Em filosofia da linguagem, existem dois tipos principais de teoria do significado: a teoria fundamental e a teoria semântica. Entretanto, a expressão "teoria do significado" figura, de uma forma ou de outra, em um grande número de disputas filosóficas durante a última metade do . Infelizmente, este termo também tem sido usada para significar um grande número de coisas diferentes.

O primeiro tipo de teoria, uma teoria semântica, é uma teoria que designa os conteúdos semânticos das expressões de uma língua. As abordagens das teorias semânticas podem ser divididas conforme elas atribuam ou não proposições aos significados das frases e, se o fazem, qual é a visão que nos levam a ter sobre a natureza de tais proposições.

O segundo tipo de teoria, a teoria fundamental de significado, é uma teoria que afirma os fatos em virtude dos quais as expressões têm o conteúdo semântico que têm. As abordagens da teoria fundamental de significado podem ser divididas em teorias que explicam e teorias que não explicam os significados das expressões de uma linguagem utilizada por um grupo, em termos do conteúdo dos estados mentais dos membros desse grupo.

Dois tipos de teoria do significado Filósofos não têm sido capazes de consistentemente manter as duas questões separadas. Eles concordam que há claramente uma distinção entre as questões "Qual é o significado do símbolo (para uma determinada pessoa ou grupo) disto ou aquilo?" e "Em virtude de quais fatos, incidentes sobre a pessoa ou sobre o grupo, o símbolo tem esse significado?

Em Semântica Geral, escreveu David Lewis:

Correspondendo às duas questões estão dois tipos diferentes de teoria do significado. Um tipo de teoria do significado, a teoria semântica, é uma especificação dos significados das palavras e frases de um dado sistema de símbolos. Teorias semânticas, portanto, respondem à pergunta, "Qual é o significado desta ou daquela expressão?" Um tipo distinto de teoria, a teoria fundamental do significado, tenta explicar o que (em alguma pessoa ou grupo) dá aos símbolos de sua língua os significados que eles têm. Para ter certeza, a forma de uma teoria semântica correta pode colocar restrições sobre uma correta teoria fundamental de sentido, ou vice-versa, mas isso não muda o fato de que as teorias semânticas e teorias fundamentais são simplesmente diferentes tipos de teorias, concebida para responder a diferentes perguntas.Theories of Meaning por Jeff Speaks Universidade de Notre Dame (2010)

Vale a pena notar que uma tradição de destaque na filosofia da linguagem nega que há fatos sobre os significados das expressões linguísticas.Quine, W.V.O., Word and Object, Cambridge, MA: MIT Press.(1960)Kripke, S., Wittgenstein on Rules and Private Language: An Elementary Exposition, Cambridge, MA: Harvard University Press.(1982). Cópia arquivada no Internet Archive. Se esse tipo de ceticismo sobre o significado está correto, então não há nem uma verdadeira teoria semântica e nem uma verdadeira teoria fundamental do significado a ser encontrada, uma vez que o tipo de fatos relevantes simplesmente não estão ao redor para poderem ser designados ou analisado.Soames, S., Skepticism About Meaning: Indeterminacy, Normativity, and the Rule-following Paradox, Canadian Journal of Philosophy #23: pg. 211–249. (1999)

Teorias semânticas As Teorias semânticas são aquelas que incluem teorias de semântica proposicional e teorias de semântica não proposicional.Lewis, D., 1970, General Semantics, Synthese 22: 18–67

Semântica proposicional A questão central sobre a forma correta de uma teoria semântica diz respeito à natureza do significado de uma expressão e o trabalho da semântica é conectar expressões com as entidades que são seus significados. Porque a entidade que corresponde a uma sentença é chamada de proposição, alguns filósofos chamam esta de teoria semântica proposicional. Semantics & Pragmatics 2012 - Lectures 6 & 7: Theories of Meaning by Olga Temple (2013)

A teoria da referência é uma teoria que, como uma teoria semântica proposicional, junta as expressões de uma língua com determinados valores. No entanto, ao contrário de uma teoria semântica, uma teoria da referência não associa expressões com seus significados; ao invés, ela combina expressões com a contribuição que essas expressões fazem para a determinação dos valores de verdade de sentenças em que elas ocorremSoames, S., 1988, Direct Reference, Propositional Attitudes, and Semantic Content, in Propositions and Attitudes, Salmon, N., and Soames, S. (eds.), Oxford: Oxford University Press. Esta interpretação da teoria da referência é feita com base na tentativa de Gottlob Frege para formular uma lógica suficiente para a formalização de inferências matemáticasBegriffsschriftFREGE AND THE LOGIC OF SENSE AND REFERENCE por Kevin C. Klement ISBN 0-415-93790-6 (2002). A construção de uma teoria de referência deste género é melhor ilustrado por exemplo começando com o de nomes próprios. Considere as seguintes frases: Lula foi presidente do Brasil. Mario Soares foi presidente do Brasil. (1) é verdadeira, e (2) é falsa. Obviamente, esta diferença de valor de verdade é feita com base em alguma diferença entre as expressões 'Lula' e 'Mario Soares'. E sobre essas expressões, o que explicaria a diferença de valor de verdade entre essas frases? É muito plausível que é o fato de que 'Lula' refere ao homem que era o presidente do Brasil, ao passo que 'Mario Soares' aponta para um homem que não foi. Isso indica que a referência de um nome próprio (a sua contribuição para a determinação das condições de verdade das frases em que ocorre) é o objeto para o qual esse nome significa.

