thumb|250px|Bem-vindo a Malvern, em uma estrada de acesso ao centro da cidade Malvern é uma cidade e paróquia civil em Worcestershire, Inglaterra, governada pelo Malvern Town Council. Segundo o censo de 2001, possui uma população de 28.749 habitantes, e inclui o assentamento histórico e o centro comercial de Great Malvern no íngreme flanco oriental das Malvern Hills, e o antigamente independente distrito urbano de Malvern Link. Muitos dos principais subúrbios e assentamentos que compõem a cidade são separados por grandes extensões de terrenos baldios e campos, e, junto de paróquias civis menores adjacentes aos limites do conselho municipal e as colinas, a área construída é muitas vezes referidas coletivamente como The Malverns.
Evidências arqueológicas sugerem que pessoas da Idade do Bronze se estabeleceram na área por volta de 1000 a.C., embora não se saiba se esses assentamentos eram permanentes ou temporários. A cidade em si foi fundada no século XI, quando monges beneditinos, fundaram um convento ao pé do pico mais alto de Malvern Hills. Durante o século XIX Malvern transformou-se rapidamente de uma aldeia para uma dispersa conurbação devido à sua popularidade como um spa hidroterápico com base nas suas minas de água. Imediatamente após o declínio do turismo termal no final do século XIX, o foco da cidade mudou para a educação com a criação de várias escolas privadas em antigos hotéis e grandes mansões. A expansão maior foi resultado da transferência da Telecommunications Research Establishment (TRE) para Malvern em 1942. A QinetiQ, empresa que sucedeu a TRE, continua sendo a maior empregadora local da cidade.
Malvern tem o maior desenvolvimento urbano dentro da circunscrição parlamentar de West Worcestershire e é também a sede administrativa da área governada pelo Conselho Distrital de Malvern Hills (MHDC) e fica ao lado da Área de Impressionante Beleza Natural de Malvern Hills.
História O nome Malvern provavelmente vem do antigo idioma britânico significando 'morro pelado' (Bare-Hill), o equivalente mais próximo do idioma moderno sendo o galês moelfryn (morro careca). Foi conhecido como Malferna (século XI), Malverne (século XII), e Much Malvern (séculos XVI e XVII).
Da Era do Bronze aos tempos monásticos thumb|left|230px|British Camp, movimentação de terras do período da Idade do Ferro. Machados de sílex, pontas de flechas, e lascas encontradas na área são atribuídas aos habitantes do início de Idade do Bronze, e o "Shire Ditch", um aterro em camadas do final da Idade do Bronze possivelmente datando de cerca de 1000 a.C., foi construído ao longo do alto dos morros perto do local dos assentamentos posteriores. O Wyche Cutting, um passo de montanha através dos montes, era utilizado nos tempos pré-históricos como parte da rota do sal a partir de Droitwich em direção a Gales do Sul. Uma descoberta no século XIX de mais de duzentas barras de dinheiro em metal sugere que a área tinha sido habitada pelo povo de La Tène em torno de 250 a.C. O folclore antigo relata que o chefe tribal britânico Carataco fez sua última defesa contra os romanos em British Camp, um local de extensa movimentação de terras da Idade do Ferro em um cume de Malvern Hills perto de onde mais tarde Malvern seria fundada. Porém, a história continua a ser discutida, uma vez que o historiador romano Tácito sugere um local mais próximo do rio Severn. Ver também Church & Brodribb's translation ou searchable text at Internet Archive Assim, não há evidências de que a presença romana terminou com o assentamento pré-histórico em British Camp. No entanto, escavações nos vizinhos Midsummer Hill, Bredon Hill e Croft Ambrey mostram evidências de violenta destruição por volta de 48 d.C. Isto pode sugerir que British Camp foi abandonado ou destruído no mesmo período.
Um estudo feito em 2005, que inclui fotografias aéreas das Hills "demonstra claramente o potencial arqueológico desta grande área negligenciada, e fornece elementos que carecem de reflexão para um número de projetos de pesquisa". Os achados em cerâmica relacionados com Malverns datam do final da Idade do Bronze chegando até a conquista normanda, indicado por métodos de petrologia arqueológica. Os produtos eram comercializados até a distante Gales do Sul, através do rio Severn. O Longdon e outros pântanos ao pé de Malvern Chase serviam de pastagens para o gado. Os bosques eram consideráveis, fornecendo combustível para os fornos.
Malvern monástica thumb|right|230px|Grande Priorado de Malvern Pouco se sabe sobre Malvern durante os mil anos seguintes até que foi descrita como "... uma ermida, ou algum tipo de casa religiosa, para leigos, antes da conquista, mantida com os donativos de Eduardo, o Confessor...". As adições ao Monasticon Anglicanum de William Dugdale afirmam que havia uma congregação de eremitas em Malvern "algum tempo antes da conquista". Embora um priorado em Malvern existisse antes da conquista normanda, é o povoado próximo a Little Malvern, o local de outro priorado menor, que é mencionado no Domesday Book. Um castelo motte-and-bailey construído sobre a camada superior dos trabalhos de terraplanagem do British Camp pouco antes da conquista normanda foi provavelmente fundado pelo conde saxão Harold Godwinson de Hereford. Foi destruído por Henrique II em 1155. Nota: The BBC website contains some errors regarding the spelling of Remfry's name and ISBN for a book. See Paul Remfry's website for correct details of all his works.
