thumb|Ponta da Espalamaca, Faial: vista a partir do alto do Monte Carneiro. thumb|Bateria de Costa da Ponta da Espalamaca: detalhe de um espaldão. thumb|Bateria de Costa da Ponta da Espalamaca: detalhe de um espaldão.

A Bateria de Costa da Ponta da Espalamaca, oficialmente denominada como Prédio Militar nº 050/Horta, também referida como Posição da Espalamaca e Forte da Espalamaca, localiza-se na ponta da Espalamaca, freguesia da Conceição, cidade e concelho de Horta, na ilha do Faial, nos Açores.

História Constituiu-se numa posição fortificada erguida em 1941, no contexto da Segunda Guerra Mundial, com a função de defesa do porto da Horta e do canal entre as ilhas do Faial e do Pico, locais de ancoragem e trânsito de embarcações aliadas, sem prejuízo do fogo terrestre. Cooperava com a bateria de artilharia de costa da Monte da Guia e com a Bateria Antiaérea do Monte Carneiro.

Juntamente com a Bateria no Monte da Guia, foi guarnecida pela Bateria Independente de Defesa da Costa (BIDC3), cada uma com dois oficiais subalternos, seis sargentos ou furriéis e vinte praças. Foram artilhadas com peças que haviam pertencido ao antigo Couraçado Vasco da Gama, abatido em 1936.Memórias do Faial 1944/45 e o presente. Consultado em 12 nov 2011.

Foi desativada na década de 1970.

Em 2002, juntamente com o Forte da Guia, integrou a lista de património do Estado colocado à venda, ao abrigo da política de captação de receitas da então Ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite. Contra esse fato, o então Ministro da República para os Açores, Alberto Sampaio da Nóvoa, declarou à imprensa a intenção de diligenciar junto aos Ministérios da Defesa e das Finanças (de onde depende a Direcção-Geral do Tesouro) para que aquelas antigas instalações militares não chegassem a ir a hasta pública. O Forte da Espalamaca tinha como base mínima de licitação, à época, 110 mil euros e ia a hasta pública no dia 22 de outubro, enquanto o da Forte da Guia tinha como base 25 mil euros e deveria ir à Praça no dia 17 do mesmo mês e ano. Para Nóvoa, as duas fortificações encontravam-se em muito bom estado de conservação, possuíam valor patrimonial e deveriam ser alvo de uma negociação entre o Estado, o Governo Regional e a Câmara Municipal da Horta, para que se lhes desse um destino adequado. Ainda no seu entendimento, o Forte da Espalamaca deveria tornar-se uma extensão do Museu Militar e teria sido essa a intenção manifestada pelo anterior Ministro da Defesa de António Guterres, Júlio Castro Caldas, quando se deslocou ao Faial em 2000. A Câmara da Horta mostrou interesse na propriedade daquele espaço, embora tenha considerado muito elevada a mesma base de licitação de 110 mil euros então proposta, tendo a passagem de titularidade sido efetuada, posteriormente, por negociação, entre a autarquia e Ministérios da Defesa e das Finanças, com a participação do Governo Regional, assim como na recuperação do património.Ministro da República contra a venda de dois Fortes no Faial. in pdaazoresglobal.com out 2002. Consultado em 12 out 2011.MOTA, José Decq. Requerimento ao Governo Regional. Consultado em 12 nov 2011.

Atualmente encontra-se em razoável estado de conservação, sendo um valor patrimonial da ilha do Faial, onde a Cãmara municipal da Horta dinamiza algumas atividades e promove a sua rentabilização.

Lei de Programação de Infra-Estruturas Militares, de 11 de julho de 2008.

Características Constitui-se numa posição para duas peças de artilharia de costa, correspondente a meia bateria, constituída por um complexo de infra-estruturas subterrâneas (à excepção daquelas que outrora eram destinadas a casa da guarda, refeitório e central eléctrica e de climatização que se encontram apenas semi-enterradas), construídas em betão armado, integrando dois espaldões para peças de artilharia de costa, um posto de comando de tiro (PCT), dois postos de observação (PO), quatro paióis e quatro paiolins, corredores de ligação, alojamentos e instalações sanitárias para as guarnições e cisterna.

Bibliografia BARREIRA, César Gabriel. Um Olhar sobre a Cidade da Horta. Horta (Faial): Núcleo Cultural da Horta, 1995. MENESES, Manuel Sousa. "A defesa dos Açores no período da 2ª Guerra Mundial (1939-1945)". in Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, vol. XLV, tomo II. Angra do Heroísmo: Instituto Histórico da Ilha Terceira, 1989. p. 1399-1516. Faial, Açores: Guia do Património Cultural. Edição Atlantic View – Actividades Turísticas, Lda., 2003. ISBN 972-96057-1-8 p. 81. Levantamento dos Fortes Açorianos, registo nº 77.137.

Ver também Lista de fortificações nos Açores Bateria Antiaérea do Monte Carneiro Bateria de Costa do Monte da Guia Bateria da Castanheira Casamatas da Serra do Cume Casamatas ao Areal de Santa Bárbara Casamatas do Pico Alto Trincheiras militares do Caminho do Mar

Ligações externas Bateria de Costa da Espalamacain Inventário do Património Histórico dos Açores/Horta.

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