratado. A partir de 15 de novembro de 1905, ele ordenou que as tropas japonesas cercassem o palácio imperial coreano e ameaçou o imperador a assinar o tratado.
Em 17 de novembro de 1905, Hasegawa e Ito entraram no Jungmyeongjeon Hall, uma construção em estilo europeu que uma vez era parte do Palácio Deoksu, para persuadir Gojong a assinar, mas ele recusou e delegou o assunto aos ministros. Ito forçou o gabinete a assinar o tratado. O Primeiro Ministro coreano Han Gyu-seol se opôs gritando em voz alta. Ito ordenou os guardas a trancá-lo em uma sala e disse que se ele continuasse a gritar, eles poderiam matá-lo.이토 히로부미는 직접~ :한계옥 (1998년 4월 10일). 〈무력을 앞장 세워 병탄으로〉, 《망언의 뿌리를 찾아서》, 조양욱, 1판 1쇄, 서울: (주)자유포럼, 97~106쪽쪽. ISBN 89-87811-05-0 O gabinete coreano assinou um acordo que foi preparado por Ito em Jungmyeongjeon. O acordo deu ao Japão responsabilidade completa quanto aos assuntos estrangeiros da Coreia,United States. Dept. of State. (1919). e colocou todo o comércio dos portos coreanos sob a supervisão japonesa.
Provisões do tratado Esse tratado privou a Coreia de sua soberania diplomática, na prática tornando a Coreia um protetorado do Japão.The history of Korea, pp. 461–62, Homer Hulbert As provisões do tratado entraram em vigor em 17 de novembro de 1905, o que deixou as fundações para o Tratado Japão-Coreia de 1907, e a subsequente anexação da Coreia em 1910.Carnegie Endowment (1921).
O tratado foi considerado como entrado em vigor depois de ter recebido a assinatura de cinco ministros coreanos:The signers of the treaty have been criticized by later Korean historians as the Five Eulsa Traitors Ministro da Educação Lee Wan-Yong () Ministro do Exército Yi Geun-taek () Ministro do Interior Yi Ji-yong () Ministro das Relações Exteriores Pak Je-sun () Ministro da Agricultura, Comércio e Indústria Gwon Jung-hyeon ()
O Imperador Gojong da Coreia não concordou nem assinou o tratado. Outros oficiais que participaram do tratado incluem: Primeiro Ministro Han Gyu-seol () Ministro das Finanças Min Yeong-gi () Ministro da Justiça Yi Ha-yeong (, mais tarde, no entanto, ele passou a concordar com o tratado)
Controvérsia
O Imperador Gojong enviou cartas pessoais para a maioria dos chefes de estado para pedir pelo apoio contra a assinatura ilegal.Lee Hang-bok. "The King's Letter," English JoongAng Daily. 22 de setembro de 2009. Em 21 de fevereiro de 1908, ele tinha enviado 17 cartas com o selo imperial, incluindo para os seguintes oito líderes: Eduardo VII do Reino Unido Clément Armand Fallières Nicolau II da Rússia Francisco José I da Áustria Vítor Emanuel III da Itália Leopoldo II da Bélgica Guangxu Guilherme II da Alemanha, que escreveu a mão pessoalmente para Gojong
Em 1907, o Imperador coreano Gojong enviou três emissários secretos para a Segunda Convenção Internacional da Paz de Haia para protestar contra o caráter abusivo do Tratado de Eulsa. No entanto, as grandes potências do mundo recusaram-se a permitir a Coreia de participar da conferência.
Não apenas o Imperador, mas os outros coreanos protestaram contra o Tratado. [Jo Byeong-se]] e Min Yeong-hwan, que eram altos oficiais e lideraram a resistência contra o Tratado de Eulsa, suicidaram-se como prova da resistência. Yangbans locais e pessoas do povo se juntaram aos exércitos justos. Eles eram chamados de "Eulsa Euibyeong" (을사의병, 乙巳義兵), que significa "exército justo contra o Tratado de Eulsa".
Este protesto, a falta da concordância real e a intimidação das tropas japonesas durante as negociações foram usadas por historiadores e advogados posteriores para questionar a validade legal do tratado, por ser assinado sob coação, embora o tratado tivesse permanecido sem contestações internacionais até a Rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial.
Rescisão Este tratado, mais tarde, foi confirmado ser "já nulo" pelo Tratado de Relações Básicas entre Japão e República da Coreia, concluído em 1965."É confirmado que todos os tratados e acordos firmados entre o Império do Japão e o Império da Coreia até 22 de agosto de 1910 são já nulos e sem efeito."
Em uma declaração conjunta em 23 de junho de 2005, oficiais da Coreia do Sul e Coreia do Norte reiteraram sua posição de que o Tratado de Eulsa era nulo e sem efeito devido à coação dos japoneses.
A Coreia do Sul atualmente está tomando a propriedade e outros ativos dos descendentes de pessoas que foram identificadas como colaboradores dos japoneses na época do tratado.
Ver também Tratados Desiguais Tratado de Anexação Japão-Coreia
Notas
Eulsa Eulsa Categoria:Relações entre Coreia e Japão Categoria:1905 na Ásia Eulsa