A cidade se desenvolveu em torno do seu priorado do século XI, um mosteiro beneditino, cujas ruínas compõem algumas das partes mais antigas do Grande Priorado de Malvern, atualmente uma grande igreja paroquial. Várias histórias um tanto diferentes explicam a fundação real da comunidade religiosa. A lenda conta que o povoado começou após o assassinato de São Werstan, um monge de Deerhurst, que fugiu dos dinamarqueses e se refugiou na floresta de Malvern, onde a ermida acima mencionada tinha sido fundada.Charles F. Grindrod, Malvern: what to see and where to go, 1899. Embora a lenda possa ser mitologia monástica, os historiadores concluíram no entanto, que São Werstan foi o mártir original.
thumb|230px|left|Abbey Gateway, centro da cidade. Atualmente abriga o Museu de Malvern O primeiro prior foi Aldwyn, que fundou o mosteiro por recomendação de seu bispo, e porem 1135 o mosteiro contava com trinta monges. Aldwyn foi sucedido por Walcher de Malvern, um astrônomo e filósofo procedente da Lorena, cuja lápide no interior da igreja do priorado registra detalhes de quando o priorado surgiu em 1085 a partir de uma ermida doada por Eduardo, o Confessor. Um antigo no vitral da janela da igreja do priorado retrata a lenda de São Werstan, com detalhes de sua visão, a consagração da sua capela, Eduardo, o Confessor concedendo o alvará para o local, e o martírio de Werstan.
Um documento do século XVIII atesta que, no décimo oitavo ano do reinado de Guilherme, o Conquistador (provavelmente 1083), era um priorado dedicado a Santa Maria Virgem.Worcestershire Record Office, 899.601 BA 9155. A História do Condado de Vitória descreve como Aldwyn, um eremita, que viveu no reinado de Eduardo, o Confessor, pediu para o Conde de Gloucester autorização para se estabelecer no local (do priorado), na floresta, e cita sua fonte como "Gervásio de Cantuária, Mappa Mundi (Rolls ser.)".Worcestershire Record Office, Bishop Guilford's Register of 1283, x713.093 BA 2648
As grandes propriedades em Malvern faziam parte das terras da coroa doadas a Gilberto, o Vermelho, sétimo conde de Gloucester e sexto conde de Hertford, por ocasião de seu casamento com Joana de Acre filha de Eduardo I, em 1290. A disputa sobre os direitos de caça nessas terras levou a vários conflitos armados contra Humphrey de Bohun, 3º Conde de Hereford, que Edward acabou solucionando.Clive H. Knowles, Clare, Gilbert de [chamado de Gilberto, o Vermelho] sétimo conde de Gloucester e sexto conde de Hertford (1243–1295), magnata, Oxford Dictionary of National Biography. Nott afirma que Gilberto fez doações ao priorado, e descreve o seu "grande conflito" com Thomas de Cantilupe, bispo de Hereford, também sobre direitos de caça e por um fosso aberto por Gilberto, que resultou em litígios onerosos. Gilberto teve um conflito semelhante com Godfrey Giffard, bispo e administrador da catedral de Worcester (e anteriormente chancellor da Inglaterra. Godfrey, que havia concedido terras ao priorado, tinha disputas jurisdicionais com o Priorado de Malvern, solucionadas por Robert Burnell, o Chancellor atual.Susan J. Davies, Giffard, Godfrey (1235?–1302), administrador e bispo de Worcester, Oxford Dictionary of National Biography.
Uma discussão em 2005 sobre os vitrais da igreja do priorado em termos da relação entre Igreja e leigos ressalta a importância de Malvern na criação de vitrais. Refere-se às "vastas e estrategicamente importantes propriedades da qual Malvern fazia parte" nos séculos XV e XVI, da probabilidade de uma rota de peregrinação pela cidade. A discussão também menciona a visão de Thomas Walsingham de que Malvern era um esconderijo do cavaleiro lollardo Sir John Oldcastle em 1414.Heather Gilderdale Scott, Lay figures in sacred spaces: the 15th-century 'donor figures' at Great Malvern Priory, Worcestershire, The Journal of Stained Glass, 29, 12-23, 2005. Chambers escreveu, com relação ao vitral, "a situação de Malvern foi tão admirada por Henrique VII, por sua rainha (Isabel de Iorque) e seus dois filhos, o príncipe Artur, e o príncipe Henrique" que fizeram doações substanciais. Também publicado em 2008 por Kessinger Publishing. ISBN 1-4367-2852-5
Pós-dissolução Durante a Dissolução dos Mosteiros os comissários locais foram orientados para que, onde as igrejas das abadias fossem também utilizadas para o culto da paróquia, elas deveriam continuar ou poderiam ser compradas pelos paroquianos. Assim, o Priorado de Malvern sobreviveu ao ser adquirido por William Pinnocke e, com ele, grande parte dos vitrais do século XV. Os prédios monásticos foram demolidos e o que era aproveitável foi vendido. Com exceção do edifício da igreja (do qual o transepto sul, adjacente aos claustros do mosteiro, foi destruído), tudo o que resta do mosteiro de Malvern é o Abbey Gateway (também conhecido como Priory Gatehouse) que abriga atualmente o Museu de Malvern.
Uma concessão elizabetana de terras, de 1558, menciona Holy Well.I. Bradley, Bottled Up, History Today, 61 (1) 6-7, 2011 A concessão da Coroa de dízimos em 1589 menciona cordeiros, porcos, bezerros, ovos, cânhamo e linho. Elizabeth fez seu Chancellor, Sir Thomas Bromley, o Lord of the Manor. O antiquário contemporâneo John Leland descreveu as Malvern Hills e Hanley Castle. Em 1633, a Court of Exchequer Chamber de Carlos I decretou o direito público a dois terços das terras de Malvern Hills, e o direito de Sir Cornelius Vermuyden e seus descendentes, e da Coroa, a um terço (citado no preâmbulo do Ato das Malvern Hills de 1884). Nesse tempo, Malvern tinha se tornado uma comunidade estabelecida e o principal povoado de Malvern Chase.
A transformação em spa (séculos XVII-XIX)