Teorias das teorias de referência versus semântica Quine, W.V.O., Philosophy of Logic, New Jersey: Prentice Hall (1970). Relação entre conteúdo e referência Kamp, H., Formal Properties of Now, Theoria (1971) Caráter e conteúdo, contexto e circunstância Kaplan, D., Demonstratives, in Themes from Kaplan, Almog, J., Perry, J., and Wettstein, H. (eds.), Oxford: Oxford University Press(1989)Lewis, D., General Semantics, Synthese (1970).Perry, J., Languages and Language, in Language, Mind, and Knowledge, Gunderson, K. (ed.), Minneapolis: University of Minnesota Press (1975) Semântica dos mundos possíveis Stalnaker, R., Inquiry, Cambridge, MA: MIT Press (1984). Proposições russellianas Russell, B., The Principles of Mathematics, Cambridge University Press (1903) Proposições fregenianas Frege, G., 1879, Begriffschrift, in Beaney (1997), 47–79Frege, G.(1892), On Sense and Reference, in Translations from the Philosophical Writings of Gottlob Frege, Peter Geach and Max Black (eds.), Oxford: Basil Blackwell, (1960)Frege, G.(1892), A Brief Survey of My Logical Doctrines, in Beaney (1997).

Semântica não proposicional: O programa DavidsonianoDavidson, D., 1967, “Truth and Meaning,”reimprisso em (1984), Internalista semântica de Chomsky Chomsky, N., New Horizons in the Study of Language and Mind, Cambridge: Cambridge University Press(2000)

Teorias fundamentais de significado Teorias fundamentais incluem as teorias mentalísticas e não mentalísticas.

Mentalísticas: Programa de Paul GriceMeaning (1957), Intention and uncertainty (1971), Logic and conversation (1975), Pressuposition and conversational implicature (1981) por H. P. Grice Sentido, crença e convenção Burge, T., “On Knowledge and Convention,” Philosophical Review, 84(2): 249–255 (1975). Teoria baseadas em representação mental Stich, S. and Warfield, T., Mental Representation: A Reader,, Cambridge, MA: Basil Blackwell (1994)Schiffer, S., Meaning, Oxford: Oxford University Press (1972)Schiffer, S., Remnants of Meaning, Cambridge, MA: MIT Press. (1987)

Não mentalísticas: Origem causal .Kripke, S., Naming and Necessity, Cambridge, MA: Harvard University Press.(1972) Maximização - verdade e o princípio da caridade Davidson, D., 1967, Truth and Meaning, reprinted in Davidson (1984).Davidson, D., 1974, “On the Very Idea of a Conceptual Scheme,” reprinted in Davidson (1984)Davidson, D., Truth and Predication, Cambridge, MA: Harvard University Press. (2005) Regularidades no uso .Horwich, P., Meaning, Oxford: Clarendon Press. (1998) Normas sociais Brandom, R., Making It Explicit, Cambridge, MA: Harvard University Press. (1994)

Teóricos importantes

John Langshaw Austin Roland Barthes Rudolf Carnap Noam Chomsky Eugenio Coşeriu Umberto Eco Gottlob Frege Paul Grice William James Saul Kripke Bertrand Russell John Searle Peter Frederick Strawson Ludwig Wittgenstein

Leitura adicional Akmajian, Adrian, Richard Demers, Ann Farmer, and Robert Harnish. Linguistics: an introduction to language and communication, 4th edition. 1995. Cambridge: MIT Press. Allan, Keith. Linguistic Meaning, Volume One. 1986. New York: Routledge & Kegan Paul. Austin, J. L. How to Do Things With Words. 1962. Cambridge: Harvard University Press. Bacon, Sir Francis, Novum Organum, 1620. Berger, Peter and Thomas Luckmann. The Social Construction of Reality : A Treatise in the Sociology of Knowledge. 1967. First Anchor Books Edition. 240 pages. Blackmore, John T., "Section 2, Communication", Foundation theory, 2000. Sentinel Open Press. Blackmore, John T., "Prolegomena", Ernst Mach's Philosophy - Pro and Con, 2009. Sentinel Open Press. Blackmore, John T. Semantic Dialogues or Ethics versus Rhetoric, 2010, Sentinel Open Press Chase, Stuart, The Tyranny of Words, New York, 1938. Harcourt, Brace and Company Davidson, Donald. Inquiries into Truth and Meaning, 2nd edition. 2001. Oxford: Oxford University Press. Dummett, Michael. Frege: Philosophy of Language, 2nd Edition. 1981. Cambridge: Harvard University Press. Frege, Gottlob. The Frege Reader. Edited by Michael Beaney. 1997. Oxford: Blackwell Publishing Gauker, Christopher. Words without Meaning. 2003. MIT Press Goffman, Erving. Presentation of Self in Everyday Life. 1959. Anchor Books. Grice, Paul. Studies in the Way of Words. 1989. Cambridge: Harvard University Press. Hayakawa, S.I. The Use and Misuse of Language, 11th edition, 1962 . Harper and Brothers. James, William. William James on Habit, Will, Truth, and the Meaning of Life. Edited by James Sloan Allen. 2014. Savannah: Frederic C. Beil, Publisher. Ogden, C.K. and I.A. Richards, The Meaning of Meaning, New York, 1923. Harcourt Brace & World. Schiller, F.C.S., Logic for Use, London, 1929. G. Bell. Searle, John and Daniel Vanderveken. Foundations of Illocutionary Logic. 1985. Cambridge: Cambridge University Press. Searle, John. Speech Acts. 1969. Cambridge: Cambridge University Press. Searle, John. Expression and Meaning. 1979. Cambridge: Cambridge University Press. Stonier, Tom. Information and Meaning. An Evolutionary Perspective. 1997. XIII, 255 p. 23,5 cm.

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