Gnatostomíase é uma doença humana causada pelo nematóide Gnathostoma hispidum e/ou Gnathostoma spinigerum e infecta vertebrados. A gnatostomíase é uma parasitose endêmica em alguns países onde há frequente consumo de peixes de água doce crus ou pouco cozidos como Tailândia, Japão, Peru e países da América Central.

Cozinhar bem os alimentos e ferver/filtrar a água previne a infecção. A popularização do consumo de peixe cru (como ceviche, sushi e sashimi) ou cozido no vapor está aumentando o número de casos no mundo.

Causa Os humanos são infectados pela ingestão de peixe de água doce, lagostas, rãs, caranguejos ou frango mal cozido contendo larvas de terceiro estágio; ou supostamente por beber água contendo larvas de segundo estágio infeccioso, comumente contido em crustáceos do gênero Cyclops.

O G. spinigerum é o principal agente da doença em humanos, porém outras espécies como G. hispidum, G. doloresi, G. nipponicum e G. binucleatum também podem causar Gnatostomíase. Os hospedeiros definitivos variam com a espécie e incluem porcos, cachorros e felinos.Diaz Camacho SP, Zazueta Ramos M, Ponce Torrecillas E, Osuna Ramirez I, Castro Velazquez R, Flores Gaxiola A, et al. Clinical Manifestations and immunodiagnosis of gnathostomiasis in Culiacan, México. Am J Trop Med Hyg. 1998;59:908-15

Sinais e sintomas As manifestações mais comuns da infecção em seres humanos são inflamações na pele migratórias. Raramente o parasita pode se introduzir em outros tecidos, tais como o fígado ou o olho (causando em perda parcial da visão ou cegueira); ou entrando em nervos, medula espinhal, ou cérebro, resultando em dor neurogênica, paralisia, coma e morte.http://www.cdc.gov/parasites/gnathostoma/

Diagnóstico No Brasil e África, o diagnóstico é apenas clínico ou com biópsia vista em microscópio, pois exames sorológicos só estão disponíveis nos países endêmicos. Geralmente há inflamação da pele e marcada eosinofilia.

Tratamento O tratamento é feito pela administração do anti-helmíntico albendazol por 21 dias ou ivermectina em dose única (com maior risco de reincidir).Christiane Maria de Castro DANI, et al. Gnatostomíase no Brasil – relato de caso. Anais Brasileiros de Dermatologia''', v. 84, p. 400–404, 2009 Artigo científico em português.

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